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Curiosidades Sobre a Bolacha Do Mar E Fatos Interessantes

Você que é frequentador assíduo de praias, certamente, já deve ter se deparado com um animalzinho, no mínimo, curioso, e que mais parece uma pedra arredondada, que é a bolacha do mar, não é mesmo?

Gostaria de saber algumas curiosidades a respeito desse animal um tanto “peculiar”? Então, acompanhe a leitura.

Principais Características Da Bolacha Do Mar

Parentes bem próximas dos ouriços-do-mar e das estrelas-do-mar, e de nome científico Mellita quinquiesperforata, as bolachas do mar possuem um corpo que chamamos de disciforme, possuindo em esqueleto bem rígido, conhecido pela designação de testa. Esse esqueleto é formado por placas de carbonato de cálcio, sendo dispostas em um padrão do tipo radial.

Essa testa, inclusive, é coberta por uma pele espinhosa, cuja textura é aveludada. Esses espinhos possuem cílios muito pequenos, e que permitem a locomoção desse animal no fundo do mar, através de sua movimentação coordenada. Ou seja, ao invés desses espinhos servirem para defesa, servem apenas e tão somente como forma de deslocamento.

As bolachas do mar ficam, geralmente, enterradas na areia das profundezas dos mares, respirando por meio de pés ambulacrários, que, com a evolução, foram modificados em brânquias que permitem ao animal sobreviver nessas condições. Em geral, elas podem ficar até uma profundidade de 180 metros.

Essas características fazem com que esse curioso animal possa ser encontrado nos mais diversos habitats, como praias que tenham grandes extensões de areia, ou mesmo no fundo de pedras, recifes de coral e em áreas que sejam costeiras de clima tropical ou subtropical. São encontradas amplamente nas praias dos EUA, e nas regiões costeiras das Américas Central e do Sul.

Seu tamanho pode variar de 5 a 15 cm de diâmetro, e sua alimentação é baseada em pequenas partículas que são encontradas tanto na areia, quanto no lodo. Porém, podem ter como cardápio larvas de crustáceos, pequenos copépodes, diatomáceas, algas e detritos orgânicos dos mais diversos tipos.

Estrutura Mandibular E Dentária Bem Simples

Bolacha Do Mar a Beira da Praia
Bolacha Do Mar a Beira da Praia

Animais como bolachas do mar e ouriços do mar têm uma estrutura anatômica apelidada de lanterna de Aristóteles, que é formado por um arranjo muscular tanto na mandíbula, quanto nos dentes no centro do corpo desses animais. Nas bolachas do mar, essa estrutura é mais simples, constituindo 5 maxilas, com 5 dentes presos a elas.

Cada mandíbula dessa estrutura é formada por uma pirâmide e uma espécie de bússola, além de 5 ossículos triangulares. Essas partes são facilmente observáveis caso você “quebra” uma dessas bolachas do mar quando esta está morta.

Mais Algumas Peculiaridade Do Corpo De Uma Bolacha Do Mar

A boca desse animal fica na parte ventral, sendo composta por uma estrutura de 5 dentes mastigadores. Essa formação dentária é bastante útil para o tipo de alimentação que a bolacha do mar possui, o que acaba forçando, às vezes, o animal a ter uma mastigação mais resistente. Por sinal, o ânus dele também fica nessa parte do corpo, numa região muito próxima da boca.

Já as fendas que se apresentam ao longo do corpo desse animal possuem uma função muito importante: fazer com que a água da correnteza passe por elas, sem que o corpo frágil da bolacha do mar não seja partido para força dos mares. Uma tática imprescindível para um ser que se locomove de maneira muito lenta e que pode ser facilmente jogado contra as rochas de uma área costeira.

Outro ponto bem característico do corpo da bolacha do mar está em seu esqueleto possui 5 pares de fileiras de poros. Esses poros, inclusive, ajudam na troca gasosa do meio em que vivem. A própria forma do corpo da bolacha facilita bastante essa troca.

Expectativa De Vida E Reuniões Em Grupo

A bolacha do mar tem, em média, uma expectativa de vida que gira em torno de 7 a 10 anos. Interessante que se pode comprovar a idade desse animal de uma maneira bem simples: vendo os anéis que estão em seu fundo, algo que, por sinal, é bem parecido com a técnica de saber qual a idade real de uma árvore.

Quando as bolachas do mar morrem, elas não se mantêm no mesmo lugar, sendo geralmente levadas à costa pelos movimentos das marés. Nisso, os pelos que ficam localizados na casca exterior irão começar a cair, e, eventualmente, serão devorados por outros animais. Quando os corpos sem vida desses animais surgem na praia, a luz do sol tende a branquear a sua casca.

Bolacha do Mar na Areia
Bolacha do Mar na Areia

Além dessa peculiaridade, as bolachas do mar gostam de ficarem em grupos que podem chegar a centenas de indivíduos. Existem algumas teorias para esse fenômeno, sendo a mais aceita que quando esse grupo de bolachas do mar encontra um lugar no fundo dos mares que seja fértil no sentido de ter uma alimentação abundante, ele se instala naquele local. A questão é que essa mudança é lenta, já que não são animais muito rápidos.

Por sinal, essa reunião de grupos entre as elas também facilita na própria reprodução, por mais insipiente que esses seres sejam nesse aspecto. Uma reprodução, falando nisso, que acontece entre a primavera e o verão. As larvas que nascem dos ovos que conseguiram ser fecundados passam por inúmeras metamorfoses até finalmente virar uma bolacha do mar adulta.

Energia Limitada E Clonagem

Mesmo que pareça que esses animais estejam acumulando energia para outras atividades justamente por serem muito lentos, na verdade, eles são seres pouco energéticos. Até mesmo em se tratando de hábitos reprodutivos, que são deixados meio que ao acaso.

Pra se ter uma ideia, óvulos e espermatozoides são liberados na água de forma aleatória, e se ocorrer a fecundação entre alguns deles, é lucro! Inclusive, o nível de lentidão desse animal é tão grande, que a sua digestão, geralmente, acontece no decorrer de dois dias inteiros.

Animais da ordem Clypeasteroida que nem a bolacha do mar possui, mesmo sem muita energia, um mecanismo muito eficiente de clonagem. Essa reprodução assexuada apresenta algumas boas vantagens, como, por exemplo, ser uma forma de autodefesa e em momento quando a alimentação no local é abundante. Inclusive, até as larvas, ao detectarem a presença de predadores, por exemplo, sofrem clonagem.

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