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Arara Maracanã-Guaçu ou Naracanã-Açu Com Fotos

A arara é um dos pássaros mais belos de nossa fauna, e algumas espécies são realmente muito interessantes. É o caso, por exemplo, da arara maracanã-guaçu ou, como ela também é chamada, arara maracanã-açu.

A seguir, vamos falar um pouco mais desta ave fascinante.

A Arara Maracanã-Guaçu e Suas Principais Características

Seu nome científico é Ara severus, que é uma junção do tupi (ara – que designa várias espécies de araras) com o latim (severus – que significa severo, sombrio, cruel). Um nome, inclusive, com certa injustiça, já que se trata de uma ave bastante amigável. São da mesma família dos nossos conhecidos papagaios. Já, o nome popular (maracanã) é usado para designar várias espécies de araras pelo Brasil, o que remete, claro, ao famoso estádio de futebol no Rio de Janeiro, que, por sua vez, recebeu esse nome devido ao riacho Maracanã.

Em termos de tamanho, essa arara mede até 51 centímetros de cumprimento, e não chega a pesar mais do que 400g. A cor dela é, em geral, verde escura, com a parte da frente do corpo sendo marrom, e a face sendo esbranquiçada. A borda das asas é vermelha, com o rabo tendo uma borda azul, assim como a coroa da sua cabeça. Bom destacar também que a fêmea é idêntica ao macho (fisicamente falando).

Mesmo sendo mini-araras em comparação a outras espécies, a maracanã-guaçu possui uma tremenda força física. Tanto é que, por dia, ela pode voar centenas e centenas de quilômetros somente à procura de alimento. Trata-se de uma espécie frequente usada como ave de estimação, mas, em estado selvagem, habita florestas úmidas e semi-úmidas, várzeas, pântanos, ou até mesmo ribeiras. Em voo, podem alcançar de 300 a 2000 metros de altitude.

A sua distribuição geográfica compreende duas grandes áreas. A primeira delas começa no Panamá, passa pelo norte da Colômbia, vai para o oeste da Venezuela, e chega até o Equador e o norte do Peru. Já, a outra área corresponde a Amazônia, mais precisamente das Guianas até o norte da Bolívia. No Brasil, ela pode ser encontrada da Amazônia à Bahia, passando pelo Mato Grosso, podendo ser mais facilmente encontrada nas matas ribeirinhas dos rios Cuiabá e São Lourenço.

Preferindo áreas que são inundadas regularmente, essa ave vive em pequenos grupos, ou simplesmente em pares. Quando os recursos alimentares são abundantes, no entanto, essas araras podem se reunir em grupos maiores de indivíduos.

Durante o dia, essa espécie é essencialmente arbórea, preferindo ficar mais no topo das árvores, bem escondida em meio à folhagem espessa do local. Por isso mesmo são araras que podem ser mais vistas ao amanhecer ou ao entardecer, que é quando saem para traçar rotas regulares, seja para descanso, seja para alimentação.

E, já em termos de alimentação, essa arara é totalmente vegetariana. Incluem sementes (como as de açacu e acaju) e frutas, como laranjas, kiwi, alças, maçãs, uvas, pêssegos e ameixas. Ainda podem comer certas espécies de flores, como as eritrinas.

Como é a Reprodução Da Arara Maracanã-Açu?

Como deu pra perceber em suas principais características, a maracanã-guaçu possui uma área de distribuição bem abrangente, e, por isso, os seus aninhamentos precisam ser feitos em épocas distintas a depender do lugar. Por exemplo: entre março e maio, a melhor região é na Colômbia. Já, entre fevereiro e março, no Panamá. E, por aí vai.

Em geral, essas aves fazem seus ninhos em palmeiras mortas, podendo colocar os seus ovos também em fendas nas rochas. Essa arara deposita por vez de 2 a 3 avos, e a incubação pode levar até 28 dias (em especial, em cativeiro).

Já, o ciclo reprodutivo é bem longo se comparado a outras espécies, com os filhotes ficando no ninho por um mínimo de 9 meses, mais ou menos. Até que isso aconteça, a fêmea irá ficar bem próxima aos seus filhotes, garantindo que o calor do seu corpo os aqueça, enquanto o macho é quem providencia comida para a família. Porém, a partir dos 2 meses de idade, os filhotes já começam, timidamente, a saírem dos seus ninhos.

Como Está Sendo a Conservação da Arara Maracanã-Açu?

Casal de Arara Maracanã-Guaçu
Casal de Arara Maracanã-Guaçu

Muitas aves sofrem bastante com o desmatamento de seus habitats, mas como a maracanã-guaçu pode residir em áreas bem extensas, ela consegue não ser tão afetada assim com essa questão. O grande problema, no entanto, é a caça predatória que tem por objetivo vender essa ave como animal de estimação, o que fez com que as populações dela diminuíssem gradativamente ao longo dos anos, mesmo que existam países, como a Bolívia, que proíbem esse comércio por lei.

Por isso mesmo a criação dessa espécie em cativeiro está ficando cada vez mais comum, seja através da importação de espécimes selvagens, seja no nascimento de pequenas araras com o intuito de salvar a espécie. Interessante notar que se trata de uma ave facilmente adaptada ao meio em que vive, e as que se encontram em cativeiro rapidamente deixam de lado alguns comportamentos naturais.

A maracanã-açu é uma arara procurada como animal doméstico pelo fato dela ser dócil e amigável. Se criadas desde filhotes, podem ser colocadas soltas no ambiente, e comem até na mão de seus donos. Pra quem cuida desses animais, inclusive, sabe que essa espécie de arara é bastante ativa, e que para ela viver feliz por muito tempo é necessário que haja uma interação diária com elas, sempre com muitos jogos e brincadeiras.

Apesar da caça para o comércio ilegal, essa espécie de arara, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, não está gravemente ameaçada de extinção. Porém, mesmo com sua ótima capacidade de adaptação (principalmente, em cativeiro), e por ter uma área de habitat natural bem extensa, é preciso ficar atento, pois a população dessas aves pode começar a diminuir gradativamente, visto que desmatamentos continuam a todo o vapor, e muitas espécies morrem em transportes clandestinos para serem comercializadas.

Portanto, caso queira ter uma ave dessas em sua casa (algo bem comum), procure criadores legalizados, e não compre em locais clandestinos, onde, claramente, esses pássaros são maltratados. Preservar a nossa flora pressupõe essas atitudes simples, mas que são muito eficazes.

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