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Doninha-Fedorenta ou Cangambá: Características e Fotos

A doninha-fedorenta (Mephitis mephitis), ou cangambá, como também é conhecido, é um animal mamífero e carnívoro, que se caracteriza por uma pelagem preta, contendo listras brancas.

O animal recebeu esse nome bizarro devido ao fato de expelir das suas glândulas anais um líquido fedido, quando está acuado. É comum o cangambá ser confundido com o gambá por dois motivos: o odor fétido que ambos exalam como uma maneira de se defenderem, e também pela fonética dos nomes serem tão parecidas.

Apesar de esses animais serem classificados, tradicionalmente, como pertencentes à família dos mustelídeos, hoje em dia, algumas disciplinas estão incluindo os cangambás em outra família, a dos mefitídeos.

Continue lendo e descura aqui tudo sobre a doninha-fedorenta, suas principais características, habitat e muito mais…

Doninha-Fedorenta ou Cangambá – Principais Características

A doninha-fedorenta se alimenta, principalmente de cobras e de gafanhotos. Existem, no continente americano, 3 gêneros de doninhas-fedorentas. São eles: Spilogale, Mephtis e Conepatus.

Desses três, o cangambá Mephtis, ou norte-americano comum, é o que conta com uma área geográfica de distribuição mais ampla. Ele ocorre na região sul do Canadá e também em toda a região norte dos Estados Unidos.

O cangambá mede cerca de 40 cm de comprimento, e apresenta um corpo bem esbelto. A sua calda é bastante tufosa, e possui o mesmo comprimento que o seu corpo. O animal possui uma pelagem negra, espessa e brilhante, que recobre todo o seu corpo.

O cangambá tem como característica bem marcante duas faixas brancas e largas, que começam em sua fronte; na nuca, elas se separam e, na cauda, as duas faixas se juntam novamente.

No entanto, não são todos os exemplares que apresentam essas duas faixas. Há exemplos de cangambás que possuem a pelagem totalmente negra. Assim como também há exemplares totalmente brancos. Pode acontecer até mesmo, em uma mesma ninhada nascerem filhotes sem listras, e outros com listras.

A doninha-fedorenta possui 34 dentes. A sua cabeça, que é bastante afilada, parece ser bem pequena quando comparada com o restante do corpo. Apresenta a extremidade do focinho dilatada e nua.

O cangambá possui mãos e pés bem desenvolvidos, sendo que os seus 5 dedos são unidos por quase todo o comprimento, com garras fortes, longas, e que são pouco recurvadas.

Quando se alimenta bem, ele dorme o dia todo. À tarde, ele desperta e fica ativo a noite inteira, e não sente fome.

Filhote de Doninha-Fedorenta
Filhote de Doninha-Fedorenta

Os mustelídeos possuem bolsas perianais como uma das suas características comuns. E elas são bem volumosas. O tamanho dessas bolsas é igual ao de um ovo de pomba. Elas se abrem em cada lado do ânus para secretar uma substância de cor amarelada, oleosa, e muito fedida. A doninha-fedorenta consegue excretar essa substância a uma distância de mais de 1 metro.

Algumas formas de identificar a presença de um cangambá são pelo ruído que ele causa em sua toca, quando sente a presença de um predador; pelas folhagens esparsas espalhadas em frente a sua toca, que ele usa para dormir; e também pelo seu odor característico.

A cama favorita desse animal é feita de palha seca. E, para dormir, ele fica bem enrolado, como se fosse uma bola. A doninha-fedorenta é muito cuidadosa, e sempre limpa o focinho depois de se alimentar. Além do mais, ela também toma bastante cuidado para não sujar a sua cama.

Habitat Natural da Doninha-Fedorenta

Doninha-Fedorenta Andando no Mato
Doninha-Fedorenta Andando no Mato

A doninha-fedorenta vive no continente americano, em especial nos bosques ralos e também nas planícies herbáceas. Em florestas mais fechadas, é raro haver cangambá. Essa espécie é considerada como cavadora e noctívaga, e que costuma dormir durante o dia em ocos das árvores, em tocas que ela mesmo faz no solo e também em fendas de rochas.

Esse animal não hiberna. E é bem comum encontrar as suas pegadas em volta da sua toca, na neve. Porém, quando o inverno chega, ele diminui muito as suas atividades, o que contribui para o acúmulo de gordura nessa época.

A doninha-fedorenta não sabe saltar, para se deslocar, ela sai saltitando. Para isso, ela apoia a planta dos pés inteiras no solo e, com pequenos saltos, ela vai avançando com a causa abaixada e o seu dorso curvado. Ainda assim, é considerada uma espécie sedentária.

Estratégia de Defesa do Cangambá

Os cangambás têm uma forma de defesa bem estranha de se defenderem: eles exalam um odor simplesmente irritante e ruim e o lançam sobre o seu predador. O líquido sai em forma de um fino jato. E é proveniente do mercaptan ou sulfidrato de etila, que é a substância mais fedida que há no mundo.

Como é o Comportamento da Doninha-Fedorenta

Quando esse animal se sente ameaçado, seja por um predador ou pelo homem, ele age como uma forma caracterizada como intimidação progressiva. A sua primeira atitude é enfrentar o seu inimigo batendo os seus pés no chão.

Caso essa atitude não seja o suficiente para amedrontar o seu adversário, esse animal se curva e deixa a região posterior do corpo à mostra. Em seguida, ele ergue a sua cauda suntuosa e colorida.

E, como a última forma de defesa, esse animal então usa a sua principal arma, que é a substância fedorenta da qual falamos mais acima. Esse recurso é o mais eficaz. Qualquer inimigo foge após sentir esse odor.

Se um carro atropelar uma doninha-fedorenta, ele ficará impregnado com o cheiro, que só sai depois de semanas, mesmo que o carro seja lavado inúmeras vezes. E, se alguma roupa sua for atingida pela substância, não tem jeito, ela deve ser jogada fora.

Se você não irritar o cangambá, ele não irá liberar a sua substância fedorenta. É se manter longe e evitar coagir o animal.

Reprodução do Cangambá

Dois Filhote de Cangambá
Dois Filhote de Cangambá

Essa espécie é polígama. Durante o inverno, é comum que várias fêmeas compartilhem a toca de um macho apenas. No final da primavera, depois de cerca de 63 dias de gestação, as fêmeas dão à luz a ninhadas que podem ser de 4 ou 5 filhotes.

A amamentação dura entre 6 e 7 meses. A expectativa de vida de uma doninha-fedorenta é de, aproximadamente, 10 anos. A família se dispersa em agosto.

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