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Aranhas Noturnas: Quais São As Espécies e os Seus Nomes

As aranhas são membros do filo dos Artrópodes, da classe Arachnida, cujos registros apresentam um número superior a 40.000 espécies, com as mais diversas características e nomes científicos.

Desde a assustadora “aranha-golias-comedora-de-pássaros”, com os seus assustadores 30 cm de comprimento. Passando pela singular e quase mítica Viúva-negra (a Latrodectus mactans) – uma espécie que acabou ficando famosa pelo seu hábito bastante exótico de devorar os machos após a cópula.

A até mesmo a minúscula “Patu-dígua” que, do alto dos seus “assustadores” 0,36 mm de comprimento, configura-se como a menor aranha do mundo – totalmente inofensiva –, e que no ambiente urbano e rural de países como Venezuela, Colômbia, Bolívia, entre outros países próximos, tornou-se quase como uma espécie de estimação.

As aranhas pertencem àquela categoria de animais considerados verdadeiros tormentos na vida do homem urbano ou rural, muito por causa da facilidade com que se adaptam a ambos os ecossistemas.

Calcula-se que as aranhas estejam entre nós há pelo menos 540 milhões de anos, resistindo, bravamente, a toda e qualquer alteração climática – alterações que, sobre elas, agem como se até fora eventos de pouca importância.

Mas o objetivo desse artigo é fazer uma lista com algumas das mais singulares e exóticas aranhas que possuem hábitos exclusivamente noturnos. Com os seus respectivos nomes científicos, além das características que as diferenciam umas das outras.

1.Aranha-Armadeira

A aranha-armadeira é um assombro! Ela é uma espécie do gênero Phoneutria, bastante conhecida pela sua agressividade, bem como por ser uma caçadora voraz!

Diferentemente do que se poderia imaginar, ela não constrói teias para a captura das suas vítimas. Nada disso! Ela simplesmente as caça! De forma implacável! E com o auxílio da sua poderosa neurotoxina capaz de paralisar uma vítima em poucos segundos.

Com a sua ajuda, as armadeiras fazem uma verdadeira farra, ao banquetear-se com os mais diversos tipos de insetos, desde grilos e gafanhotos, passando por moscas, pernilongos e louva-a-deus, a até mesmo besouros, cigarras, baratas, entre outras espécies que não lhes conseguem opor a menor resistência.

A aranha armadeira também pode ser encontrada com os sugestivos apelidos de aranha-de-bananeira, aranha-macaco, ou simplesmente “armadeira”; denominações que recebe essa espécie tipicamente sul-americana, e que dificilmente ultrapassa os 4 ou 6 cm de comprimento.

2.Aranha-Golias

A aranha-golias é uma outra espécie de aranha com hábitos noturnos. O seu nome científico é Theraphosa blondi. Ela também pode ser encontrada com o nem um pouco amistoso nome de “aranha-golias-comedora-de pássaros”, em uma alusão à sua capacidade de introduzir até mesmo filhotes de pássaros à sua dieta.

Esse animal é um fenômeno! Uma exuberância da natureza! Um gigante, capaz de atingir até 30 cm!, e por isso mesmo é considerada a mais robusta dentre todas as espécies do reino selvagem.

A Theraphosa-blondi é um animal agressivo, endêmico do Brasil (especialmente da região norte), mas que também pode ser encontrado em países como Venezuela, Colômbia, Guiana Francesa e Suriname.

Ela pertence à comunidade das tarântulas, que caracterizam-se justamente pelo porte robusto e por dificilmente serem venenosas – apesar de possuir uma mordida capaz de causar grandes estragos.

3.Aranha-Marrom

Essa é uma outra espécie de aranhas noturnas. O seu nome na verdade é um termo genérico para designar diversas espécies com os mais diversos nomes científicos.

Elas pertencem ao gênero Loxosceles, e apesar de não serem agressivas, são conhecidas por, ao serem incomodadas, defenderem-se por meio de uma picada dolorosa, capaz de inocular uma devastadora toxina, responsável, entre outras coisas, por necrosar o local afetado.

A aranha-marrom possui uma estrutura que envolve um corpo com no máximo 4 cm de comprimento, com coloração entre o castanho-claro e o castanho-escuro, um conjunto composto por 6 olhos com tonalidades meio leitosas, entre outras características.

Elas também caracterizam-se pela facilidade com que habitam os ambiente urbanos e rurais. Durante o dia podem permanecer praticamente invisíveis, escondendo-se em frestas, fendas, cantos, buracos, cascas de árvores, bases de pedras, etc., para só à noite saírem em busca das suas principais presas, entre as quais, moscas, grilos, pernilongos, baratas, gafanhotos, cigarras, entre outras espécies de insetos.

4.Hysterocrates Gigas

Aqui temos um perfeito exemplar de uma espécie africana, com hábitos noturnos, também conhecida pelo nome de Cameron Red Baboon.

Diretamente das savanas africanas, surge um animal assombroso, capaz de atingir um comprimento que oscila entre 25 e 28 cm, com um comportamento agressivo, arredio e temperamental – típico de uma predadora voraz.

O que a Hysterocrates prefere mesmo é passar longos períodos do dia em tocas, grutas, fendas, bases de pedras, entre outros locais como esses, para somente à noite sair à caça das suas presas favoritas, entre elas, insetos, pequenos invertebrados (lacraias, centopeias, etc), anfíbios, caracóis, entre outras espécies.

Para tal, ela inocula na vítima a sua poderosa toxina, suficiente para causar a paralisia dos músculos, e com isso torná-la uma presa facilmente digerível.

5.Aranha-Caranguejeira

Por fim, essa outra espécie de aranha com hábitos noturnos, que pode ser conhecida por diversos nomes científicos, entre as quais, Theraphosa-apophysis, T. blondi, Theraphosa-stirmi, entre inúmeras outras denominações que elas recebem de acordo com o seu habitat de origem.

Elas também pertencem a essa terrível e horripilante comunidade das tarântulas, da família Theraphosidae – espécies que podem ser facilmente identificadas pelos seus corpos volumosos, peludos, em tons mais escuros, entre outras características que as tornam as mais assustadoras entre os membros dessa famigerada classe Arachnida.

A que nós conhecemos aqui no Brasil é a aterradora Lasiodora parahybana, espécie endêmica da região nordeste do país, que tornou-se famosa por ser descrita como a segunda mais robusta e volumosa do mundo – só atrás mesmo da monstruosa e descomunal “aranha-golias”.

Essa variedade, apesar de agressiva, não possui um veneno que se possa chamar de agressivo. A sua picada no máximo pode causar dor, inchaço, vermelhidão, entre outros sintomas com menor intensidade.

Por mais incrível que isso possa parecer, são os seus pelos as suas maiores armas! Elas são capazes de causar uma espécie de irritação local que pode valer por uma verdadeira picada!

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