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Crustáceos Terrestres: Exemplos e Representantes com Fotos

Ainda não é tão famoso os isópodos terrestres, também chamados de crustáceos terrestres pela América do Sul. Eles deixaram o ambiente aquático graças à uma bolsa incubadora, semelhante a um marsúpio. Além de outras especializações e desenvolvimento de uma cutícula grossa, estrutura de trocas gasosas e outras adaptações fisiológicas.

No post de hoje iremos mostrar alguns exemplos de crustáceos terrestres, suas características e muito mais. Tudo isso com fotos! Continue lendo para descobrir mais sobre essas espécies não tão conhecidas pelo mundo.

Características Gerais dos Crustáceos Terrestres

Os pulmões pleopodais são vistos em espécies de crustáceos terrestres, que permitem as trocas gasosas. São pequenas cavidades bem ramificadas. As espécies que não possuem essa estrutura, realizam suas trocas gasosas pelos endópodos. O oxigênio é transportado pela corrente sanguínea ao corpo todo. Quando os isópodes se agregam, é para evitar a perda excessiva de água.

Eles produzem feromônios em suas células do intestino, que depois são expulsos junto com as fezes. Sendo assim, são percebidos facilmente pelas estruturas sensoriais das antenas dos animais, para que possam encontrar-se. Em épocas mais secas, os feromônios são produzidos em maior quantidade e intensidade, levando-os a formar um grupo a fim de evitar a perda de água. Já quando o ambiente está mais úmido e quente, eles utilizam da evaporação para manter a temperatura corporal controlada.

Na maioria dos casos, a excreção desses animais é amônia em estado gasoso, feita pela própria superfície do corpo. Em relação a sua estrutura sensorial, os principais são os quimioceptores, que ficam bem na ponta das antenas. Também na antena há estruturas relacionadas ao olfato.

Em relação ao mecanismo de defesa desses animais, basicamente consiste no ato de se enrolar como uma bola. Além de defesa, também serve como uma forma de reduzir a perda de água pela evaporação. Outros métodos comuns são fugir, fingir-se de mortos ou se prender no solo de forma bem fixa. O jeito mais ativo de se defenderem é através da liberação de secreções repelentes, que são estimulados pelas quelíceras que estão presentes nas aranhas, seus maiores predadores.

Em relação ao tamanho, as espécies apresentam tamanhos bem variados, principalmente em relação ao macho e a fêmea. É mais comum que as fêmeas sejam maiores que os machos, mas a diferença não é tão grande. Essa característica ocorre pela questão da fecundidade que somente elas apresentam. Para conseguirem chegar em tamanhos maiores, crescem de forma mais lenta. E por causa disso, vivem mais que os machos, que crescem rapidamente e começam a se reproduzir antes das fêmeas.

De forma geral, eles são animais de hábitos noturnos, ou seja, dormem e se escondem durante o dia e só saem a noite. Isso tem muito a ver com a questão também para evitar a perda de água. Sua alimentação ocorre de noite, e por isso são considerados perigosos para a agricultura. Podem causar as mais diversas perdas em hortaliças e legumes, principalmente em plantas jovens.

Veja a seguir os dois exemplos mais comuns de crustáceos terrestres que existem no Brasil e na maioria dos outros continentes.

Tatuzinhos

Esses são provavelmente os crustáceos terrestres mais populares. Eles pertencem à ordem isopoda, contendo a maior parte dos crustáceos terrestres, em torno de 200 espécies. Recebem também o nome de tatu bola, pois possuem a capacidade de se enrolar como uma bola quando se sentem ameaçados.

Além disso, são animais que costumam trazer diversos benefícios para o solo em que vivem, especialmente em questão ao processo de decomposição da matéria orgânica. Ajudam na aeração e controle da umidade no solo. Seu tamanho é bem pequeno, medindo em torno de 15 mm de comprimento. Sua cabeça tem uma forma de escudo, e todo o seu corpo é achatado.

Em todo seu corpo, há segmentos abdominais que podem ser separados ou fundidos. As mandíbulas desses animais são bem rígidas, possibilitando a mastigação e quebra dos alimentos.

Bicho de Conta

O bicho de conta, também conhecido por seu nome cientifico: Armadillidium vulgare, é uma espécie de crustáceo terrestre. Sua origem é do Mediterrânea, acredita-se que da parte oriental. Porém, podem ser encontrados no mundo todo. No Brasil, a espécie é considerada exótica e rara de ser vista, encontrada somente em zonas de influência antrópica.

São extremamente pequenos, o macho, sendo menor que a fêmea, medindo cerca de 13,6 mm de comprimento e 6,4 de largura. Já as fêmeas medem em torno de 15,1 mm por 7,3. Quando os filhotes nascem, saem iguais os pais, porém apresentam um par de pernas a menos. Esse par só surge depois.

Os estudos ainda são recentes, mas já começaram a entender melhor sobre esse animal tão exótico. Um dos fatos conhecidos é que elas são conhecidas por atacar orquidáceas, roendo as raízes e os brotos delas. Assim como também roem as ervilhas e algumas outras hortaliças.

Bicho de Conta
Bicho de Conta

São os chamados hospedeiros intermediários, ficando em Dispharynx e da acantocéfalos. Os acantocéfalos, ao infectarem o bicho da conta, dão uma ajuda para eles conseguirem se expor mais à luz solar, além de dar uma coloração diferente. Os pulmões deles são invaginados, formando pseudotraqueias. Dessa forma, eles conseguem obter até 94% de sua necessidade de oxigênio do ar seco.

Esperamos que o post tenha te ajudado a aprender e entender um pouco mais sobre algumas espécies de crustáceos terrestres. Não esqueça de deixar seu comentário nos contando o que achou e também deixar suas dúvidas. Ficaremos felizes em ajuda-los. Você pode ler mais sobre crustáceos e outros assuntos de biologia aqui no site!

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