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Estudo Sobre Caranguejo em Biologia

O estudo sobre os caranguejos, em Biologia, chama-se “Carcinologia”. Essa especialidade estuda um dos crustáceos mais populares do Brasil, e reconhecidamente um dos símbolos da culinária nordestina – uma culinária que, se não bastasse tamanha variedade, ainda nos apresenta uma iguaria que notabilizou-se como um verdadeiro patrimônio cultural em determinadas regiões do país.

O caranguejo também pode ser facilmente reconhecido em alguns rincões brasileiros como auçás, guiás, uaçás, entre outras denominações que recebe esse ilustre representante da infraordem Brachyura.

Eles possuem uma estrutura física composta, basicamente, por um tórax discreto, na forma de um cefalotórax, e 5 pares de patas, que terminam em duas poderosas pinças.

Eles também possuem dois olhos curiosamente saltados para fora e uma carapaça que cobre toda a estrutura do seu corpo – tornando quase um desafio romper a sua estrutura no momento da degustação – , entre outras características que já até tornaram-se parte das inúmeras lendas que cercam os seus habitats favoritos: os manguezais.

Os caranguejos pertencem à ordem dos Decapodas (10 patas) e são bastante comuns em áreas litorâneas e manguezais, sendo facilmente encontrados em praticamente todos os continentes.

Eles desenvolvem-se em abundância alimentando-se de restos vegetais, pequenos peixes, detritos, algas, animais mortos, entre outras variedades das quais eles não abrem mão em períodos de escassez.

O caranguejo ainda possui singularidades bastante exóticas, como uma fase reprodutiva (geralmente entre dezembro e janeiro) que manifesta-se por meio do que é conhecido como “andada” – um evento no qual os machos saem das tocas e perambulam à procura das fêmeas; as quais disputam, ferrenhamente, com os outros machos.

Após uma fase conhecida como a “corte” – que envolve, inclusive, a liberação, por parte das fêmeas, de determinadas substâncias na água para atrair os machos – , ocorre o processo de acasalamento.

Este poderá resultar na produção de assustadores 300 mil ovos, que serão devidamente acomodados na região abdominal da fêmea, durante no máximo 3 semanas, até que eclodam e sejam carregados pelas águas.

Carcinologia: O Estudo Sobre o Caranguejo em Biologia

Uma espécie assim tão exótica e repleta de singularidades, obviamente, não poderia ficar sem uma área que lhe investigasse a fundo as suas principais características.

E a área na qual se realizam estudos sobre o caranguejo em Biologia recebe o nome de “Carcinologia.”

Esse é um termo oriundo do grego Karkinos (caranguejo) + logia (ciência) – “A ciência que estuda as características dos caranguejos”.

Mas ela também ocupa-se de outros tipos de crustáceos, entre os quais, os camarões, as thoracicas, anfípodes, isópodes, lagostins, além de outras espécies das mesma comunidade.

Os caranguejos são analisados quanto às suas origens, constituição física, taxonomia, genética, etologia, habitat natural, caracteres biológicos, além de outras formas de investigações acerca dessa imensa comunidade conhecida de forma resumida como pertencente à família dos Crustáceos.

Nesta ciência, um conjunto de carcinologistas estudam as diferentes espécies de caranguejos, bem como as características que envolvem as suas criações.

Família dos Crustáceos
Família dos Crustáceos

Além disso, eles incumbem-se de alimentar a literatura concernente a esses animais, por meio de publicações, artigos científicos, livros, jornais, revistas, entre outros meios de divulgar os avanços e descobertas acerca dos crustáceos.

Mas as diversas associações científicas também fazem a sua parte! Elas estimulam a pesquisa, patrocinam estudos relevantes, emitem certificados de reconhecimento, além de várias outras formas de incentivar a pesquisa acerca de uma comunidade (a dos caranguejos) que compõe uma família (a dos Crustáceos) com cerca de 50.000 espécies devidamente descritas e catalogadas.

Uma Comunidade Bastante Singular!

Diferentemente do que muitos imaginam, os caranguejos não são espécies restritas a apenas o ambiente exótico, rico e nutritivo dos manguezais.

Estes animais podem ser encontrados nas profundezas inacessíveis das fossas abissais, no ambiente rico e diversificado dos principais mares e oceanos, assim como em baías, glaciares, áreas inundadas, regiões alagadiças, entre outros ecossistemas com essas características.

Como bons crustáceos, os caranguejos são típicos animais marinhos, e assim como as espécies de lagostas, lagostins, camarões, cracas, tatuís, siris, malacostracas, tatuzinho-de-jardim, entre outras espécies tão ou mais exóticas, podem habitar bancos de areia, litorais, rios, lagos – e até mesmo o ambiente terrestre, como no caso dos originais e bastante incomuns tatuzinhos-de-jardim.

A Carcinologia, ao realizar estudos sobre o caranguejo dentro do ramo da Biologia, deverá investigar os processos reprodutivos desses animais, como interagem com o meio, os prováveis riscos de extinção que podem sofrer dentro dos seus ecossistemas, dimorfismo sexual, além de várias outra preocupações com relação às suas distribuições em seus habitats naturais.

A Sociedade Brasileira de Carcinologia

A Sociedade Brasileira de Carcinologia é uma entidade que organiza todos os estudos e pesquisas acerca dos caranguejos dentro do ramo da biologia no Brasil.

Ela é uma entidade sem fins lucrativos, que atua no âmbito científico, mas que também analisa a prática da carcinicultura do ponto de vista da sua importância cultural para diversas comunidades, não só do Brasil como também do mundo.

A sociedade estabelece as regras para publicações científicas a respeito dos crustáceos de um modo geral, em especial as que são publicadas na revista Nauplius, que é a principal ferramenta para a divulgação dos principais estudos elaborados pelos profissionais ligados à carcinologia.

Fundada em 10 de fevereiro de 1982, em meio ao IX Congresso Brasileiro de Zoologia, que ocorreu no Instituto de Biociências da Universidade UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), a instituição mantém-se até hoje como a principal referência em estudos sobre caranguejos no Brasil.

Ela segue sob a direção de carcinologistas conceituados no país e no exterior, desde que teve o seu estatuto aprovado em assembleia realizada 1 ano após a sua fundação, em 2 de fevereiro de 1983, na cidade de Belo Horizonte (MG).

O estatuto aprovado – e que permanece em vigor até os dias atuais – estabelece os alvos a serem atingidos pela instituição. Entre os quais:

  • Reunir todos os indivíduos que demonstrem algum interesse em investigar, analisar e estudar essa imensa comunidade de crustáceos, em todos os seus aspectos;
  • Estimular a pesquisa científica na área da carcinologia;
  • Produzir estudos acerca da comunidade de animais com os quais a carcinologia brasileira se dedica;
  • Ser uma representante da comunidade de profissionais formados em carcinologia no Brasil e no mundo;
  • Incentivar a realização de seminários, palestras e demais eventos sobre carcinologia no âmbito regional e nacional;
  • E estimular o intercâmbio dos resultados obtidos acerca das pesquisas iniciadas sobre carcinologia no país.

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