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Aranha Marrom É Venenosa? Características e Nome Científico

A aranha marrom é sem dúvida a espécie de aranha mais temida e incompreendida em muitas partes. Vamos abordar um pouco do que se sabe aqui e sobre o potencial de perigo que é atribuído a ela mas, principalmente, desmistificar um pouco as históricas e esclarecer alguns equívocos realizados tanto pelo público quanto pela própria comunidade médica.

Aranha Marrom: Características E Nome Científico

As genuínas aranhas marrons, as legítimas, pertencem todas ao gênero de nome científico loxosceles, gênero da família sicariidae e distribuídas em quase todo o mundo, em áreas mais quentes e úmidas.

Todas têm seis olhos dispostos em três grupos de dois (díades) e a maioria delas são amarronzadas, como o característico marrom escuro marcando no cefalotórax. As aranhas marrons vêm com muitas marcas variando muito dentro da mesma espécie.

A maioria das loxosceles pode viver por um ano e meio a dois anos. Muitas espécies deste gênero podem viver por muito tempo sem comida ou água. Eles têm cerca de 7 a 12 mm de comprimento.

As aranhas marrons loxosceles alimentam-se de qualquer presa pequena disponível, e tem sido observado que prefere a caça excessivamente ao invés de caçar ativamente. Sua atividade é predominantemente noturna.

É difícil referir-se a uma só no artigo pois a confusão em relação a espécie é muito grande. São cerca de 122 espécies de loxosceles no mundo, segundo o World Spider Catalog, e provavelmente há pelo menos oito espécies desse gênero em território brasileiro, que são:

Loxosceles similis, loxosceles amazonica, loxosceles gaucho, loxosceles intermedia, loxosceles laeta, loxosceles adelaida, loxosceles hirsuta e loxosceles anomala. No Brasil, atribui-se também a existência dessas outras espécies:

Loxosceles chapadensis, loxosceles immodesta, loxosceles muriciensis, loxosceles niedeguidonae, loxosceles puortoi e loxosceles willianilsoni (podem ser apenas sinonímias das já mencionadas acima. Não há dados científicos abrangentes sobre nenhumas das espécies).

A Aranha Marrom É Venenosa?

Sim, todas as espécies desse gênero são venenosas. Elas têm venenos potentes destruidores de tecidos contendo o agente dermo-necrótico, a esfingomielinase D, que só é encontrada em poucas bactérias patogênicas. Pessoas vítimas de mordida dessas aranhas podem sofrer efeitos chamados de loxoscelismo. Pesquisas recentes indicaram que o veneno é composto em grande parte por nucleosídeos sulfatados, embora esses compostos sejam descobertas relativamente novas, portanto, pouco se sabe sobre eles.

O veneno produz lesões necróticas que demoram a cicatrizar e podem requerer enxertos de pele. Raramente, o veneno é transportado pela corrente sanguínea, causando a destruição dos glóbulos vermelhos. O veneno é idêntico em aranhas masculinas e femininas, mas as fêmeas podem ter quase o dobro da concentração de toxinas. Em geral, porém, elas não são agressivos e comumente ocupam habitações humanas sem causar problemas.

Aranha Marrom Andando Em Cima de Um Tênis
Aranha Marrom Andando Em Cima de Um Tênis

Elas não vão atacar humanos furiosamente como se fôssemos parte de seu cardápio ou uma ameça inimiga que precisa ser neutralizada. Pelo contrário, a tendência dessas aranhas é se manter escondidas dos humanos, afastando-se rapidamente ao notar nossa presença. Todos os casos que ocorreram, sem exceção foram resultados de acidentes provocados por humanos. E como reagir se acontecer?

Até Que Ponto Deveríamos Nos Preocupar?

Uma família morava em uma casa cheia de aranhas marrons (mais de 2000 delas). Por meio ano, por oito meses especificamente, permaneceram ali e nenhuma mordida ocorreu. Mesmo em lugares onde as aranhas marrons são comuns, as mordidas são muito raras. Dessas picadas raras que realmente já ocorreram, a grande maioria das mordidas foi tratada apenas com repouso, gelo, compressão e elevação, sem quaisquer consequências desastrosas.

Menina Segura Aranha Marrom Na Mão
Menina Segura Aranha Marrom Na Mão

A pequena porcentagem de picadas que são muito sérias são as que recebem toda a atenção tanto na literatura médica quanto na mídia, o que levou ao equívoco de que mordidas de aranhas marrons são sempre severas, requerem hospitalização, resultam em extensa cicatriz e assim por diante. E justo por apenas se destacar esses casos raros que se cria um conceito de temor generalizado, mas descabido.

Além disso, existe em muitos casos a possibilidade de ter havido um diagnóstico incorreto, pois muitos foram baseados somente no testemunho dos pacientes ou baseados nos efeitos apresentados. Mas vale saber que outras condições também provocam efeitos semelhantes.

Nem Todo O Mal Vem Da Aranha Marrom

Muitos tipos de feridas na pele são confundidas ou consideradas como resultado de uma picada de aranha marrom. Várias doenças podem mimetizar as lesões da picada, incluindo a doença de Lyme, várias infecções fúngicas e bacterianas e a primeira ferida da sífilis.

É importante associar a aranha diretamente com a mordida para evitar tratamento inadequado, e para tratar com sucesso infecções comuns ou outras condições, se nenhuma aranha foi vista. Se você estiver certo sobre ter sido picado, tente levar também a aranha contigo ao médico (ou uma foto nítida dela). Isso contribuirá pra um diagnóstico e tratamento correto.

Além disso, as picadas ocorrem mais frequentemente como uma defesa quando a aranha fica presa contra a pele, em roupas, por exemplo. Inseticidas muitas vezes não conseguem matar essa aranha, causando apenas uma intoxicação em seu sistema nervoso e induzindo a aranha num comportamento errático (o que ajuda em capturá-la, se preciso).

A picada de uma aranha marrom geralmente pode ser categorizada nas quatro seguintes classificações de efeitos:

  • Não digno de nota: pois o dano é mínimo e auto-reparador.
  • Reação leve: há um dano que pode provocar coceira, vermelhidão, padrões de comportamento agressivo na pele e uma lesão leve. Mas também é auto-reparador.
  • Dermo-necrótico: uma situação mais incomum, porém caracteriza uma mordida “clássica” de aranha marrom, produzindo uma lesão cutânea necrótica. Cerca de 66% das lesões de mordida necrótica curam sem complicações. Em casos extremos, a lesão pode ter até 40 centímetros de largura, durar vários meses mas cicatrizar permanentemente.
  • Sintoma sistêmico ou viscerocutâneo: uma reação sistêmica extremamente rara ao envenenamento direto na corrente sanguínea. Observa-se mais frequentemente em crianças.

Nota importante: A maioria das mordidas não é digna de nota ou leve. Os casos mais dermo-necrótico ou viscerocutâneo podem ocorrer em pessoas mais suscetíveis como crianças, idosos ou pessoas com imunidade baixa. Na hipótese, porém, de ter mesmo sido picado por uma aranha marrom, recomendamos que procure um médico em qualquer das situações, certificando-se de levar a prova da mordida (capturando a aranha ou fotografando).

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