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Borboleta Azul: Características, Nome Cientifico e Fotos

Borboleta Azul

Conhecida por lendas ou por um acontecimento econômico do país inglês, as borboletas azuis são muito famosas pelo mundo todo, devido a sua beleza, extinção, particularidade com as formigas e vespas, entre outras tantas curiosidades que envolvem o universo desse pequeno animal.

Ao contrário da maioria das borboletas, que possui um ciclo de vida pequeno, a borboleta azul pode viver por até um ano em média e por isso tem sua vida classificada como longo no que se trata de insetos.

Continue lendo esse artigo produzido pelo mundo ecologia para saber mais sobre a borboleta azul e todas as suas características.

Características da Borboleta Azul

Seu nome científico é Maculinea alcon e é uma espécie mirmecófila, ou seja, que depende de formigas para sobreviver. Veremos mais detalhadamente sobre isso nesse mesmo tópico.

Se destaca pela cor maravilhosa e intensa das suas asas azuis, que se confunde entre as flores que costumam habitar que são roxas com leve fundo azul. Essa cor é por conta da sua alimentação durante o período de larva, já que elas só comem flores gencianas e nenhuma outra. Seus ovos são depositados nessas flores também.

Quando crescem o suficiente antes da transformação de borboleta, descem ao solo e emitem hormônios iguais as das larvas de formigas, confundindo as formigas operárias que levam as larvas de borboletas azuis para seu abrigo e as alimentam, além de comerem também as larvas de formigas, enfraquecendo as famílias para sua fuga posteriormente.

Depois se transformam em pupa, e hibernam até amadurecerem e virarem borboletas azuis. Na sua fuga do formigueiro, as hospedes veem as borboletas como predadores e as atacam, porém, suas asas possuem escamas que conseguem sair facilmente, facilitando para sua escapatória e ida para o habitat natural.

Quando adultas se alimentam de frutos que são encontrados no chão e néctar das gencianas, se reproduzem no verão e por isso, são facilmente vistas durante os períodos de calor devido a sua coloração azul nos machos. No caso das fêmeas, as borboletas são marrons com algumas manchas redondas brancas, lembrando muito a borboleta pavão.

Suas larvas também precisam das formigas para sobreviverem pois possuem cores fortes como verde e amarelo e são facilmente vistas entre o azul e roxo das gencianas pelos seus predadores.

Além das formigas, as vespas também fazem parte da história da borboleta azul. Esse animal costuma entrar em formigueiros dispersando e confundindo as formigas, e depositam seus ovos sobre a larva de borboleta, fazendo que ela vire pupa junto com esses ovos dentro do seu casulo. Depois que suas larvas eclodem, elas comem o animal, o que impede a reprodução dessa espécie.

Vivem na Europa, principalmente em Portugal e no sul da Ásia.

Lenda da Borboleta Azul

Borboleta Azul na Mão de uma Mulher
Borboleta Azul na Mão de uma Mulher

Existe uma história oriental muito famosa e com uma lição valiosa sobre escolhas e responsabilidades sobre nossas ações. Essas histórias são passadas de geração em geração, geralmente envolvendo beleza, inteligência e sabedoria dos animais junto à espécie humana.

A História Retrata O Seguinte:

Um viúvo cuidou das suas duas filhas com muita atenção e carinho após a morte da mãe. Porém, as meninas eram muito curiosas e inteligentes, e por conta disso o pai se sentiu não capaz de suprir todo o conhecimento que elas queriam e perguntas que faziam.

Pensando no melhor para elas, ele enviou as duas para viver com um mago da floresta, que respondeu todas as suas dúvidas e perguntas. Mesmo assim, as meninas não estavam satisfeitas e só poderiam sair de lá, caso o vencessem.

Uma delas então planejou pegar uma borboleta azul na floresta, colocar em sua mão e perguntar ao mago se a borboleta estava viva ou morta. Se ele respondesse que com vida, ele esmagaria a borboleta. Se ele respondesse que morta, ela deixaria a borboleta partir, vencendo assim o sábio.

Capturando o animal, ela se encontrou com ele e fez a pergunta: senhor, a borboleta está viva ou morta? A resposta, porém, a surpreendeu! O mago disse: depende da sua vontade, a borboleta está em suas mãos.

Essa história nos remete que muitas vezes somos responsáveis pelo que planejamos e pelas nossas escolhas, a sabedoria e responsabilidade emocional são fatores muito importantes na cultura oriental, e por conta disso, esse conto é tão famoso.

Fator Econômico e Borboletas Azuis

Além de crônicas culturais de um país, as borboletas azuis também são famosas, devido a fatores econômicos.

No fim dos anos 70 na Inglaterra, a população de coelhos havia crescido absurdamente e por conta disso, estavam acabando com a agricultura do país já que esses frutos, legumes e folhas serviam para serem vendidos e reverter para a economia de alguns fazendeiros.

Os responsáveis pelas plantações colocaram uma espécie de veneno e vírus nos locais que os coelhos iam comer que os deixavam mais lentos e por isso mais fáceis para serem capturados, já que sua reprodução é muito rápida e difícil de conter.

Com isso, a população de coelhos diminuiu e as plantações voltaram ao normal por um tempo. Porém, quando se trata de natureza, tudo é um ciclo e uma espécie depende da outra para existir ou ser contida.

Com o crescimento das ervas daninhas que alimentavam os coelhos, as formigas que habitavam esses lugares pararam de existir já que comiam a grana mais baixa e próxima da terra. Essa formiga era a mesma responsável por cuidar das larvas das borboletas azuis que desciam ao solo e depois reacendiam dos formigueiros quando adultas.

Borboletas Azuis
Borboletas Azuis

Com a larva da borboleta azul sendo presa fácil para os outros animais, pois como vimos acima, suas cores levam destaque entre as gencianas por terem contrastes, sua espécie entrou em extinção total em alguns locais e as gencianas e frutos que dependem das borboletas para se reproduzirem também entraram em estado de atenção.

Esse caso, assim como a crônica também é utilizado para sabedoria popular, já que é costume de homens envolverem e mexerem nos processos da natureza sem saber os resultados de suas ações. Algumas vezes podem dar certo, já que a ciência foi criada para ajudar, outras vezes não.

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