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Gato-Maracajá Leopardus: Características e Fotos

Muitos felinos selvagens aqui da América do Sul são fascinantes, porém, a maioria está ameaçada de extinção, como é o caso do interessante gato maracajá, que parece uma mistura de outras espécies semelhantes, como jaguatiricas e onças.

Vamos conhecer um pouco mais desse belo animal?

Quais as Características do Gato Maracajá?

Com o nome científico de Leopardus wiedii, esse felino é nativo tanto da América Central, quanto da América do Sul. No Brasil, os biomas onde esse animal pode ser visto são Amazônia, Mata Atlântica, Campos Sulinos e Cerrado, mas, eventualmente, podem ser vistos também em áreas de Caatinga, o que é raro. É normal estarem em ambientes de florestas e matas de galerias.

Uma das particularidades desse bicho que mais chama a atenção é que ele possui uma cauda mais longa do que os seus membros posteriores, com ela representando 7% do seu comprimento total. Os pelos, por sua vez, são amarelo-escuros nas partes superiores e também nas partes externas de seus membros.

Outra característica física desse animal são as suas manchas em forma de rosetas, cujo centro é amarelado, e que se estende por todo o corpo. O seu peso gira em torno dos 3,4 Kg, com um tamanho que não ultrapassa os 53 cm de comprimento.

Em comparação a outras espécies de felinos, o gato maracajá possui olhos grandes e chamativos, completando com um focinho saliente, o que torna a expressão facial dele bem peculiar entre essa família de mamíferos.

Em se tratando de hábitos, eles são eminentemente noturnos e solitários (de dia, em pleno sol, dormem em prados e pedras), possuindo uma grande habilidade para subir em árvores, sendo que a maior parte da sua locomoção, contudo, é por terra. Ele ainda pode caminha das pontas de galhos e arbustos com relativa facilidade, além de saltar com maestria. Ajuda muito o fato de suas garras serem maiores do que as de uma jaguatirica, por exemplo.

Além disso, uma das suas principais habilidades é poder virar em 180° as articulações dos tornozelos, o que facilita bastante ele transitar entre troncos e árvores, que é de onde caçam a maior parte de seu alimento.

Reprodução e Hábitos Alimentares

O período gestacional de um gato maracajá pode variar entre 81 e 84 dias, nascendo apenas um único filhote por ninhada. Quando nascem, os filhotes possuem manchas negras, e o seu desmame acontece em aproximadamente 40 dias de vida, que é quando começam a comer carne. Entre 9 e 12 meses, o filhote de gato maracajá atinge a idade adulta, mas, a maturidade sexual só vem após o 2º ou 3º ano de voda. A expectativa de vida dele é de aproximadamente 13 anos na vida selvagem, e em torno de 20, caso seja mantido em cativeiro.

Quanto à sua alimentação, ele é carnívoro, comendo, geralmente, pequenos roedores e aves, que caça no alto das árvores. Porém, qualquer pequeno vertebrado que cruzar o seu caminho, serve de cardápio. Interessante notar que o gato maracajá consegue imitar o som de suas presas para atraí-las com mais facilidade. Um bom exemplo disso é a faceta desses felinos em conseguirem imitar filhotes de saguis, o que acaba atraindo os adultos para uma armadilha. Descobriu-se, ainda, que ele pode imitar também alguns pássaros e roedores.

No entanto, na escassez por comida, os gatos maracajás, além de outros animais, também podem se alimentar de frutas e sementes que estiverem à sua disposição.

Corre Risco de Extinção?

Basicamente o gato maracajá não possui predadores naturais (afinal, como felino de médio porte, ele está no topo da cadeia alimentar). O grande risco que esse animal sofre é com relação à caça desenfreada do homem, que já dizimou vários e vários indivíduos dessa espécie ao longo dessas últimas décadas. A caça ao gato maracajá se deve ao fato de que sua pele é muito bonita, e serve para fazer casacos. Pra se ter uma ideia, somente no Brasil, entre 1971 e 1977, calcula-se que foram cerca de 56 mil peles apreendidas desses bichos. Já em 1972, estima-se que mais de 6 mil maracajás entraram nos Estados Unidos, ou vivos ou simplesmente como peles.

Porém, esse não é o único problema que a espécie enfrenta (até mesmo porque a caça, em si, é proibida no Brasil e em outros países da América do Sul atualmente). A questão é que o habitat desses animais também está sendo gradativamente destruído devido ao desmatamento, o que, muitas vezes, obriga esse felino a se refugiar em casas localizadas em cidades grandes. Pode notar: não faltam noticiários dando conta de casos de invasão domiciliar de gatos maracajás, jaguatiricas, onças pintadas, etc.

E, como todos sabem, qualquer predador que se encontra no topo da cadeia alimentar tem vital importância para o equilíbrio natural de qualquer ecossistema. A extinção de um animal desses causaria uma tragédia natural a longo prazo, onde todos acabariam perdendo (inclusive nós, seres humanos).

Curiosidades Sobre o Gato Maracajá

Em algumas regiões do Brasil e em outros países, o gato maracajá pode ser chamado de gato-trepadeiro ou gato-da-árvore (especialmente na Venezuela).

Um conhecido explorador, etnólogo e naturalista alemão, chamado Maximilian Alexander Philipp zu Wied-Neuwied, esteve no Brasil no começo do século XIX com o intuito de estudar as nossas fauna e flora. E, foi justamente em sua homenagem que o naturalista Heinrich Rudolf Schinz (também alemão) nomeou um felino das florestas tropicais: o Leopardus wiedii (ou, para os mais íntimos, gato maracajá).

Esse animal pode ser encontrado em todo o território brasileiro. De acordo com o Instituto Chico Mendes, a estimativa é que existam atualmente pouco mais de 4 mil indivíduos espalhados na fauna brasileira. Porém, o prognóstico é pessimista, e, nos próximos 12 anos, acredita-se que a população de gatos maracajás no Brasil será de 10% desse total.

Em 2018, uma equipe de repórteres da TV japonesa Tokyo Broadcasting System (TBS) esteve no Brasil para acompanhar os hábitos desse felino no estado do Rio Grande do Sul. O nome do programa televisivo era Ikimono Ni Thank You, que significa algo do tipo “Obrigado, Seres Vivos”, e tem como intuito a preservação das espécies e de incentivar maiores cuidados com os animais, especialmente, os selvagens.

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