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Comportamento das Maritacas, Hábitos e Modo de Vida

A variedade de animais em nossa fauna é tão grande que, por vezes, é necessária uma designação para abarcar um número maior de espécimes. É o que acontece, por exemplo, com a maritaca, que é um nome genérico que engloba muitas outras espécies de aves.

Vamos conhecer um pouco mais a respeito desses bichinhos, em especial, os seus principais comportamentos?

Não é só uma Maritaca, mas Várias Maritacas

O termo maritaca é o que podemos chamar de uma grande família. Além dele, existem outros termos: baetá, baetaca, baiatá, baitá, baitaca, curica, guaracininga, guaracinunga, humaitá, maetá, maetaca, maitá, mai-tá, maitaca, puxicaraim, suia e xia. Todas, designações para identificar espécies de aves pertencentes à família dos Psittacidaes.

São aves neotropicais (sendo residentes, especialmente, da América do Sul), possuindo corpo atarracado e causa curta. São, inclusive, muito semelhantes aos papagaios, sendo, por vez, confundidos com eles.

Comportamento Geral das Espécies de Maritacas

As maritacas estão presentes em praticamente todos os estados brasileiros de todas as regiões do país, podendo ser encontradas também na Bolívia, na Argentina e no Paraguai. A variedade do seu habitat é tão grande quanto as denominações que representam as espécies, podendo ser localizadas em florestas úmidas, de galeria, savanas e áreas cultivadas.

São animais muito sociais, podendo voar juntos em bandos de 6 a 8 indivíduos. Quando a comida é muito abundante, esses grupos podem passar de 50 indivíduos. Essas aves, por sinal, não têm medo de água, podendo se refrescar em rios tranquilamente. Já a alimentação dela se resume frutos e sementes, como, por exemplo, pinhão do pinheiro-do-brasil e frutos da figueira.

Em termos reprodutivos, as maritacas costumam acasalar entre os meses de agosto e janeiro. É então que o casal se afasta do grupo em que está para procurar um abrigo, que, em geral, é um oco de árvore, ou algo do tipo. A fêmea põe de 3 a 5 ovos, que serão incubados por um total de 25 dias, enquanto que o macho permanece no ninho formado no abrigo durante o dia.

As crias que nascem são completamente dependentes dos pais, só saindo do ninho com cerca de 60 dias de vida.

Algumas Espécies de Maritacas

Periquitão-Maracanã

Maritaca de nome científico Psittacara leucophthalmus, o periquitão-maracanã possui uma plumagem verde com algumas penas vermelhas do lado da cabeça. As partes inferiores das asas são amarelas com alguns encontros vermelhos, sendo possível a visualização dessas cores quando a ave está em pleno voo. O tamanho médio dessa ave é de 32 cm.

A distribuição geográfica dessa ave vai das Guianas à Argentina, passando por quase todo o Brasil. Podem ser encontradas tanto em florestas, quanto em cidades, sendo também um pássaro muito adaptável aos ambientes modificados por nós.

Já, a sua alimentação se resume a frutos e sementes, podendo, eventualmente, alimentar-se de insetos e bagas.

Quanto ao comportamento, o periquitão-maracanã é uma típica maritaca, compondo grandes grupos de indivíduos, que podem chegar a 40 deles.

Maitaca-Verde

De nome científico Pionus maximiliani, a maitaca-verde pode ser facilmente encontrada em cerrados e caatingas no centro-oeste e no nordeste brasileiros. Mas, também pode ser visto na Bolívia, na Argentina e no Paraguai.

O seu habitat natural, especificamente falando, são florestas subtropicais, florestas úmidas subtropicais e montanhas úmidas subtropicais ou tropicais. É uma das maritacas mais abundantes onde vive.

Também conhecida no Brasil como cocota, a maitaca-verde mede cerca de 25 cm, e também voa em bandos com muitos outros indivíduos

Periquito-Rico

De nome científico Brotogeris tirica, e também chamado de periquito-verde, esta ave possui uma coloração verde bem típica em suas penas, com algumas partes amareladas na cabeça, no peito e no abdômen.

A alimentação do periquito-rico são, preferencialmente, as frutas, em especial, os coquinhos e frutos da paineira. Só que também podem comer as flores adocicadas das mangueiras, das jabuticabeiras e das goiabeiras, não deixando de apreciar, igualmente, algumas sementes de girassol de vez em quando.

Habitam desde florestas, a áreas mais abertas, como parques e jardins. Outra característica muito peculiar dessa ave é que ela imita de maneira muito perfeita a vocalização de outros pássaros. Também vivendo em bandos como toda maritaca que se preze, periquito-rico, em geral, faz bastante barulho pela manhã cedo, o que facilita a identificação da espécie.

Brotogeris Tirica
Brotogeris Tirica

Machos e fêmeas do periquito-rico são bem semelhantes na aparência, mas os machos costumam ser um pouco mais robustos, principalmente em seu bico, e tendo uma cabeça com um formato mais quadrado também.

Ave muito inteligente, ela usa o bico como se fosse uma espécie de “terceiro pé”, usando as patas para segurar a comida, enquanto se alimenta. Além disso, são animais bem prudentes em relação à presença de alguma ameaça. Quando andam, comem e escalam árvores, fazem movimentos bem lentos, e quando um perigo parece se aproximar, ficam calados e imóveis, confundindo-se com o meio ambiente.

Periquito-de-Encontro-Amarelo

O periquito-de-encontro-amarelo (cujo nome científico é Brotogeris chiriri), como o próprio nome popular já indica, de fato, possui um encontro da coloração amarela, além de uma pele branca que contorna os olhos.

É uma ave encontrada em praticamente todo o Brasil e em vários países da América Latina, como Bolívia e Paraguai.

Frequentemente, essa espécie é confundida com o periquito-rico, por serem aves realmente um pouco semelhantes. A exceção fica por conta da marca amarela que fica no ombro do periquito-rico.

Ameaças às Maritacas

Praticamente toda e qualquer ave silvestre que habita a América Latina está ameaçada de extinção, e com as espécies que compõem o grupo das maritacas não é diferente. A caça com o intuito de serem vendidas como animais de estimação em mercados clandestinos é o principal perigo que essas aves sofrem, mas, o desmatamento também vem resultando no desaparecimento gradativo desses animais, que, muitas vezes, “invadem” as cidades em busca de abrigo.

É bom sempre deixar claro que, para cuidar de uma maritaca em casa, é preciso se ter a devida autorização do Ibama, caso contrário, você estará incorrendo em crime ambiental.

Portanto, fica a dica: não compre animais silvestres (maritacas ou qualquer outro) em mercados ilegais, pois até chegarem ali, esses animais sofrem, e muitos morrem. Acima de tudo, a natureza merece o nosso respeito.

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Um comentário

  1. Tem muita maricata nas árvores próximas de minha casa, mas agora começando o outono elas desaparecem e voltam só em agosto.Gostaria de saber para onde elas vão.

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