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Vulcão Galeras: Curiosidades

A Colômbia possui cerca de 38 vulcões. Destes, 15 estão em atividade. E um desses é o Vulcão Galeras, que tem como uma de suas principais curiosidades o seu nome – uma homenagem às antigas embarcações que fervilhavam na região trazendo os conquistadores espanhóis.

O Galeras é um estratovulcão com cerca de 4.276m, incrustado em plena Cordilheira dos Andes, nos arredores da histórica e cultural cidade de Pasto, capital da província de Nariño – uma comunidade com quase 400.000 habitantes, e que por isso faz com que o vulcão seja ainda mais ameaçador.

Acredita-se que desde o Plistoceno o Galeras (ou “Complexo Vulcânico Galeras”) esteja em atividade ou dormente, vez ou outra manifestando-se em vigorosas erupções que lançam jatos devastadores de fluxos piroclásticos e cinzas vulcânicas que, de tão vigorosos, alteraram por completo o formato da sua cratera.

No dia 25 de agosto de 2010, o Galeras entrou mais uma vez em erupção. O evento não foi catastrófico, já que as autoridades colombianas não tardaram em alertar os quase 9.000 indivíduos que vivem no entorno do vulcão, e recomendaram que eles procurassem abrigos e albergues onde pudessem proteger-se dos seus terríveis efeitos.

Efeitos que também fazem parte do rol de curiosidade do vulcão Galeras, que costuma anunciar a sua fúria por meio de uma sequência impressionante de pequenos abalos sísmicos, como se até fora uma forma de avisar a população sobre o seu desejo de manifestar a sua fúria.

Mas o vulcão Galeras também possui outras curiosidades que, para muitos, passam completamente despercebidas. E entre as principais estão:

1. A Origem do Nome Galeras

Uma das principais curiosidades sobre o vulcão Galeras está relacionada com o seu nome. Poucos sabem, mas o antigo nome do Galeras era “Urcunina” que, no dialeto dos Quillacingas, significa “A Montanha de Fogo”.

Vê-se bem o quão respeitado era esse monumento com mais de 4.200m que, antes da chegada dos espanhóis, era venerado quase como um Deus, devido às suas inúmeras erupções à época, que costumavam ser antecipadas por um “enxame de abalos sísmicos” que, para os indígenas, era a própria manifestação de um deus.

Após a chegada do “homem branco”, o vulcão passou a receber o apelido da famosa embarcação com a qual eles singravam a vastidão desafiadora do Atlântico.

2.Um Terrível Desastre

Para os mais “antigos”, desafiar os mistérios dessa “força da natureza” – que é o que significam os vulcões – pode custar caro a quem quer que ouse ultrapassar os seus limites.

E foi o que aconteceu no ano de 1993, quando uma equipe de cientistas reunida para uma conferência, com o objetivo de avaliar de perto os ricos que o vulcão oferecia, tornou-se presa fácil durante uma inesperada erupção.

Cerca de 9 pessoas (entre turistas e cientistas) morreram quando já estavam no topo do Galeras, cuja explosão lançou intensos jatos de gases, cinzas vulcânicas e fluxos piroclásticos a quilômetros de distância.

3.Uma Mina de Ouro Escondida!

Uma outra curiosidade acerca do vulcão Galeras é que, supostamente, lá existiria uma “mina de ouro” confortavelmente escondida nas profundezas do vulcão.

O boato se espalhou após algumas incursões feitas por uma equipe de cientistas para a coleta de amostras de materiais vulcânicos na montanha.

Os resultados, não se sabe como, concluíram que o Galeras possuía uma verdadeira mina de ouro em seu interior, só esperando mesmo por quem quer que tivesse a audácia necessária para tomá-la para si.

Imagem Ilustrativa
Imagem Ilustrativa

Obviamente essa divulgação era falsa, mas os desmentidos não foram suficientes para que a cidade de Pasto se visse em apuros, com uma legião de indivíduos dispostos a tudo para transformarem as suas vidas da noite para o dia.

Suspeita-se, inclusive, que já se formavam verdadeiras caravanas de mineiros em busca da “fonte inesgotável” que estaria escondida sob a montanha.

4.O vulcão Galeras é Muito Mais do que Fogo e Destruição

Muitos costumam surpreender-se ao saber que o Galeras é mais do que simplesmente fogo, gases, cinzas e destruição. Na verdade a região, muito por conta da tradição da cidade de Pasto, é um dos trechos mais culturais e históricos da Colômbia.

A gastronomia da região, por exemplo, é uma das mais exóticas. Durante as festas da cidade, os visitantes são convidados a participar de uma das mais singulares experiências gastronômicas a que se pode ter direito.

A carne de porco com milho torrado e bananas cozidas, por exemplo, é considerada um deleite! O “hornado de cerdo com empanadas de harina” é de tirar o fôlego! Sem contar bebidas como a lulada, o canelazo a chicha, além dos diversos tipos de sobremesas que ajudam a compor uma das especialidades da região.

Mas para quem deseja conhecer um pouco da tradição da comunidade de Nariña, nada melhor do que uma incursão por suas preciosidades, como o Templo de Nuestra Senhora de Las Mercedes, o Templo de San Felipe Neri e o Museo Juan Lorenzo Lucero.

Além da Reserva Natural La Planada e o Museo Del Oro Del Blanco de La República, entre outros inúmeros pontos turísticos.

Tudo isso para culminar com o prazer de participar do Carnaval de Negros e Brancos, um Patrimônio Cultural Imaterial pela UNESCO, e que é uma verdadeira mistura de motivos culturais que celebram a abolição das escravatura e a importância do indígena para a formação cultural do país.

5.Um Vulcão em Constante Monitoramento

Existem 16 vulcões que permanecem em constante monitoramento pela International Association of Volcanology and Chemistry of the Earth’s Interior(IAVCEI). E um desses é o vulcão Galeras!

Esses vulcões, de acordo com representantes do órgão, merecem uma atenção especial devido ao seu histórico de manifestações e proximidade com áreas urbanas com uma considerável população.

Eles são os “Vulcões da Década”, um seleto grupo que conta com presenças ilustres, como as do Etna, do Mauna Loa, do Sakurajima (no Japão), do Vesúvio (em Nápoles) e, obviamente, do histórico vulcão Galeras.

Apesar de não apresentar indícios de riscos iminentes, esse tipo de vulcão possui a característica de imprevisibilidade das suas manifestações, o que pode fazer com que, por exemplo, uma sucessão de abalos sísmicos resulte em nada, ao passo que uma simples alteração do seu interior pode resultar em consequências impossíveis de serem previstas.

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