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Girafa do Sul: Características, Fotos e Nome Científico

A girafa do sul ou Giraffa giraffa (nome científico) é uma das quatro novas espécies descobertas pela ciência, pertencentes ao gênero Giraffa, e, como vemos nessas fotos, com praticamente as mesmas características da espécie até então conhecida (e que acreditava-se ser a única), a Giraffa camelopardis ou “Girafa-do-norte.”

As girafas já foram, curiosamente, confundidas com uma espécie resultante do cruzamento entre uma fêmea do camelo e um leopardo, durante o Império Romano. Até que descobriu-se o óbvio: Elas são espécies diferentes. São os membros ilustres da extravagante família Giraffidae e do gênero Giraffa, com as características de mamíferos ruminantes, ungulados e herbívoros.

Foi necessária a reunião de esforços de uma competente equipe de cientistas alemães, de posse do que há de mais moderno em engenharia e manipulação genética, para concluir que a tradicional girafa (a que até agora conhecíamos), nem de longe era a única espécie existente desse gênero.

De acordo com os resultados publicados na conceituada Current Biology (em setembro de 2016), agora juntam-se à Giraffa camelopardis (a girafa-do-norte), as espécies Giraffa tippelskirchi (a girafa Masai), a Giraffa giraffa (a girafa-do-sul) e a Giraffa reticulata (a girafa-reticulada) – juntas, elas agora formam a verdadeira comunidade desse gênero das Giraffas.

Com a descoberta dessas espécies, os cientistas descobriram, também, que elas mantinham-se “escondidas” dos olhos dos cientistas, justamente por estarem em grave risco de extinção. Agora, portanto, a ciência terá melhores condições de iniciar um projeto de proteção desses novos membros e das novas subespécies que, a partir dessas, poderão ser geradas.

Girafa do Sul: a Nova Espécie Descoberta Pela Ciência

De acordo com o geneticista do Centro de Pesquisa em Clima e Biodiversidade da Universidade Goethe, na Alemanha, Axel Janke, as novas espécies encontradas (incluindo a girafa-do-sul) possuem as mesmas características ecológicas da Girafa camelopardis (como podemos ver nessas fotos e imagens); e, com exceção do seu nome científico, poucas são as diferenças morfológicas a separarem as espécies.

Girafa Camelopardis
Girafa Camelopardis

Mas é justamente isso que intriga os atuais responsáveis por essa descoberta: Como espécies morfologicamente tão semelhantes (inclusive quanto às características das suas pelagens) podem ter sido, até hoje, alvo de tamanha indiferença por parte da ciência, a ponto de ter identificado o gênero Giraffa como portador de apenas uma espécie?

A despeito de todas essa controvérsias, o que se sabe mesmo é que agora a ciência terá que fazer uma reavaliação sobre o estado desse gênero do ponto de vista da sua conservação dentro da biosfera terrestre e dos riscos de extinção aos quais ele realmente está sujeito, de acordo com o entendimento da Comissão de Sobrevivência de Espécies da União Internacional Para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN)

O desafio, segundo os técnicos da instituição, é definir os critérios para essa avaliação das condições para a conservação dos indivíduos pertencentes a esse gênero, em um trabalho em conjunto com os países africanos.

É também traçar metas para o seu futuro e definir como os novos avanços da engenharia genética poderão contribuir para a sua perpetuação.

Será necessário obter recursos financeiros, ampliar os espaços utilizados como reservas naturais, realizar campanhas de conscientização sobre a necessidade de preservá-los, endurecer a fiscalização sobre a caça ilegal de animais silvestres, entre outras ações que garantam, às gerações futuras, a manutenção dessas e de outras espécies importantes para o equilíbrio da biosfera terrestre.

Além das Fotos e Características, o Nome Científico da Girafa do Sul

A girafa do sul, cujo nome científico é Giraffa giraffa (como vemos nessas fotos), possui as características que são comuns nesse singular gênero Giraffa.

Curiosamente, ela também é chamada de “girafa-de-dois-chifres”, em referência aos dois cornos que mantêm, aparentemente sem qualquer utilidade; apenas como uma espécie de reminiscência de períodos pré-históricos, quando talvez servissem como uma defesa e como a garantia de que conseguiriam avançar nessa implacável seleção natural.

As girafas-do-sul são espécies mais facilmente encontradas em imensas savanas da África do Sul, Botsuana, Angola, Zimbábue, Namíbia, entre outras regiões do sudoeste da África, que abrigam não mais do que alguns poucos milhares delas.

Como dissemos, as girafas do sul são animais atualmente listados como “ameaçados de extinção”, segundo a Lista Vermelha da IUCN, devido à pouca atenção que até então elas recebiam da ciência.

 

Até 2016, acreditava-se existir apenas uma espécie: a “girafa-do-norte” (ou Giraffa camelopardis), que supostamente subdividia-se em 9 subespécies, como foram descritas por Linnaeus, em 1758 – inicialmente sob a denominação de Cervuscamelopardalis.

No entanto, Brunnich, em 1772, definiu com maior exatidão o gênero Giraffa – ainda subdividindo-o em apenas 9 subespécies, mas já com as características que conhecemos.

Fotos, Nome Científico e Características das Subespécies da Girafa do Sul

A Girafa da namíbia (G. Angolensis) e a Girafa do cabo (Giraffa giraffa) são as duas subespécies da Girafa do sul. A primeira, como o próprio nome indica, pode ser encontrada nos prados e savanas do norte da Namíbia, no sudoeste de Zâmbia, oeste do Zimbábue e em Botsuana.

As Girafas da namíbia têm como principais características, um conjunto de manchas angulares, com coloração meio amarronzada e bordas irregulares.

Girafa da Namíbia
Girafa da Namíbia

Essas manchas estendem-se de forma padronizada por todo o seu corpo e membros, com exceção do rosto e do pescoço, onde apresentam-se de forma bem mais discreta.

São cerca de 20 indivíduos abrigados em zoológicos nesses países, além de mais de 12.000 a espalharem-se pelas savanas e prados, ajudando a compor a paisagem da região, mas agora constantemente observados no que concerne aos seus hábitos reprodutivos, alimentares, sociais, entre outros.

Já a Girafa do cabo pode ser encontrada com mais facilidade no sudoeste de Moçambique, no norte da África do Sul, e também em Botsuana e Zimbábue, totalizando cerca de 31.000 exemplares, livres no ambiente selvagem desses países.

Girafa do Cabo
Girafa do Cabo

Também existem algumas delas mantidas em zoológicos – todas da mesma forma monitoradas eletronicamente para o registro dos seus hábitos regulares.

Os padrões de manchas das Girafas do cabo apresentam leve diferença com relação aos das outras espécies descobertas. Elas geralmente são mais escuras, com bordas regulares, e vão tornando-se mais discretas à medida que descem para os membros inferiores.

As girafas são espécies tipicamente herbívoras. Na natureza, elas alimentam-se de folhas, sementes, frutos, brotos, tubérculos, entre outros vegetais semelhantes.

Hoje elas representam um verdadeiro desafio para a ciência, que tem a responsabilidade de frear o seu processo de extinção, e garantir, com isso, a sua apreciação pelas gerações futuras.

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