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Animais Exóticos da Austrália

A Austrália é um país rico nos mais diversos âmbitos e sentidos da palavra. Nele você encontra as paisagens mais diferentes e belas, o clima também consegue variar bastante. Tudo isso, ajuda com que a biodiversidade tanto animal quanto vegetal desse lugar seja muito alta. Como a maioria dos países, nós já temos nossa ideia preparada quando falam o nome Austrália.

De primeira já pensamos nos grandes e escandalosos animais existentes por lá. Aranhas gigantes, morcegos ainda maiores. Tudo isso causa um pavor gigante numa grande parcela do povo, causando muitas vezes até receio de visitar o local. É fato que lá a biodiversidade permite que animais tão diferentes assim sejas vistos diariamente.

Muito popularmente, acabamos chamando esses animais de exóticos, achando que a palavra significa que ele é diferente ou algo relacionado. Entretanto, o verdadeiro significado de um animal exótico, é quando ele não é originalmente de determinada região e é levado para ela através de uma ação acidental ou não antropológica, ou seja, do homem. Então sendo assim, hoje trouxemos alguns animais realmente exóticos que habitam a fantástica Austrália.

Sapo-Cururu 

Se tem um animal que a maioria das crianças conhece é o sapo cururu. A música infantil ficou na cabeça de diversas pessoas aqui no Brasil, fazendo um grande sucesso. Ele também ficou conhecido como sapo-boi ou somente cururu, e é uma espécie nativa daqui da América do Sul, seu nome científico é Rhinella marina.

Ele é um tipo de sapo que causa muitos estragos por ser bastante fértil, ou seja, se reproduz de forma rápida e com eficiência. O cucuru possui glândulas de venenos, e são extremamente tóxicos se forem ingeridos, não importando se são já adultos ou girinos. Além disso, esse sapo possui um apetite muito grande, no qual nos leva ao motivo dos australianos terem trago-o para seu país.

A Austrália introduziu o sapo-cururu por volta de 1935, e não foi acidentalmente como algumas outras espécies de animais. Por ter um apetite muito voraz, esse animal era capaz de ajudar no controle de pragas nas plantações de cana-de-açúcar. De fato, no começo foi um mar de rosas, o sapo realmente conseguiu resolver o problema.

Mas então, o que era para ser a solução de uma praga, acabou se convertendo para uma praga. Devido ao seu grande poder de reprodução e ter uma vasta quantidade de alimentos, ele se proliferou por todo o norte australiano. Houve muito prejuízo nas plantações de cana-de-açúcar, mas outros meios também foram prejudicados. Por estar em um novo ambiente, o cururu utiliza de seu veneno contra os animais nativos, sendo uma ameaça para esses.

Dingo

É bem provável que ao olhar uma foto do Dingo você pense: que cãozinho mais fofo. Entretanto, esse pensamento já levou muitos humanos a se machucarem, ou até mesmo morrerem. Esse animal é uma espécie de canideo, por isso é parecido com qualquer outro cão comum que temos o costume de domesticar.

Esses bichos possuem uma aparência de que estão com fome o tempo todo, devido o fato de suas costelas estarem sempre bem amostra. Com o pelo curtinho e dentes afiados, o dingo se tornou um ícone cultural australiano, mas que ainda causa muitos problemas, especialmente com criadores de gado.

Ainda há debates de quando o dingo foi introduzido na Austrália, mas até agora, o mais aceitado é que os trouxeram há mais de dois mil anos, não há nenhum dado que informe o seu intuito ou se na verdade sua introdução foi completamente acidental. Contudo, ele é considerado um dos principais motivos pelo qual o Tigre da Tasmânia foi completamente extinto.

Hoje, o dingo ainda é considerado uma praga. Ele é considerado o maior predador terrestre de toda a Austrália, então ele ser uma praga ou não acaba sendo um debate infinito por lá. A principal preocupação dos australianos é que eles atacam muito os rebanhos dos criadores de gado, por outro lado, ele é um dos ajudantes na predação de coelhos e ratos, sendo uma ação benéfica em vários sentidos.

De acordo com a IUCN, o dingo está com status de vulnerável. Os cientistas acreditam que isso se dá devido a uma coisa chamada de poluição genética (que ainda causa muito debate no meio científico), que explica que o cruzamento de cães domésticos com dingos estejam diminuindo sua capacidade de se adaptar ao ambiente da Austrália.

Coelho Europeu

No Brasil estamos bem acostumados de ver os coelhos correndo soltos pelas florestas e sendo muitas vezes bastante domesticados. Apesar de ser comum, não é nada que nunca nos preocupou quanto a sua quantidade. A Austrália, entretanto, não tem essa sorte.

Os coelhos-europeus, também chamados de coelhos-bravos, são animais noturnos e que habitam áreas de diversos tipos, como bosques, matos, pastagens e outros. Eles vivem em colônias, sempre em quantidades entre 4 a 5 famílias, que contém em média 7 indivíduos. Assim como a maioria dos coelhos, os europeus possuem uma larga taxa de fecundidade, se alastrando facilmente pelo país.

Em 1859, um latifundiário importou cerca de 24 coelhos e os jogou na mata, para realizar caça esportiva. O que ele não imaginava era que 24 coelhos iriam se transformam em milhões em pouquíssimos anos. E foi assim que a praga dos coelhos começou para a Austrália. Como são animais herbívoros, eles foram se alimentando de todo o verde que viam pela frente, causando grandes estragos.

Os problemas pioraram quando esses animais descobriram terras agrícolas. No século 19, a única forma que tinham para tentar conter esses animais era com armadilhas e caça, porém nada muito eficiente. Em 1995 eles conseguiram criar um vírus que matou cerca de 95% da população de coelhos, entretanto, eles conseguiram criar imunidade para o vírus, voltando a aumentar sua população.

Depois de tanto tempo, os coelhos ainda continuam sendo uma praga não somente para a Austrália, mas para vários outros países do Velho Continente. O governo australiano ainda procura por alternativas para conter esse animal, mas nada eficiente ainda.

Esperamos que tenham gostado do post. Não esqueça de deixar seu comentário nos contando o que acharam.

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