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Espécies de Antas: Lista Com Tipos – Nome e Fotos

A palavra “anta” é amplamente utilizada no Brasil como uma ofensa, para chamar alguém de “lerdo”, “bobo” ou, fazendo alusão a outro animal “burro”. Mas você se surpreenderá ao descobrir que na verdade essa é uma espécie muito especial e curiosa.

Conhecida pelo o nome científico de Tapirus, a Anta também pode ser chamada simplesmente de tapir, como acontece em algumas regiões do país.

É um animal que pertence à família Tapiridae, e cujo gênero de classificação é o “Perissodactyla”. Embora sejam conhecidas por todas as pessoas nem todo mundo sabe os detalhes sobre como as antas vivem, se comportam etc.

É um mamífero de grande porte amplamente conhecido no Brasil, mas que também ocorre em outros países – inclusive em continentes muito distantes do nosso. As antas são animais históricos, cuja primeira aparição data de muitos anos atrás.

Segundo registros, a primeira vez que esse animal foi visto e catalogado foi em 1762. Segundo informações divulgadas na internet, até essa data o animal era considerado uma espécie de hipopótamo com hábitos diferentes, e não tinha sua própria classificação.

O zoólogo e físico francês Mathurin Jacques Brissonfoi o grande responsável por identificar as particularidades da anta, e então criar uma classificação específica para ela.

A família “Tapiridae”, no entanto, só ganhou espaço nos catálogos animais em 1821, através das pesquisas do zoólogo inglês John Edward Gray.

Atualmente existem 5 diferentes tipos de antas catalogadas. Todas elas são tapirus, e estão distribuídas em regiões variadas. Contrariando a crendice popular, as antas são animais extremamente inteligentes.

Elas variam no que diz respeito a sua pelagem e padrão físico, além de alguns traços de comportamentos. Mas, de modo geral são animais solitários, que raríssimas vezes são vistos em duplas ou grupos.

Vamos Conhecer as 5 Espécies de Antas

Conforme as antas começaram a ser catalogadas, surgiram a variedade de espécies. Hoje elas são 5, e você notará a seguir que possuem algumas características bem particulares.

• Anta-Malaia (Tapirus Indicus)

Essa é uma anta de origem asiática também conhecida como tapir-malaio. É um animal de grande porte, inclusive maior que a anta-brasileira, que é bem grande também. A anta-malaia pode chegar a medir 2,5 metros.

É um animal muito bonito. A sua coloração chama a atenção, pois possui um desenho padronizado em preto e branco, sendo as extremidades na cor escura e o meio na cor clara.

Em geral pesam entre 250 e 300 kg, mas alguns exemplares podem chegar a impressionantes 500 kg! Essa espécie ocorre principalmente nas regiões sul e central de Sumatra, na Indonésia, e no continente asiático na península da Malásia, Tailândia e Mianmar.

Infelizmente é um animal que se encontra ameaçado de extinção, sendo classificado na lista da IUCN – Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais – como em situação crítica, já que claramente ocorre um declínio muito rápido com relação a quantidade de exemplares.

A Anta-Brasileira Tapirus Terrestris – Conheça a Espécie Nacional

Outra anta que você precisa conhecer se o seu plano é saber tudo sobre esses animais é a chamada Anta-brasileira. Ela também pode ser conhecida em algumas regiões do país como Tapir, o que muitos dizem ser proveniente do idioma tupi, do termo tapi’ira.

Seu nome científico é Tapirus terrestres, e chega a medir 1,10 metros de comprimento o macho e 2,20 a fêmea. O peso médio é 250 quilos, sendo considerado um animal mediano, inclusive dentre as próprias espécies de antas.

Essa espécie é considerada o maior mamífero terrestre do Brasil e também da América do Sul – uma grande responsabilidade, não? A sua ocorrência se dá na Mata Atlântica e no Pantanal principalmente.

Alguns especialistas, no entanto, garantem que hoje a anta-brasileira pode habitar qualquer região – exceto a caatinga, onde já esteve antes, mas hoje não está mais presente.

Além do Brasil, porém, existem outros países na América do Sul onde também podemos encontrar essa espécie. A lista de países que já registraram a existência de T. Terrestris é a seguinte:

• Argentina;

• Bolívia;

• Colômbia;

• Equador;

• Guiana Francesa;

• Guiana;

• Paraguai;

• Peru;

• Suriname;

• Venezuela.

Como você pode ver, praticamente toda a América do Sul possui registros de Anta-brasileira, ficando de fora somente o Uruguai e o Chile.

Anta-Brasileira
Anta-Brasileira

A sua ampla distribuição pela América do Sul, porém, não bastou para que a anta-brasileira conseguisse escapar de todas as ameaças que a cercam.

Apesar de ser considerada a espécie com maior distribuição dentre as antas, a Lista Vermelha da IUCN considera esse animal em estado vulnerável, sendo que em alguns estados brasileiros está criticamente ameaçada.

Podemos citar como exemplos os estados do Paraná e Minas Gerais, onde a população desse animal vem sofrendo um grave declínio, principalmente por conta do desmatamento de regiões fundamentais para a sua sobrevivência.

A Descoberta da Anta-Pretinha

As pesquisas a respeito da existência de uma nova espécie de anta tiveram início no ano de 2002, em Rondônia. Quem coordenou as primeiras pesquisas foi um professor chamado Cozzuol.

Na época, o professor tinha em mãos um material de alta complexidade e grande raridade: um crânio fóssil de 45.000 anos, encontrado no rio Madeira, que pertencia a uma espécie de anta extinta.

Para descobrir mais a respeito dessa curiosa espécie, o biólogo destacou sua então estagiária Elizete Holanda para se dedicar somente a esse projeto.

Uma das primeiras coisas que a jovem fez fio comprar o material com outros arquivos da universidade. Foi quando descobriu um fóssil com algumas semelhanças essenciais.

A Participação da Família na Descoberta

Na época, o pai de Elizete Holanda era um importante seringueiro da região. Quando a filha comentou sobre a possibilidade de existirem dois tipos diferentes de antas, ele confirmou que já havia avistado.

Foi então que a universidade começou uma pesquisa mais a fundo para descobrir quais eram as diferenças entre essa espécie de anta que havia aparecido e a outra já catalogada.

Os boatos a respeito de uma nova espécie de nata já corriam na região há algum tempo, mas os biólogos e cientistas não acreditavam na população.

Isso porque antas de uma espécie podem apresentar padrões bem variados de pelagem e até tamanho.

Sendo assim, os especialistas acreditavam que as pessoas estavam vendo a mesma espécie com características físicas variadas.

A Anta-Pretinha
A Anta-Pretinha

Foi somente nesse momento que passaram a realizar pesquisas considerando o surgimento de uma nova anta.

Uma das maiores dificuldades na época foi conseguir uma autorização para capturar um espécime vivo para comparação dos dados.

Mas, depois de muito custo a equipe de biólogos pode fazer uma expedição amazônica para entender mais obre esse curioso animal.

Foi assim que T. kabomani de T. terrestres passaram a ser consideradas duas espécies distintas. Foi necessário um profundo estudo a cerca do processo evolutivo de cada uma para realmente gerar uma nova catalogação.

Vocalização

As antas brasileiras se comunicam a partir da emissão de diferentes sons. Elas emitem um som mais agudo que representa medo, dor ou agonia. Já durante a estação de acasalamento elas emitem um clique.

Quando as antas se tornam agressivas e se sentem ameaçadas elas bufam, soltando ar pelo nariz e pela boca.

A marcação de território, por sua vez, é feita através da urina, que exala um odor forte, e faz com que outras antas entendam que aquele ambiente já tem dono.

Anta Centro-Americana (T. bairdii) – A Maior Entre as Espécies de Antas Americanas

Como falamos antes, as antas impressionam pela variedade tanto em seu aspecto físico quanto de comportamento. As Tapirus Bairdii, também conhecida como Anta centro-americana é a prova disso.

Essa é considerada a maior das espécies de antas. Ela atinge até 1,2 metros de altura, e o seu peso pode alcançar 500 quilos. É encontrada em regiões como Belize, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panam, e encontra-se extinta no México.

Na Lista vermelha da IUCN é considerada uma espécie em estado crítico, tendo a sua existência ameaçada tanto pelas ações humanas que levam a caça e a devastação ambiental, quanto pelos predadores naturais que a circundam.

Essa anta possui diversos nomes, que varia bastante de um povo para o outro. No México é chamada de tzemen. Já entre os maias ganhou o nome de cash-i-tzimin, que pode ser traduzido como algo do tipo “cavalo da selva”.

Já no Panamá você pode ouvir o termo “moli” para se referir a ela na linguagem mais coloquial, ou oloalikinyalilele, oloswikinyaliler, oloalikinyappi, ekwirmakka e ekwilamakkatola. São todos os termos usados por essa nação para se referir a anta.

A sua existência é dividida entre países da América Central e América do Sul. Essa anta vive especialmente em locais de vegetação muito densa, como florestas de mata fechada e pouco exploradas.

Justamente por isso a exploração ambiental e o desmatamento acabam comprometendo tanto a sua sobrevivência.

A Anta-Andina (T. Pinchaque) – A Menor Espécie de Todas

Agora que falamos sobre a maior dentre todas as antas, nada mais justo do que relatarmos sobre o extremo oposto – a menor dentre as espécies desse animal.

Nesse caso o pódio fica por conta da Anta-andina, também conhecida como Tapirus pinchaque.
Outras nomenclaturas que podem ser associadas a ela são anta-negra, pinchaque ou anta-da-montanha. É considerada a menor dentre todas as antas, atingindo não mais do que 1,8 metros de comprimento. Já de altura chega a no máximo 1 metro.

Elas pesam entre 150 e 225 kg, sendo que as fêmeas são sempre maiores e bem mais pesada – chegam a 100 quilos mais que os exemplares machos.

Como o próprio nome sugere, essa espécie de tapir vive especialmente em andes e montanhas. É comum que seja vista em altitudes que variam de 2.000 e 4.300 metros – e podem viver sob temperaturas bem baixas. Por isso mesmo possuem um pelo espesso e longo.

Os países onde exemplares dessa espécie ainda são encontrados são Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Mas segundo a Lista Vermelha da IUCN está em estado crítico de conservação.

Por Fim, A Tapirus Kabomani

Para finalizar a lista de antas vamos falar sobre a Tapirus kabomani, a última das espécies a ser catalogada. Oficialmente ela foi descrita em 2013 e ainda não existem dados concretos a respeito de seu estado de conservação.

Exemplares foram localizados no Brasil e na Guiana Francesa, além de regiões savânicas da Colômbia. É um animal razoavelmente pequeno, que não chega a mais de 110 quilos – mais de 100 quilos a menos da média das demais.

Essa anta da qual temos pouquíssima informações fecha a lista com as 5 espécies desse animal. Mais de 100 anos separam a descoberta dessa espécie das outras 4. Ela ficou conhecida entre os especialistas como “anta-pretinha”.

O mais curioso é que esse animal já é um nativo conhecido de comunidades ribeirinhas e indígenas tanto de Rondônia quanto da região amazônica. Apesar disso nunca havia sido catalogada por especialistas.

Tapirus Kabomani
Tapirus Kabomani

Acontece que durante toda a sua existência ela foi considerada Tapirus Terrestris. Pesquisas mais cuidadosas sobre o DNA e a estatura física do animal – principalmente realizada com fósseis fornecidos pelos índios – provou se tratar de uma espécie a parte.

Segundos os estudos esse animal deve habitar toda a região amazônica, inclusive as áreas que pertencem ao Peru, Bolívia e Colômbia. Tem claramente uma preferência por áreas ricas em vegetação e úmidas, vivendo a beira de rios.

Mas, os dados foram inconclusivos sobre sua região de habitação, o que também impediu uma medição da IUCN com relação ao seu estado de conservação.

Características Físicas das Antas

As características físicas das antas são muito curiosas. Por conta de seu formato elas receberam diversos apelidos, como de “cavalo da selva”. Durante muito tempo as antas foram confundidas com diversos outros animais.

Hoje, no entanto, elas são reconhecidas até que com certa facilidade. Existem algumas características físicas que ajudam a identificar rapidamente esse animal.

Podemos definir que a anta parece ser o cruzamento entre duas espécies completamente diferentes – o javali e o hipopótamo. Ela possui um crânio disforme, com ondulações que terminam em um focinho grosseiro.

À primeira vista, no entanto, ela pode ser confundida com um tamanduá, uma capivara ou até um porco. Porém, a família Perissodactyla, onde ela é classificada, reúne outros animais – nenhum desses aos quais ela se assemelha.

Alguns de seus parentes distantes são os cavalos, os asnos, as zebras e os rinocerontes.

Todas as espécies de antas possuem quatro patas, que são usadas para caminhar. Elas também possuem um focinho levemente torto para a frente e orelhas proeminentes e avantajadas, que estão sempre levantadas.

As antas possuem uma diferença entre as patas dianteiras e traseiras. Enquanto os pés traseiros têm três dedos, os dianteiros contam com um adicional, muito menor que os demais, e localizado bem na lateral.

Sua Tromba

O focinho da anta é chamado de tromba. Ela pode se movimentar independentemente da cabeça – exatamente como a tromba de um elefante, embora não seja tão comprida.

A Tromba da Anta
A Tromba da Anta

Ela é coberta por alguns pelinhos finos que permitem uma sensibilidade extra tanto para tato quanto para olfato. A tromba é o instrumento mais importante para que a anta encontre alimentos.

Elas possuem ainda dois olhos pequenos bem afastados. Estes não possuem uma boa visão – as antas guiam-se muito mais pelo olfato e pela audição.

Anta é ou não é Inteligente

Não existe uma explicação lógica para chamarmos de “anta” uma pessoa que consideramos pouco esperta, ou pouco inteligente. A verdade é que antas são animais de inteligência impressionante, e ser associado a elas não deveria ser uma ofensa.

Pesquisas realizadas apontam que as antas concentram uma grande quantidade de neurônios. Isso indica que são animais muito inteligentes, com capacidade de aprendizado.

Sabendo disso você entende que chamar alguém de anta querendo fazer alusão a falta de Inteligência pode não fazer muito sentido. Afinal, esse animal é bem inteligente, sim.

O que Elas Comem? Onde Vivem?

As antas são animais essencialmente herbívoros. São os mamíferos herbívoros de maior porte do Brasil. Elas se alimentam de folhas, frutas, frutos, caules, brotos, grama, plantas aquáticas, pequenos ramos, cascas de árvores entre outras coisas.

Anta Comendo
Anta Comendo

A alimentação da anta é bem variada. A sua tromba maleável facilita a captura de alimentos, já que possui um aspecto preênsil, que permite que a anta pegue alimentos mesmo que estejam um pouco mais altos do que ela.

Hábitos da Anta

Os hábitos da anta são essencialmente noturnos. Ela busca por alimentos durante a noite, e costuma tirar ter momentos de descanso durante o dia. Uma curiosidade a respeito desse animal, e que também, de certa forma, ajuda a comprovar a sua inteligência, é que antas gostam de seguir uma rotina.

Hábitos da Anta
Hábitos da Anta

Elas preferem repetir o mesmo caminho sempre que possível, por exemplo. Isso nos faz entender que possuem uma excelente memória, algo que pode ser associado à sua alta taxa de neurônios.

São geralmente solitárias, e não é comum ver duas antas juntas. As duplas são formadas somente por filhotes e mães, mas tão logo cresçam os filhos também desertam e saem de perto das mães.

Quais são as Maiores Ameaças para as Antas?

As antas são animais fundamentais para o ecossistema em que habitam. Isso porque são animais que contribuem amplamente para a manutenção de espécies da flora mundial. Afinal, no seu processo de digestão as fezes das antas acabam se tornando poderosos adubos.

Ameaças para as Antas
Ameaças para as Antas

Como elas se alimentam de flores e frutas variadas, sempre que defecam liberam junto algumas sementes, o que acaba “reflorestando” algumas regiões.

Mas, infelizmente as antas sofrem muitas ameaças em seus ambientes. Isso compromete a sobrevivência das espécies, e consequentemente também abala o equilíbrio ambiental no qual elas estão inseridas.

Desmatamento

Sem dúvidas o desmatamento provocado pelo homem é um dos motivos pelos quais algumas espécies são consideradas ameaçadas de extinção atualmente.

Desmatamento
Desmatamento

O desmatamento ocorre principalmente para a prática de atividades relacionadas à agropecuária, extração de recursos e também para a ampliação de centros urbanos.

Sem a mata e a vegetação as antas não encontram alimentos, acabam migrando para zonas ainda mais urbanizadas e morrem de diversas formas – fome, atropelamento em rodovias, entre outras coisas.

Caça

Novamente os seres humanos aparecem como um problema quando o assunto é a preservação das espécies de antas. A caça é apontada pelos órgãos de proteção ambiental como um dos fatores que também prejudica a existência desses animais.

Caça
Caça

Um dos motivos pelos quais a anta é caçada no Brasil é o consumo de sua carne. É importante ressaltar que isso é proibido por lei, mas ainda assim muitos moradores – principalmente das regiões que circundam a floresta amazônica – apreciam o sabor, e fazem a caça de qualquer forma.

Esse também é um ingrediente amplamente apreciado por povos indígenas – no entanto, a população indígena representa uma ameaça muito menor do que os moradores das cidades ao redor, cujo consumo é desenfreado.

27 de Abril – Dia Mundial da Anta

A situação da preservação das espécies de antas é tão preocupante que esse simpático mamífero ganhou até uma data em sua homenagem. Dia 27 de abril foi decretado o dia mundial da anta.

27 de Abril – Dia Mundial da Anta
27 de Abril – Dia Mundial da Anta

Embora no Brasil o animal seja usado para fazer alusão a pessoas e pouca inteligência, a data tem um proposito muito mais nobre e importante do que engraçado. É o dia dedicado a conscientização a respeito da importância de preservar as espécies de antas.

Infelizmente todas as espécies de antas estão em sinal de alerta na Lista Vermelha da IUCN. Obviamente algumas apresentam situação mais preocupante do que outras, mas todas elas estão em condição perigosa de extinção.

Predadores das Antas

Numa escala menor de ameaça aparecem os predadores das antas além do ser humano. Estamos falando de outros animais que acabam caçando as espécies de Tapirus para se alimentar.

Os felinos de grande porte são alguns dos mais ameaçadores para elas. As antas não possuem grande velocidade, embora consigam trotar. Com isso se tornam presas fáceis para os felinos, que acabam reconhecendo nelas o almoço ideal.

Predadores das Antas
Predadores das Antas

Para se proteger dos predadores elas costumam trotar com força, balançar árvores empurrando com as duas patas dianteiras, emitir um barulho agudo ou então ficam submersas – sim, são eximias nadadoras!

Um dos motivos pelos quais a anta se tornou um sinônimo de ofensa é justamente pelo fato de que ela corre de maneira descoordenada quando precisa fugir, derrubando tudo o que vê pela frente.

Mas, a verdade é que por se tratar de um animal robusto e forte essa é uma atitude que torna a anta mais “ameaçadora” em seu ambiente. Ela não sai derrubando tudo por ser desajeitada, mas sim por ser esperta.

Tudo Sobre a Reprodução das Antas

As antas são animais mamíferos que se reproduzem a partir da atividade sexual entre um exemplar macho e um exemplar fêmea.

Uma curiosidade a respeito delas é que não possuem uma sazonalidade para reprodução. Isso quer dizer que as antas podem se reproduzir durante o decorrer do ano inteiro, sem ter que depender de especificamente um período.

O cio das fêmeas costuma acontecer a cada 50 ou 80 dias. Porém, o cio é de um período bem curto, durando no máximo 3 dias. Nesse tempo a anta vai acasalar com vários machos, e um deles será responsável pela fecundação.

Tempo de Gestação

Uma vez que a anta esteja prenha, macho e fêmea vão se afastar. Não existe companheirismo, e o encontro entre eles é somente para o ato sexual. Antas são animais solitários e não andam em bandos ou duplas.

A fêmea passará 15 meses grávida. É uma gestação muito longa, o que acaba comprometendo também o aumento do número desses animais na natureza. Afinal, é mais de um ano de gestação, podendo a superar os 400 dias.

Cada fêmea gera apenas um filhote por vez. Ele nasce bem grande, algo entre 3,2 e 5,8 kg. Ele nasce todo listrado, com uma coloração marrom com listras e pintas brancas.

Reprodução das Antas
Reprodução das Antas

Essa cor permite que o filhote tenha uma camuflagem mais eficiente, o que ajuda, de certa forma, a se proteger dos predadores.

Mas isso nem de longe será suficiente para que o pequeno Tapirus dispense os cuidados maternos. O animalzinho deverá ser amamentado, e permanecerá ao lado da mãe até mais ou menos os 2 anos de idade.

O macho não participa em nada da criação dos filhos. Essa função é reservada exclusivamente à fêmea.

A Importância das Antas na Cadeia Alimentar

As antas não são somente animais bonitinhos e simpáticos. Elas também cumprem um papel fundamental na cadeia alimentar. Como falamos anteriormente, através das fezes elas ajudam na manutenção de algumas espécies de árvores e plantas.

Existem árvores que somente elas conseguem comer, graças ao poder de sua tromba, a anta consegue quebrar alguns cascos que outros animais não são capazes. E com isso ela dissemina sementes ao redor da floresta.

Mas essa não é a única utilidade das antas. Existe um outro papel fundamental que ela cumpre na natureza. As antas disputam por território e por alimento com roedores de diversas espécies.

Com isso elas ajudam a controlar a população desses animais. Especialistas garantem que a extinção das antas causaria um desequilíbrio bem preocupante.

Sem elas param de disputar alimentos, os roedores teriam muito mais fartura, o que contribuiria para aumentar a população desses animais a ponto de se tornarem uma praga.

Curiosidades Sobre a Anta – Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Esse Animal Interessante

Como você pode perceber até aqui, a anta é um animal extremamente interessante. Contrariando o que diz a crendice popular, de que se trata de um animal de pouca inteligência, esse mamífero herbívoro é, na verdade, muito espero.

Vamos relembrar algumas curiosidades e conhecer mais coisas a respeito da anta, seus hábitos, rotinas e afins?

• Os filhotes nascem com um padrão de listras que se parece com uma melancia. Com o passar do tempo perdem essa camuflagem e adquirem cores semelhantes às dos adultos de sua espécie.

• Existem 5 diferentes espécies de antas – o que é bem pouco se comparado a outros animais. São elas:

Tapirus bairdii (também Tapirella bairdii) – anta de Baird

Tapirus Bairdii
Tapirus Bairdii

Tapirus indicus (também Acrocodia indica) – anta malaia

Anta Malaia
Anta Malaia

Tapirus kabomani – Anta de Kabomani

Tapirus Kabomani
Tapirus Kabomani

Tapirus pinchaque – anta lanosa, anta da montanha

Tapirus Pinchaque
Tapirus Pinchaque

Tapirus terrestris – anta brasileira, anta sul-americana, anta de planície

Tapirus Terrestris
Tapirus Terrestris

• A gestação das antas pode durar até 400 dias. Isso significa que elas passam mais de um ano prenhes, esperando apenas um filhote. A demora para o nascimento é um dos motivos pelos quais a reprodução das antas é preocupante.

As antas são animais realmente muito importantes para o equilíbrio natural. Além de ajudarem no controle da população de roedores elas também contribuem com o plantio de diferentes árvores, já que carregam as sementes em suas fezes.

Então, enquanto caminham as antas também defecam. Com isso acabam adubando a terra e eliminando as sementes no solo, o que faz com que diversas espécies da flora acabem nascendo em diferentes locais.

Antas Mergulhadoras

Além de serem mais inteligentes do que julgamos, as antas também provaram ser animais extremamente habilidosos para o nado.

Embora seja corpulenta e pesada, uma anta pode se virar muito bem na água. Elas costumam entrar em rios e riachos para se refrescar, para fugir de predadores e também para se alimentar.

Antas Mergulhadoras
Antas Mergulhadoras

Buscam plantas aquáticas, plânctons e outras coisas que podem lhe servir de alimento. As antas possuem uma habilidade incrível para nadar, e conseguem superara questão do peso do corpo com destreza.

Também não é incomum ver uma anta se divertindo em uma poça de lama. Geralmente fazem isso para se livrar de carrapatos, pulgas e outros parasitas que podem incomodar.

A Curiosa Anatomia Desses Animais

Se tem uma coisa que chama a atenção logo que olhamos para esse mamífero herbívoro é a sua forma física. Ao mesmo tempo que se parece com um javali, a anta também guarda algumas semelhanças com o tamanduá e até com o rinoceronte.

O corpo da anta é redondo e pesado, sustentado por 4 patas curtas. O focinho, porém, é o que há de mais curioso – ele é grosseiro, e parece com uma tromba de elefante.

A movimentação curiosa permite que as antas usem o focinho para pegar frutas e folhas para se alimentar. A sensação é de que o focinho se movimenta por conta própria, mas todos os movimentos são coordenados pela anta.

A maioria das antas possui uma crina de coloração mais escura que o restante do corpo. Os olhos e as orelhas são bem pequenos, principalmente se comparados ao restante do corpo.

Sistema Digestivo das Antas

As antas participam de um importante processo germinativo que ajuda a manter algumas espécies de árvores e plantas vivas. Mas, apesar disso as antas são consideradas “predadoras de sementes”.

Na mastigação elas já destroem boa parte das sementes – quando essas não são duras demais.
Em seguida, também promovem a destruição das sementes no processo digestivos, graças aos microrganismos vivos em seu intestino que finalizam o processo.

Anta se Alimentando
Anta se Alimentando

Isso, porém, não diminui a importância da anta enquanto disseminadora de sementes. Ao carregar as sementes em suas fezes ou mesmo ao carregar frutos na boca e liberá-los em seguida a anta consegue manter algumas espécies de árvores e plantas vivas.

Mamíferos Mais Antigos do Mundo

Alguns cientistas acreditam que anta seja o mamífero terrestre mais antigo do mundo. É possível que estejam por aqui há mais de 20 milhões de anos. O mais interessante, porém, é que elas sofreram pouquíssimas mudanças em seu processo evolutivo.

Antas - Mamíferos Mais Antigos do Mundo
Antas – Mamíferos Mais Antigos do Mundo

Outra coisa curiosa é que os fósseis desses animais foram encontrados em absolutamente todos os continentes, com exceção apenas da Antártica. O clima hostil e pouco habitável das geleiras com certeza é o motivo pelo qual essa espécie nunca tentou aparecer por lá.

Anta de Estimação

Sendo a anta um animal tão simpático e bonitinho não é raro encontrar por aí pessoas que se interessam em criar as espécies como estimação.

Então, é importante entender que a criação desse animal como pet é proibida por lei no Brasil.
A anta pode ser criada como animal ornamental – aqueles que compõem a decoração e ambientam locais como resorts, parques, hotéis etc. – mas isso também dependerá de uma autorização prévia emitida pelo IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.

Se trata de um animal silvestre, ameaçado de extinção, e por isso a sua criação fora do habitat natural demanda autorizações específicas para não ser enquadrada como crime.

Anta de Estimação
Anta de Estimação

Efetivamente isso significa que você não pode criar uma anta como pet, mas pode ter uma se cumprir com todas as normas para criação em local semelhante ou idêntico ao natural.

Os Índios e as Antas

Algumas tribos e etnias indígenas costumam criar esses animais de estimação. Nesse caso existe um tratamento diferente, já que os índios geralmente compartilham o ambiente com as antas. É justamente esse o caso da etnia kaiapó, na Aldeia Baú, no Pará.

Por que Anta é uma Ofensa?

Considerando que se trata de um animal tão inteligente e interessante, conforme vimos no decorrer desse conteúdo, talvez você esteja se perguntando porque, então, as antas se tornaram sinônimo de falta de inteligência.

Há 500 anos atrás as coisas eram bem diferentes. As antas tinham um significado sacro, e muitas culturas reconheciam a sua relevância e importância para o meio ambiente.

Entre os indígenas, por exemplo, elas eram muito importantes. E é justamente aqui que a anta começa a ser tratada com um sinônimo pejorativo.

Frases Sobre Anta
Frases Sobre Anta

Quando os europeus chegaram no Brasil tentaram descontruir absolutamente tudo o que era relacionado a crença dos nativos. A ideia era justamente implantar uma identidade completamente nova ao local.

Nessa época os índios e todas as suas crenças foram considerados inferiores, desprovidos de alma, e adoradores de forças malignas. Por isso os europeus tateavam catequizar esse grupo.

Nesse contexto a anta, que era um animal muito querido e até adorado por algumas tribos, acabou sendo rebaixada de figura importante para ofensa.

Com o passar do tempo o costume foi se instalando, e de tanto repetirem “anta” como algo negativo e pejorativo a palavra se tornou, de fato, uma ofensa.

Por que Devemos nos Preocupar com as Antas

As antas são animais muito inteligentes, que contribuem com o equilíbrio ambiental ao disseminarem as sementes e também controlam a população de roedores.

O Brasil é um país onde as antas são fundamentais para essas finalidades, além de serem parte da riqueza da fauna local. Pensando em tudo isso fica claro porque as antas precisam ser preservadas.

Grupos de Proteção

Como explicamos anteriormente, as antas eram animais queridos e sagrados para muitas tribos, e acabaram sendo rebaixadas a um lugar de ofensa. Isso também teve impacto na preservação das espécies.

Hoje em dia existem grupos de proteção voltados especificamente para a preservação das antas, que inclusive tentam reverter esse erro histórico que considera esses animais inferiores.

Foi com essa finalidade que foi criado o Dia Mundial da Anta, celebrado em 27 de abril. É um dia especial voltado para chamar a atenção da população sobre a importância de preservar esse animal, e quem sabe não convidar algumas pessoas a conhecerem mais sobre essa história que contamos aqui.

Grupos de Proteção das Antas
Grupos de Proteção das Antas

O mais importante é que esse dia tem a finalidade de estimular ações de preservação das antas.
Esses animais têm sofrido com a diminuição de seu habitat, problemas ecológicos em geral, caça ilegal, atropelamentos em rodovias, competição com animais domésticos entre tantas outras coisas.

Tudo isso tem levado a um declínio da espécie, o que com certeza não deve ser ignorado pela humanidade, e precisa ser tratado como um problema de grande impacto ambiental, como, de fato, é.

Como Preservar as Antas?

Depois de descobrir tantas coisas interessantes a respeito das antas você deve estar se perguntando como você pode ajudar na preservação desses animais. O segredo é: informe-se.

Muitas das vezes as espécies entram em declínio por falta de informação e cuidado da população. Quando mais você pesquisa e entende a importância da variedade da fauna, mais armas tem para combater o declínio.

Preservar as Antas
Preservar as Antas

Compartilhar as informações que dispusemos no decorrer desse conteúdo, por exemplo, é uma forma de ajudar. Inclusive esclarecendo que a palavra “anta” não deve ser usada como pejorativa.

A Situação das Antas no Mundo

Todas as espécies de antas apresentam algum grau de risco de desaparecimento. Embora ainda não sejam níveis alarmantes, é a oportunidade que temos de impedir que algo pior aconteça.

É função de todos nós, enquanto seres humanos, nos preocuparmos com as condições de preservação de cada espécie que compõe a fauna mundial.

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