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Como Criar Lagosta de Água Doce em Cativeiro?

As lagostas correspondem a várias espécies de crustáceos pertencentes à subordem taxonômica Pallinura. Algumas espécies de lagostas podem atingir peso superior a 1 Kg. As características físicas gerais da subordem são longas antenas na porção do segundo par e as estruturas urópodes com formato de leque.

Na culinária, as lagostas são mariscos muito apreciados, sendo as mesmas consideradas pratos de luxo. Como estratégia para atender a demanda comercial pela carne deste crustáceo, a criação de lagostas é um método que já vem utilizado a um certo tempo (desde o início do século XX para ser mais preciso).

As lagostas de água doce (também conhecidas pelos nomes de lagostins e lavagantes) podem ser facilmente criadas em aquários domésticos, para isso é necessário conhecer algumas dicas importantes sobre a criação destes crustáceos.

Neste artigo, você descobrirá como criar lagosta de água doce em cativeiro?

Então venha conosco e boa leitura.

Lagostas Classificação Taxonômica

A classificação científica para as lagostas obedece à seguinte ordem:

Reino: Animalia;

Filo: Arthropoda;

Subfilo: Crustacea;

Classe: Malacostraca;

Ordem: Decapoda;

Subordem: Palinura.

Lagostas de Água Doce: Espécie Procambarus Clarkii

Procambarus Clarkii
Procambarus Clarkii

Essa espécie é originária da América do Norte, é comestível, no entanto, também bastante utilizada como animal doméstico e ‘item de ornamentação’.

Possui variedades de cores, sendo que a cor vermelha é a mais prevalente na população. Em aquário, pode sobreviver pelo tempo estimado de até 2 anos. Em razão de seu comportamento agressivo, não é recomendado que a espécie seja criada junto com peixes e outros animais aquáticos, especialmente se forem menores do que ela.

A alimentação do Procambarus clarkii é bastante diversificada, visto que ele pode comer desde ração de peixe ou de tartaruga até pedaços pequenos de carne, vegetais e verduras também entram na dieta.

Estes crustáceos possuem hábitos noturnos, logo, ao serem criados domesticamente, recomenda-se evitar luminosidade direta.

Durante o crescimento do animal, o mesmo troca de carapaça com frequência, tornando-se relativamente fragilizado durante o processo. Ao trocar de carapaça, esta lagosta gosta de se refugiar e esconder, portanto, para quem a cria domesticamente, aconselha-se inserir tijolos furados, canos de PVC, pedras ou outros materiais que sirvam como esconderijo.

A qualidade da água (no caso de criação em aqúario) também é um elemento que deve ser observado com frequência. As trocas de água devem ser frequente, mesmo se o aquário possuir filtros com aeração. Outra dica é cobrir os aquários com tela, dessa forma, torna-se mais difícil que as lagostas possam fugir.

Fora d’água, a lagosta Procambarus clarkii ainda consegue sobreviver por um determinado tempo, no entanto, quando a carapaça seca, ela morre.

Lagostas de Água Doce: Espécie Parastacus Brasiliensis

Parastacus Brasiliensis
Parastacus Brasiliensis

Essa espécie (como o próprio nome diz) é originária daqui do Brasil, no entanto, encontra-se praticamente restrita à região central do Rio Grande do Sul, mais precisamente nas bacias de depressão central que compõem o estuário e o lago do Rio Guaíba.

As regiões de planícies são o hábitat favorito destas lagostas, porém alguns indivíduos já foram encontrados em locais de alta altitude do município gaúcho de São Francisco de Paula.

Somado à prevalência reduzida a apenas uma região geográfica, esta lagosta ainda é listada como uma das espécies consideradas em situação de vulnerabilidade pelo IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) e MMA (Ministério do Meio Ambiente). Em relação à classificação de acordo com a IUCN, esta é espécie é definida como vulnerável.

Em relação às características físicas, estas lagostas apresentam o corpo cilíndrico, com um abdômen longo e musculoso que é finalizado com urópodos organizados na forma de leques caudais. A coloração geral do corpo é marrom, sendo que assume tons de vermelho e laranja nas patas. Não possui pêlos na face interna das quelas.

Devido aos seus hábitos escavadores, essas lagostas apresentam quelípodos curtos e globosos, além de dáctilos que se movem em planos verticais.

A média de comprimento corporal é de 10 centímetros.

Condições aquáticas ideais envolvem pH neutro e temperatura compreendida entre 12 a 21 °C. Muitas vezes, as elevadas temperaturas implicam no fracasso da criação desta lagosta em cativeiro.

O período reprodutivo desta espécie abrange a faixa que vai dos meses de Setembro e Fevereiro, e se divide em 2 períodos distintos (a fase de postura e incubação dos ovos; e o período de eclosão desses ovos).

A maturidade sexual para as fêmeas é atingida aos 3 anos de idade.

Como Criar Lagosta de Água Doce em Cativeiro?

O primeiro passo é obter uma lagosta de água doce através da compra em lojas naúticas ou pet shops. No ato da compra, é importante conhecer e analisar as diferentes espécies de crustáceos. Conhecendo a espécie, é mais fácil cuidar da mesma.

Para cada lagosta inserida no aquário, o ideal é que hajam de 20 a 40 litros de água, no entanto, outras literaturas estipulam uma necessidade superior (compreendida entre 55 a 80 litros de água), visto que algumas lagostas podem apresentar grandes proporções.

Além do volume adequado de água, recomenda-se inserir uma cortina ou bomba de ar, de modo que o animal não fique sufocado por falta de oxigênio.

Sistema de aquecimento no aquário é considerado extremamente desfavorável, uma vez que as lagostas preferem pântanos e leitos de rios que estejam frescos.

Para manter a limpeza e a circulação adequada de água, a dica é procurar por um aquário que contenha um sistema embutido de arejamento e filtragem.

O ideal é que o pH da água esteja neutro. Em pet shops ou lojas de aquarismo e afins, é possível encontrar kits de aferição do pH. É importante ter em mente que itens decorativos podem desequilibrar o pH da água.

A água do aquário precisa ser trocada no mínimo uma vez por semana, uma vez que nem sempre o sistema de filtragem dá conta de remover as excretas liberadas pelo animal.

Objeto naturais (tais como pedras e plantas marinhas) podem auxiliar na decoração do aquário, além de fornecer abrigo para as lagostas durante o período de troca de carapaças.

Camadas grossas de areia e cascalho depositadas no fundo do aquário são uma boa pedida, uma vez que os lagostins (lagostas de água doce) gostam de cavar, seja para se esconder, seja para brincar.

Atenção à luminosidade: lagostas de água doce são animais de hábitos noturnos.

De modo que a lagosta não fuja, os aquários devem ser cobertos com tampa removível, filtro, filme-plástico ou papel-alumínio.

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Agora que você já conhece importantes informações sobre algumas espécies de lagostas de água doce, além de dicas sobre como cria-las em cativeiro, continue conosco e visite também outros artigos do site.

Até as próximas leituras.

REFERÊNCIAS

MARICATO, O. Globo Rural. Lagostim. Disponível em: < http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC628484-1489-6,00.html>;

Planeta Invertebrados. Parastacus brasiliensis. Disponível em: < http://www.planetainvertebrados.com.br/index.asp?pagina=especies_ver&id_categoria=26&id_subcategoria=21&com=1&id=201&local=2>;

WikiHow. Como Cuidar de um Lagostim. Disponível em: < https://pt.wikihow.com/Cuidar-de-um-Lagostim>.

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