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Coruja Branca Brasileira

Você Já Viu uma Coruja Branca?

Elas estão entre nós, em campos abertos, no cerrado, nas áreas rurais e até em áreas urbanas, onde teve uma ótima adaptabilidade em ambientes construídos ou modificados pelo ser humano, elas costumam estar presentes em postes, cercas, topo de igrejas, em torres, sempre procuram ficar no alto, pois de lá consegue ter uma visão privilegiada do que está acontecendo em baixo, podendo observar suas presas e também ficar salva de predadores.

Ela é um ser noturno, onde realiza suas principais ações neste período, como caçar e voar, durante o dia, se esconde e descansa, só voa durante o dia caso seja “expulsa” do lugar que ela esteja; para nós, que somos seres diurnos, estranhamos tal habito da coruja, mas saibam que ela não é o único animal noturno, existem diversos outros que saem à noite para realizar as atividades diárias. Uma coisa é fato, as corujas são animais muito sensitivos e silenciosos, não é atoa que preferem viver a noite, elas não gostam dos barulhos e nem da claridade.

É comum ver essa espécie na América do Sul, o continente onde mais existem corujas brancas, porém, elas em todos os continentes, menos nos que faz muito frio, tipo a Antártica; Ela pode estar em presente em alturas de até 3.500 metros de altitude.

Características da Coruja Branca Brasileira

Elas pertencem a ordem das Strigiformes, está que se divide em duas famílias, a Strigidae e a Tytonidae, onde a maior parte das coruja estão na primeira e apenas a Coruja Branca está na segunda; e está presente em território brasileiro, onde existem cerca de 23 espécies de corujas. Ela também recebe diversos outros nomes como: Suindara, Coruja-de-Igreja, Coruja-das-Torres.

É considerada uma ave de pequeno porte; possuem cerca de 30 a 40 centímetros de comprimento, podendo alcançar até 115 centímetros de envergadura e pesam de 300 a 650 gramas; as fêmeas desta espécie são ligeiramente maiores que os machos.

A característica mais visível está na sua face, onde é composta de coloração branca com o entorno marrom claro, e o formato chega a lembrar, é semelhante a um coração e seus olhos são negros contrastando com a face branca. Ela possui um aspecto visual diferenciado e exuberante, surpreendendo muitos que a observam pela primeira vez.

Elas costumam fazer um barulho peculiar, que chega até a lembrar dum pano rasgando (craich), geralmente fazem tal barulho quando estão procurando um par, estão correndo perigo ou muitas vezes, quando identificam a presença de outra ave em seu ninho. Quando elas estão em perigo são capazes de virar de barriga e mostrar suas garras ao predador, e feri-lo com muita facilidade.

A Coruja Branca é uma caçadora nata; devido a sua excelente visão noturna e a sua audição privilegiada, ela é capaz de encontrar suas presas a distancias muito longas. Você sabe quais são essas presas?

Coruja Branca Brasileira: Alimentação

Como dissemos a cima, sua audição e a sua visão são muito privilegiadas. A audição da coruja é de extrema sensibilidade e seu aparelho auditivo é muito bem desenvolvido; você sabia que uma coruja branca é capaz de capturar roedores na escuridão total, apenas guiada pelos barulhos vindo da presa?

Já sua visão destaca-se por estar adaptada a escuridão, e ainda por seu pescoço ser “elástico”; as corujas possuem uma característica impressionante, elas podem virar seu pescoço em até 270 graus. Isso se deve ao fato de ela enxergar com os dois olhos, o mesmo plano, ela não consegue virar seu olho, tipo “olhar de canto”, é necessário que movimente todo o pescoço, logo, ela tem dois olhos focados em uma mesma direção, facilitando a caça.

Entre suas principais presas estão os roedores pequenos, tipo ratos e camundongos; porém elas também estão atrás de morcegos, de pequenos répteis, como lagartos, anfíbios, como peixes em poças de água ou em beira de riacho; além de alguns invertebrados e pequenos insetos.

Quando elas estão próximas a ambientes urbanos, elas caçam em grande numero os ratos, devido a grande quantidade do mesmo, isso é bom para os humanos, pois os ratos muitas vezes são transmissores de doenças e as corujas os comendo, diminui o numero da população de roedores.  Sendo consideradas umas das espécies de animais mais “úteis” ao homem. Um casal de Corujas Brancas é capaz de consumir de 2.000 a 3.000 ratos por ano, ajudando o homem a se livrar do que ele mesmo produziu; os ratos, que também são chamados de “praga urbana”.

Reprodução da Coruja Branca Brasileira

A Coruja Branca, quando vai formar seus ninhos, busca por lugares onde encontra paz e possa estar longe de ameaças. Quando estão em ambientes urbanos, estabelece seu ninho em celeiros, telhados, torres de igrejas, forros de casas, e quando está em meio à natureza procura fendas nos troncos de árvores, em cadeias montanhosas, em rochas e até em cavernas, ou seja, lugares que ela “esconda” adequadamente seus filhotes.

Chega a gerar por volta de 3 a 8 ovos, porém existem fêmeas que são capazes de gerar até 13 ovos; estes que possuem um período de aproximadamente um mês para serem chocados, seus filhotes ficam com os pais até completarem alguns meses de vida, geralmente de 2 a 3 meses e já com 50 dias são capazes de alçar voos. Neste período, o casal passa a dividir as atividades diárias, enquanto o pai sai para caçar, a mãe é responsável pela incubação, e proteção dos filhotes; eles alimentam suas crias com pequenos mamíferos, tipo ratos, estes que são encontrados facilmente na zona urbana.

Ninho de Coruja Branca Brasileira
Ninho de Coruja Branca Brasileira

Logo quando começam a voar, os filhotes também começam a caçar com seus pais e aprender as diferentes estratégias de caça; para desenvolver seu faro e obter o seu próprio alimento, não necessitando mais da ajuda dos pais. Com 2 a 3 meses passam a voar sozinhos, e por volta dos 10 meses, as corujas jovens já estão prontas para reproduzir novamente.

Quando encontram um ninho, onde criam seus filhotes pela primeira vez, a tendência é que ela volte aquele determinado lugar; pois elas são fiéis aos seus ninhos. Elas reúnem galhos, barro, folhas, matéria orgânica no geral, para que os ovos não se choquem contra paredes, rochas, e outros substratos.

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