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Elefante Asiático: Características, Comportamento e Fotos

Quem já viu um elefante de perto fica mesmo impressionado. O animal é grande! E aquele som! Um trombetear do elefante pode ser ouvido a dois quilômetros de distância! Incrível! Você sabia que um elefante quando nasce é um bebê já de um metro de altura e que pode nascer já pesando 100 quilos? Que bebezão gordo! Tem coragem de ficar muito tempo perto de um “bichão” desse? Será que é perigoso?

O Maior Mamífero da Terra

Sim, de fato, o elefante é o maior mamífero que percorre a terra atualmente (o maior do planeta é a baleia). E existem duas espécies de elefantes que ainda vivem hoje: o elefante asiático e o elefante africano. Vivem em continentes separados e têm muitas características únicas. Existem várias subespécies que pertencem a uma ou outra dessas duas espécies principais, embora haja discordância sobre quantas subespécies existem.

Os elefantes são de origem basicamente africana, mais especificamente na África subsaariana. Ter se espelhado por todo o continente ou migrado para a Ásia pode ter sido por diversos fatores ainda não esclarecidos exatamente. As suspeitas maiores são de que tenham sido vitimas do homem, os capturando e os forçando ao cativeiro pra satisfazer seus próprios interesses. O primeiro registro de um elefante cativo na Ásia data do terceiro milênio AC.

Os elefantes africanos são os maiores das duas espécies. Costumam ser maiores em altura, maiores em comprimento e bem mais pesados também. Estes grandões da turma vivem na África Subsaariana, nas florestas tropicais da África Central e Ocidental e no deserto do Sahel, no Mali. Mas aqui nesse artigo vamos abordar o irmão caçula.

O Elefante Asiático

Um Passeio Turístico Com Um Elefante Asiático Pela Tailândia
Um Passeio Turístico Com Um Elefante Asiático Pela Tailândia

Os elefantes asiáticos são divididos em três principais subespécies: o elefante do Sri Lanka, o elefante indiano, o elefante de Sumatra. O mais comum dos três atualmente é o indiano que pode ser visto por quase toda a Ásia Continental. Os outros são em menor número e sobrevivem apenas nos lugares onde foram classificados. Um quarta espécie, o elefante de Bornéu, está  classificada mas pesquisadores discordam sobre sua identificação como um elefante asiático por causa de sua morfologia. O elefante de Bornéu e é menor do que os outros e a formação de suas presas, de suas orelhas e de sua cauda é bem diferente. Uma quinta espécie é analisada no Vietnã e no Laos, testada para determinar se também é uma subespécie asiática. Esta  pesquisa é considerada vital, já que pouco mais de 1.000 elefantes asiáticos selvagens permanecem no Laos .  Além disso, duas subespécies dos elefantes asiáticos já estão em extinção, o elefante chinês e o elefante sírio. Não há mais relatos comprovados de sua existência atualmente.

Sobrevivem basicamente em ambientes de florestas com boas pastagens e relvas ou cerrados cultivados onde possam se alimentar bem. Em seu ambiente natural podem viver até os 70 anos ou um pouco mais. Em cativeiro já não sobrevivem tanto.

Características e Comportamentos

Diferente dos elefantes africanos, os asiáticos costumam ter presas. Quer dizer, os elefantes asiáticos machos costumam ter presas que usam pra achar água na terra, remover pedras ou troncos de árvores, para derrubar arvores com o auxílio também das pernas dianteiras, do ombro e do tronco. Suas presas também são uma arma para defender ou atacar. Nem todos os machos tem as duas presas, à esquerda e à direita do tronco. Alguns tem só uma delas desenvolvida e ainda há machos que não desenvolvem as presas, comumente os da subspécie do Sri Lanka. Quanto as presas nas fêmeas, não existe. Pode existir sim algo chamado turgos, pouco visíveis a não ser quando elas abrem a boca.

Como já dito inicialmente, os elefantes asiáticos costumam ser menores que seus parentes africanos. A altura média é de até 3 metros, o comprimento médio pode chegar a até 8 metros incluindo o tronco e a cauda. Outra diferença perceptível é que a pele do elefante asiático costuma ser geralmente de um cinza mais claro que a do elefante africano.

O peso corporal do elefante asiático pode ultrapassar 3 toneladas. Pra alimentar esse corpanzil todo, acredite se quiser, os elefantes comem plantas. Isso mesmo, são vegetarianos, aliás são super vegetarianos porque, pra saciar a fome, um elefante grande pode chegar a comer mais de 150 kilos de matéria vegetal em um único dia! Essa dieta envolve leguminosas, capim, juncos, palmeiras, etc. Ah, e bebem água também. Muita água! Costumam beber só uma vez ao dia mas, em compensação, absorvem entre 100 a mais de 200 litros pra saciar essa sede. Isso sem falar do banho! Nunca vivem longe de algum corpo de água e usam bastante dela pra se refrescar.

A vulgarmente chamada tromba dos elefantes, ou melhor, a probóscide, é algo difícil de definir. É uma mistura de lábio superior com cavidade nasal e um dedo enorme. É formado basicamente por músculos e membranas, sendo que contém mais de 50.000 músculos, com os músculos principais estruturados como uma mola através desse alongamento. Toda a complexidade desse sistema muscular e tendinoso é um verdadeiro auxílio para o elefante fazer o que faz com ele de modo extraordinário, tipo respirar, se alimentar, pegar ou empurrar coisas, produzir sons, se defender, assoprar e até beliscar.

Essa agilidade dos elefantes asiáticos em movimentarem mais as patas dianteiras junto com tronco e presas, mobilidade que também os difere dos elefantes africanos, pode ser perigoso porque essa espécie as vezes pode se tornar bem agressiva. São animais muito inteligentes e sensitivos. São comparados a símios ou golfinhos e mesmo aos humanos pela complexidade de seu córtex cerebral. Desenvolver habilidades como o uso de ferramentas, demonstrar comportamentos emocionais como raiva, tristeza e alegria, a capacidade de memorizar, imitar, brincar , cooperar, compadecer, demonstrar conscientização e bondade; tudo isso é amplamente verificado e atestado como características natas dessa espécie.

Habilidade de Um Elefante Asiático Com a Bola
Habilidade de Um Elefante Asiático Com a Bola

Os machos não são muito fãs de grupinhos. Costumam percorrer sozinhos. Quem costuma formar grupinhos, se socializar mais, são as fêmeas, embora as fêmeas do elefante asiáticos sejam menos expansivas nisso que a espécie africana. Os pequenos grupos de elefantes asiáticos costumam ser bem restrito a laços familiares, tipo matriarca com filhas e netos. Os netos machos logo se separam do grupo tão logo se tornam adolescentes.

Ah, e não mentira quando falamos que os elefantes escutam bem. Escutam mesmo, sua audição é potencializada com infra som.Isso significa que são capazes de ouvir sons inaudíveis pra um ser humano, mesmo que o barulho esteja vindo de centenas de metros de distância do elefante. E isso não tem nada haver com o fato de terem aquelas orelhas enormes. Elas são enormes porque são verdadeiras ‘orelhas de abano’, ou seja, são necessárias para irradiar o calor e auxiliar na regulação de sua temperatura corporal.

O Elefante Asiático e o Bicho Homem

Apesar de seu porte e tamanho fenomenal, o elefante asiático é muito suscetível a maldade humana. Com a degradação de seu habitat natural pelo desenvolvimento urbano, a fragmentação e caça desenfreada da espécie, o homem tem sido o grande responsável pelo declínio cada vez maior nas últimas décadas da sobrevivência do elephas maximus.

Os elefantes asiáticos foram domesticados por milhares de anos. As feras poderosas foram empregadas para mover objetos pesados, como árvores derrubadas, para carregar humanos nas costas e até para guerrear. Além disso, esse mamífero foi vítima da brutal ilegalidade do comércio de suas presas, o valioso marfim, que dizimou uma grande população. Apesar de proibido hoje, a falha fiscalização e a corrupção nas organizações de controle mantem o animal indefeso.

O elefante asiático, o maior animal vivo que percorre as terras do continente asiático, encontra-se hoje ameaçado de extinção, na lista vermelha. Atualmente só existem pouco mais de 50.000 dessa espécie. Levando em consideração que uma fêmea só pari um filhote a cada 2 ou 4 anos em uma gestação de 22 meses, a mais longa de qualquer mamífero, e que essa espécie não sobrevive muito e nem se reproduz bem em cativeiro, isso é muito preocupante e, de fato, muito lamentável.

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