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Ararinha Azul em Extinção: Fotos e Características

Depois de analisarem 59 espécies de aves, pesquisadores da Bird Life, chegaram a conclusao de que nove destas espécies já estão oficialmente extintas, entre as quais, quatro ocorriam em terras tupiniquins: Limpa-folhas-do-nordeste (Philydor novaesi); Trepador-do-nordeste (Cichlocolaptes mazarbarnetti); Caburé-de-pernambuco (Glaucidium mooreorum); Ararinha-azul (Cyanopsitta spixi).

O Que é Extinção?

A morte do último indivíduo, o registro de apenas indivíduos de um mesmo sexo ou a existência de indivíduos apenas em cativeiro da espécie, caracterizam a extinção. Entretanto algumas outras circunstâncias são levadas em conta. Vamos analisar, caso a caso:

Vamos Analisar, Caso a Caso:

Limpa-Folhas-Do-Nordeste (philydor Novaes)

Da familia dos Furnalidae.Esta espécie endêmica, só ocorria em áreas da Mata Atlântica.Em virtude da maciça degradação de seu ambiente, este pássaro, provavelmente, não conseguiu adaptar-se a outras ambientes.Em virtude de não ter sido observado na natureza há muitos anos, última vez em 2011, foi considerado extinto.

Trepador-do-Nordeste (Cichlocolaptes marzarbanetti)

Da família dos Turdídeos.Assim como a espécie limpa-folhas-do-nordeste, este pássaro,era uma espécie endêmica da Mata Atlântica.Aliando-se ao fato da degradação de seu ambiente, e da óbvia dificuldade de adaptação a outros ambientes, existem pouquíssimos registros e estudos confiáveis quanto as suas características, de tão rara suas aparições. O estudo da condição de extinção destas duas espécies mencionadas, até então, traz a tona, dois critérios, que são levados em conta ao se estabelecer esta condição de extinção da espécie: – A escassa quantidade de estudos e pesquisas publicados, alusivos à espécie; – A ausência de aparições e portanto registros, como fotos e vídeos, confiáveis num determinado período;

Trepador-do-Nordeste
Trepador-do-Nordeste

O registro de ararinha-azul em seu habitat natural em regiões como a caatinga seca e as florestas em torno de braços temporários do Rio São Francisco onde predominam as caraibeiras ou ipe-amarelo-do-cerrado (Tabebuia caraiba), portanto muita oferta de alimentos, locais pra desova, construção de ninhos e alimentos, deveria ser mais corriqueira, entretanto há muito tempo, não obstante todas as expedições formadas com o intuito de registra-las, não lograram êxito. Há muitos anos ninguém vê uma ararinha azul na natureza. Vale lembrar que tanto o trepador-do-nordeste, como o limpa-folhas-do-nordeste, compartilhavam este mesmo bioma em suas últimas aparições, e mesmo nossa misteriorissima coruja, a cabure-de-pernambuco, foi descrita por um pesquisador da Mata Atlântica (Reserva Biológica de Saltinho- Rio Formoso – PE).

Extinção da Ararinha-Azul – A Exploração

Com sua penugem e pele azuladas, a ararinha azul sempre despertou a cobiça dos traficantes de aves e colecionadores , que a tornaram valiosissima e extremamente desejadas. Acredita-se que a exploração ilegal tenha sido o principal motivo de dua extinção. Nos lugares em que ocorriam, eram capturadas e retiradas do seu ambiente, ovos eram roubados do ninho e filhotes ainda frágeis eram apreendidos, sendo adotadas como bichinhos
de estimação, como se fosse um papagaio ou um periquito, sem as devidas precauções em relação as suas necessidades fisiológicas, e sem o conhecimento científico de suas limitações.

Extinção da Ararinha-Azul – A Reprodução

Os registros que descrevem dados quanto a reprodução da ararinha azul, foram feitos através da observação do comportamento de uma ararinha macho, com uma fêmea de maracanã, além de relatos variados de caçadores, pois a ararinha-azul apresenta uma baixíssima taxa de natalidade, veja por que:

Certamente, como caracterísco dos psitacídeos, a ararinha-azul é monogâmica. O casal revezam-se a cuidar dos prospectivos filhotes até os sete anos, quando então, estes se acasalam para gerar nova família.40/% dos seus ovos são predados por gralhas, tucanos e gambás, então em uma ninhada, só a metade vai ser chocada. A fêmea passa 28 dias chocando seus ovos, em tempo integral, colocando-se em risco de ser expulsa do ninho, por fêmeas de outras espécies a procura de tocas, para colocarem seus ovos, em virtude da baixa oferta de árvores.

Os casais cooperam nos muitos cuidados exigidos pelos filhotes, e são muitos mesmo, como vimos.

À noitinha os bandos se reúnem em árvores , daí porque o desmatamento contribui tanto pra extinção. Se alimentam de castanhas de acuri caídos no terreno e ruminados pelo gado ou por outros mamíferos, por isso tão susceptíveis ao desequilíbrio ecológico. O coco da bocaiuva a ararinha -azul come no cacho. Sementes, frutas, larvas e insetos, também fazem parte do seu cardápio.

Extinção da Ararinha Azul – Comportamento

Ararinha Azul - Nome Científico
Ararinha Azul – Nome Científico

A ararinha-azul mede entre 55 e 60 cm. de comprimento, de uma ponta a outra das asas medem em média 1,20 cm. e pode pesar até umas 400 gr.Sua plumagem é coberta de tons de azuis, no ventre tons de verde pálido e tons mais intensos de verde e azul nas asas e na cauda, aspecto desejável ao comércio ilegal. Gostam de voar em pares ou grupos, por isso que a última aparição registrada desanimou os pesquisadores, a ararinha azul estava sozinha.Os casais cooperam nos muitos cuidados exigidos pelos filhotes.

À noitinha os bandos se reúnem em árvores , daí porque o desmatamento contribui tanto pra extinção.Se alimentam de castanhas de acuri caidos no terreno e ruminados pelo gado ou por outros mamíferos, por isso tão susceptíveis ao desequilíbrio ecológico. O coco da bocaiuva a ararinha -azul come no cacho. Sementes, frutas, larvas e insetos, também fazem parte do seu cardápio.

Esperança

A extinção pode ser, apenas local, quando eventos climáticos levam ao desaparecimento de determinada espécie. Ambientalistas tem concluido que na maioria dos casos a intervenção humana nestas ocorrências, tem sido o gatilho causador deste verdadeiro “massacre biológico”.

Estudos mais recentes indicam que em vista das transformações ocorridas na cabeceira norte do Rio São Francisco, por conta do avanço do agronegócio e da construção da barragem do Sobradinho, que modificou completamente aquele bioma, teoriza-se que tenha provocado o deslocamento de populações de ararinha azul, do seu habitat natural para outros biomas, expedições tem sido feitas para investigar esta probabilidade.

Preocupação

A arara-azul-pequena (Anodorhynchus glaucus), que vivia no sul, está vivendo o mesmo drama, também a rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis), o estufado-baiano (Merulaxis stresemanni) e o Tietê-de-coroa (Caliptura cristata) encomtram-se provavelmente extintos em virtude do tráfico ilegal de aves nativas.

Cativeiro

Estima-se que hajam em cativeiro fora do Brasil algo em torno de 60 a 80 espécimes de ararinha –azul.O IBAMA assinou acordo que pretende que até o final deste ano pelo menos 50 destas ararinhas-azuis nos sejam devolvidas.
Na esperança de reverter esta previsão ominosa da Bird Life, foram criadas em Curaça, na Bahia, duas unidades de conservação e um centro de proteção que visam garantir a preservação.Me permitam parabenizar as realizações dos pesquisadores incansáveis do Projeto Arara Azul.

Acredita-se que a partir deste ano, alguns indivíduos já possam ser reintroduzidos na natureza
e em poucos anos se estabilize sua população.
Não desistam!

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