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Cobras da Bahia

Você sabia que o Brasil possui mais de 300 espécies de cobras? Pois é, um número muito alto! Ainda bem que a maioria delas não é peçonhenta. Já pensou se grande parte delas possuísse veneno? Seria horrível!

As cobras estão espalhadas entre os 26 estados do Brasil mais o Distrito Federal. Como elas vivem nas matas e florestas, obviamente, a maioria das serpentes se encontra na região Norte.

Porém, regiões mais secas (como o Nordeste), também possuem suas espécies. São cobras que se adaptam com o clima quente e ambiente com menos umidade.

Aqui será falado sobre as cobras que estão presentes no estado baiano, especificamente. Confira abaixo quais são!

Cobras Que Vivem no Estado da Bahia

Apesar de haver um catálogo das espécies no estado, mesmo assim, é muito difícil saber quais são as serpentes que vivem na Bahia. Só para ter uma noção, nos últimos anos, novos gêneros foram colocados na lista de animais viventes no local.

Algumas que foram registradas nunca apareceram no estado anteriormente! Isso se deve a uma migração das cobras de outros estados. É muito difícil saber como elas estão aparecendo. Um dos motivos pode ser a destruição do habitat natural, assim, elas acabam procurando outro lugar para morar.

Das que podem ser encontradas no estado baiano, algumas delas são:

Jararaca-Verde

Ela é uma cobra que vive nas árvores. Sua coloração — como o próprio nome diz — é esverdeada, com algumas listras amarelas na parte de baixo do corpo. Seu tamanho é relativamente pequeno, não ultrapassando 1 metro.

É bem difícil de encontrá-la em bando, pois têm hábitos solitários. Se encontrar alguma, saiba que é improvável que outra esteja perto em todo o território. Apesar de ser uma cobra encontrada na Bahia, sua maior abundância está no estado do Acre.

Ela é rara, não existem muitos registros dessa serpente. Um dos motivos é que a vegetação em que ela se encontra a camufla muito. Outra explicação é por ela viver em árvores altas, dificultando sua localização.

Sua alimentação é de mamíferos pequenos e pássaros — suas presas favoritas. Além disso, ela também come ratos, lagartos e rãs de pequeno porte.

É venenosa, não leva o nome de jararaca à toa. O bote em humanos é fatal, pois, como vive na copa das árvores, seu ataque atinge a cabeça ou o pescoço.

Jararaca-da-Seca

É a única espécie de jararaca que consegue se adaptar bem ao clima da caatinga. Seu tamanho é bem inferior ao de seus parentes, ela não chega aos 60 centímetros.

Seu corpo é amarronzado com formas triangulares. Seu ventre possui a cor amarela. Essa categoria só é encontrada no nordeste brasileiro, e sua maior abundância é no estado que estamos apresentando, a Bahia.

Não se engane ao vê-la: apesar do seu tamanho, seu veneno é bem potente.

Sua alimentação restringe-se a lagartos e ratos. Um fato curioso e que deve ser citado: Ela está sendo cada vez mais encontrada nas cidades. Por quê? Porque a sujeira atrai os ratos.

Jararaca-da-Seca Comento um Rato
Jararaca-da-Seca Comento um Rato

Consequentemente, os ratos atraem as cobras.

Malha-de-Sapo

Jararaca Malha-de-Sapo
Jararaca Malha-de-Sapo

Outra que é bem comum na Bahia. Ela é a serpente venenosa mais comum em todo o Nordeste. Seu tamanho médio é de 1,2 metros, porém existem registros de malha-de-sapo com 1,5 metros de comprimento.

90% dos acidentes com cobras no Brasil são de jararacas. A grande responsável por ataques em todo o Nordeste brasileiro se deve a ela.

Ela é uma espécie bem agressiva. Sua expansão territorial está acontecendo por causa do desmatamento, então, assim como a jararaca-da-seca, está mais comum ter encontros com essa serpente pela cidade.

Caiçaca

Entre todas as jararacas, esta é considerada a mais agressiva. É uma das cobras mais peçonhentas do cerrado. Seu tamanho pode chegar a 1,6 metros, sendo uma cobra de grande porte.

Sua alimentação é praticamente a mesma de todas as cobras listadas aqui: lagartos, cobras e pequenos roedores.

Sua coloração é clara, quase bege. Possui algumas manchas mais escuras no corpo e seus olhos são amarelo-claros.

Uma peculiaridade dela, é que seus botes podem acontecer na posição vertical, isso é bastante incomum. Com isso, ela pode atingir as partes mais altas do corpo da pessoa — como a barriga ou os braços, por exemplo.

A toxina injetada na vítima é bastante perigosa, pois ela pode destruir as fibras musculares e os tecidos.

Jararaca-Tapete

Jararaca-Tapete Comendo um Anfíbio
Jararaca-Tapete Comendo um Anfíbio

Ela deve ser listada aqui, pois está ameaçada de extinção. Além da Bahia, apenas em Minas Gerais ela pode ser encontrada.

Não á muitas informações sobre ela. O que se sabe é que seu tamanho médio é de 1 metro de comprimento. Sua alimentação é restrita a animais pequenos como lagartos e outros anfíbios.

O que destaca nela é que sua cauda é bastante grossa, impulsionando-a a dar botes mais certeiros. Seu veneno é bastante agressivo, podendo matar.

Coral-Verdadeira

Uma das mais conhecidas do Brasil e com a toxina mais mortal. Ela ostenta o ranking de cobra mais venenosa do país. Sua coloração é distinta de todas as outras: vermelha, preta e amarela.

A picada de uma dessas vai causa visão dupla e borrada. Além disso, a sua expressão fácil será alterada, uma salivação sem parar vai acontecer e uma dor muscular intensa vai predominar no corpo.

O seu veneno não leva à morte, porém, ele causa insuficiência respiratória em algumas horas. Por isso, o óbito vem por consequência da picada e não do veneno em si.

Não é uma espécie exclusiva da Bahia, porém, ele é um dos estados em que mais ocorreram picadas dessa serpente.

Ela vive em ambientes onde pode passar despercebida.  Buracos no chão, debaixo de pedras, no meio das folhagens ou nos galhos das árvores. São esses lugares que elas preferem estar.

Como é pequena — dificilmente chegando a um metro — sua alimentação é baseada em animais minúsculos. Lagartos, ratos e alguns répteis são suas presas.

Algo bastante curioso é que existe uma espécie muito semelhante a ela, a coral-falsa. Suas cores são praticamente as mesmas, porém, a falsa não possui veneno.

Uma última informação: ela não dá bote. Seu veneno é injetado através da mordida.

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