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Ficha Técnica do Marreco: Peso, Altura, Tamanho e Imagens

A ficha técnica dos marrecos, com os seus respectivos pesos, alturas, tamanhos e imagens, ajuda a descrever uma das aves ornamentais mais apreciadas da natureza; um típico migrador originário do Hemisfério Norte, famoso pelo barulho e estardalhaço que costumam fazer em seu habitat natural.

Apesar de ainda abundantes, as populações de marrecos da Europa atualmente sofrem bastante com as atuais alterações climáticas e com a eliminação das regiões úmidas que eles tanto apreciam; algo que até já faz com que as principais entidades de proteção aos animais do planeta mantenham-se alertas sobre os riscos de extinção de algumas dessas espécies.

A criação de marrecos está entre as mais valorizadas entre as aves domésticas de que se tem conhecimento na natureza.

Eles costumam ser criados para o consumo da sua carne, produção de ovos, e até mesmo como aves ornamentais – para ornamentar parques, lagos, sítios, chácaras, e onde quer que se queira produzir um ar meio paradisíaco e bucólico.

A criação de marrecos é uma operação relativamente simples. Com um belo tanque ou lago artificial, machos e fêmeas não consanguíneos, ração e visitas regulares a um bom veterinário, é possível manter de forma adequada esse curioso empreendimento – um empreendimento que, além de tudo, é bastante rentável, desde que se atente a algumas das suas principais caraterísticas.

Peso, Altura e Tamanho dos Marrecos

Os marrecos são considerados animais de pequeno porte. Um indivíduo dessa espécie costuma atingir um peso de abate entre 2,6 e 2,8kg, com um comprimento entre 36 e 42 cm, além de cerca de 62 cm de envergadura (distância entre uma ponta e outra das suas asas abertas).

À parte as características relativas ao seu peso, altura, tamanho e envergadura, sabemos, também, que, como um típico membro da família Anatidae, os machos desse gênero costumam apresentar uma plumagem bem mais vistosa do que a das fêmeas.

E essa plumagem destaca-se em uma exótica combinação de traços, com uma nuca e coroa escuras, um supercílio mais claro e bastante visível, cabeça entre o castanho e o castanho-escuro, além de peito, pescoço e manto da mesma cor.

Marrecos

Os marrecos ainda possuem flancos de cor cinza, com penas escapulares que mesclam o branco e o negro; eles também costumam apresentar um ventre mais esbranquiçado, com algumas manchas diminutas e meio acastanhadas.

Completam algumas das suas principais características, um bico cinza-escuro, patas negras e um espelho esverdeado (geralmente quando observados em pleno voo) – e nesse último caso, ainda incrementado na parte superior e inferior por um faixa branca delgada.

Distribuição

Além do peso, altura, tamanho, imagens e outras peculiaridades, a ficha técnica do marreco também deverá conter as características do seu habitat natural. E aqui, nesse caso, estamos falando de uma espécie típica das originais paragens do Hemisfério Norte.

Essas paragens encontram-se, mais especificamente, nos lagos e rios da Eurásia; e também nas regiões úmidas das costas dos mares Negro, Cáspio e Adriático; e ainda com algumas inserções relativamente discretas no distante e quase insondável Mar de Barents, na Costa Noroeste da Rússia.

Atualmente, calcula-se que quase 90% das espécies europeias (ou euroasiáticas) só possam ser encontradas na Rússia; e calcula-se, também, que a maior parte das populações de marrecos executem os seus processos reprodutivos fora da Europa; o que configura-se como uma das principais singularidades dessa comunidade Anatidae.

Outra curiosidade que diz respeito à distribuição dessas aves, é o fato de que o continente africano (em especial, o Oeste da África) parece ser a região preferencial como “zona de invernada”para esses animais; e ainda com especial preferência por países como Chade, Senegal, Líbia, Níger, entre outros países do continente.

Conservação

Alterações climáticas e o avanço do progresso sobre os seus habitats naturais fizeram com que as populações de marrecos apresentassem uma queda considerável nas últimas três décadas.

E tal declínio muito se deu por conta dos desequilíbrios ambientais observados principalmente no centro e ocidente europeus.

Os anos 90 parecem ter sido os mais problemáticos no que diz respeito à sobrevivência dos marrecos em ambientes naturais; mas tudo indica que desde os anos 70 essa situação vem se desenrolando; o que acabou por contribuir para que a classificação dessas aves tenha sido alterada para “Vulneráveis” ou “ Em situação desfavorável”, de acordo com as principais entidades ligadas à proteção dos animais.

Marrecos Conservação

E tal condição também é apoiada por algumas convenções importantes, como o C1 da Convenção Cites, Anexo II da Convenção de Bona, Anexo III da Convenção de Berna, entre outros tratados que visam proteger as espécies da fauna silvestre da completa extinção por meio da ação do homem ou por eventos naturais.

Habitat

O habitat natural dos marrecos são as florestas caducifólias ou mistas, as zonas abertas de baixa altitude, ou mesmo alguns trechos de estepes, em especial nos territórios da região conhecida como “Eurásia”.

E se encontram lagos rasos, pequenos e repletos de plantas aquáticas, aí é que esses marrecos sentem-se verdadeiramente em casa!

São esses locais que eles mais apreciam durante os períodos de nidificação, podendo até abrigar-se em ecossistemas diferentes, mas somente fora desse período.

Alimentação

A alimentação dos marrecos é a típica dos animais onívoros. Com apenas a cabeça dentro d’água (e o restante do corpo fora) eles buscam pequenos invertebrados, moluscos, artrópodes, crustáceos, insetos, larvas, vermes; e até mesmo porções de sementes, raízes, brotos, plantas, entre outras iguarias que sejam capazes de saciar seus apetites vorazes.

Peso, altura, tamanho, imagens e habitat fazem parte de uma ficha técnica ideal dos marrecos. Mas não podemos esquecer, obviamente, dos seus períodos reprodutivos. E de um modo geral, podemos dizer que eles surgem quase sempre na primavera, quando então iniciam-se os seus singulares rituais de acasalamento.

Lá pelo início do outono, as fêmeas então iniciam a postura dos ovos, em ninhos cuidadosamente construídos sob uma vegetação robusta, em uma região próxima de cursos d’água, para geralmente abrigarem entre 8 e 12 ovos que serão incubados por volta de 3 semanas.

Marrecos Alimentação

E por fim, em não mais do que alguma horas, esses filhotes já estarão aptos a seguir as suas mães em busca de água e alimento; e até mesmo a esboçar voos meio atabalhoados por volta dos 40 ou 45 dias de vida; como uma das características mais marcantes que podem ser observadas dentro dessa extravagante comunidade dos anatídeos.

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