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Escorpião Preto Rio Grande do Sul

Os escorpiões são espécies de artrópodes membros da classe Arachnida, logo possuem uma aproximação taxonômica com as aranhas, ácaros e carrapatos.

São animais cuja origem remonta a 400 milhões de anos atrás, período ancestral no qual muitas espécies animais foram extintas por ação de cataclismas e mudanças climáticas. Os escorpiões provavelmente foram os aracnídeos mais remotos a conquistar a superfície da Terra. Muitos pesquisadores defendem que a origem deles está relacionada à vida marinha.

Atualmente há 1500 de espécies de escorpiões, no entanto, 3 espécies são consideradas as mais relevantes e prevalentes. São elas o escorpião amarelo (Tytus serrulatus), o escorpião preto tradicional (Tytus bahiensis) e o escorpião preto com tons avermelhados e envernizados (Bothriurus araguayae).

Dentre as 1500 espécies descritas pela literatura, apenas 25 delas possuem veneno. Nesta estatística, estão inclusos o escorpião amarelo e o escorpião preto tradicional. No entanto, o outro escorpião preto (Bothriurus araguayae) não é considerado venenoso, visto que sua toxina não é ativa no homem. Esta espécie, particularmente, possui uma elevada prevalência no estado brasileiro do Rio Grande do Sul.

Neste artigo você conhecerá um pouco mais sobre o Bothriurus araguayae.

Então venha conosco, e boa leitura.

Escorpiões: Características Anatômicas Gerais

Estruturalmente, o corpo do escorpião é dividido em 3 partes: o prossoma (também conhecido como cefalotórax); em seguida, o mesossoma (porção larga); e o metassoma, porção estreita, também conhecida como cauda.

O mesossoma está dividido em sete segmentos, e o metassoma, em cinco. Ambos formam o abdômen.

No prossoma e mesossoma, há inúmeras placas. De acordo com o posicionamento das placas, é atribuída uma nomenclatura específica, por exemplo, quando as placas estão posicionados dorsalmente, são chamadas tergitos; quando estão lateralmente, pleuritos; e se estiverem na porção ventral, podem ser chamadas de esternitos.

Além de placas, o corpo também possui pelos, chamados tricobótrias, os quais desempenham função sensorial e orientam a atividade noturna. Mecanismo semelhante pode ser encontrado nas aranhas caranguejeiras.

Na cauda, mais precisamente em sua extremidade, há uma estrutura chamada telson, a qual possui em seu interior duas glândulas de veneno e um espinho oco, utilizado para inoculação. Convém lembrar que nem todas as espécies de escorpião são consideradas venenosas; porém as espécies peçonhentas possuem potencial neurotóxico.

Os palpos do escorpião, ou seja, o seu segundo par de apêndices articulados e móveis do prossoma, desempenham função de pinça, segurando e esmagando os alimentos, antes de serem ingeridos. Como esses palpos são em número de dois, recebem a denominação pedipalpos.

Os escorpiões também possuem, em média, em torno de sete olhos, dos quais dois são medianos, e lateralmente, de três a cinco. Em relação às patas, elas são em número de quatro.

Na porção ventral do corpo do escorpião, estão localizadas estruturas como o opérculo genital (abertura reprodutiva), o pente (estrutura em forma de V, diagonal ao opérculo genital) e as aberturas pulmonares.

Bothrius Araguayae

Bothrius Araguayae
Bothrius Araguayae

É uma espécie pequena com 2 a 3 centímetros de extensão corporal. A cor predominante do seu exoesqueleto é preto, no entanto, com uma ligeira coloração avermelhada e brilhante. Em decorrência disto, esta espécie pode dar a impressão de estar molhada ou polida.

Bothriurus Araguayae : Escorpião Preto Rio Grande do Sul

Os escorpiões são encontrados em locais suscetíveis à presença de insetos e, genericamente, este conceito engloba tijolos, telhas, troncos empilhados, montes de pedras, rachaduras, cupinzeiros e, até mesmo covas humanas. No caso de espécies amazônicas, elas também podem ser encontradas no oco de árvores.

Para prevenir infestação por escorpiões, é recomendável manter os terrenos limpos e livres de lixo e entulhos. Restos de lixo, além de serem excelentes esconderijos, também atraem insetos que possam estar inseridos na dieta do escorpião.

Bothriurus Araguayae
Bothriurus Araguayae

Esses animais possuem hábitos, predominantemente, noturnos, pois, nesse período, saem para procurar alimento. Sua dieta é composta por insetos, principalmente por baratas, aranhas e grilos. Durante o dia, eles ficam em repouso no interior de pequenos esconderijos.

No Estado do rio Grande do Sul, mais precisamente na Região Metropolitana de Porto Alegre, a aparição do escorpião Bothriurus araguayae vem assustando muitos moradores. No entanto, especialistas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente asseguram que esta espécie não é perigosa, e não representa risco de morte, mesmo possuindo uma picada bastante dolorida.

As reações provocadas com a inoculação do ‘veneno’ são dor, irritação e talvez reações alérgicas. Estas mesmas reações ocorrem em episódios de picadas de abelhas. Para descartar qualquer possibilidade de ter sido picado por outra espécie de escorpião com veneno de ação neurotóxica, é importante levar o animal até o posto de saúde no qual será realizado o atendimento médico, para que o mesmo seja identificado.

Muitas pessoas desavisadas podem, por conta própria, tentar conter a população desses escorpiões, através do uso de ‘inseticidas’, no entanto, esse extermínio pode abrir espaço para espécies mais perigosas e letais para o ser humano, tais como o escorpião amarelo (Tytus serrulatus) e o escorpião marrom (Tytus bahiensis).

Outras Espécies de Escorpiões Encontradas no Rio Grande do Sul

Além do Bothriurus araguayae, outras espécies encontradas no Rio Grande do Sul são o Bothriurus bonariensis, com distribuição ao longo do estado, podendo apresentar tonalidade preta ou marrom-escura, com patas frequentemente avermelhadas; o Tytus costatus, também conhecido como escorpião-manchado, com dorso em tom marrom escuro, e patas em pintas marrons e marelas; e o escorpião-amarelo, Tytus serrulatus, cujo tronco é castanho, e as patas e caudas são amarelas.

Tytus Serrulatus
Tytus Serrulatus

Embora não seja endêmico RS, relatos da incidência do Tytus serrulatus estão ligados ao carregamento de materiais de outros estados, tais com frutas e madeira.

Acidentes Com Escorpião

A maior prevalência de acidentes por picadas de escorpião está relacionada à crianças, idosos e pessoas alérgicas.

A reação inicial é a dor, a qual pode ser localizada ou não. Em decorrência da atuação sobre o sistema nervoso, outros sintomas incluem insuficiência cardíaca e respiratória, resultando em morte, caso o atendimento não seja realizado a tempo; também são frequentes as náuseas, vômitos, agitação e sudorese.

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Agora que você conhece um pouco mais sobre o escorpião preto, frequentemente visto no Estado do Rio Grande do Sul, continue conosco e visite outros artigos do site.

Até as próximas leituras.

REFERÊNCIAS

Centro de Informação Toxicológica do Rio Grande do Sul. Escorpiões. Disponível em: <https://www.cit.rs.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=51:escorpioes&catid=4:animais-peconhentos&Itemid=31>;

Jornal NH. Escorpião Preto encontrado em Campo Bom não é perigoso, afirma biólogo. Disponível em: < https://www.jornalnh.com.br/_conteudo/noticias/regiao/2018/11/2345034-escorpiao-preto-encontrado-em-campo-bom-nao-e-perigoso–afirma-biologo.html>;

Portal São Francisco. Escorpiões. Disponível em: < https://www.portalsaofrancisco.com.br/biologia/escorpioes>.

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