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Vulcão Empédocles História e Localização

O nome do vulcão é uma homenagem ao filósofo de mesmo nome, que morou na Sicília, mesmo local em que o vulcão se encontra.

O vulcão Empédocles é um vulcão que se localiza debaixo da água, por isso recebe o nome de vulcão submerso, e ele permaneceu desconhecido durante muito tempo, e isso se deu pelo fato de que o mesmo é composto por uma cadeia de vários pequenos vulcões menores que até então se pensava serem independentes.

Estudos demonstraram que vários vulcões pequenos derivavam de uma mesma fonte, formando uma cadeia de vulcões submersos nas águas italianas, e muito dos picos de pequenos vulcões formavam o que se chama de fumarola, que são aberturas nas crostas terrestres, que constantemente soltam ondas de vapor que borbulham pelas águas, sendo altamente nocivo aos humanos e animais em contato direto.

Dessa forma, entendeu-se que todos os pequenos vulcões que compunham uma cadeia de vulcões tinham a mesma origem, o que fez concluir que todas as essas pequenas aberturas nas entranhas submersas da terra constituam um único vulcão (Vulcão Empédocles), que se encontra a 10 km de profundidade.

Localização e História do Vulcão Empédocles

O Vulcão Empédocles se localiza no Mar Mediterrâneo, entre a Sicília e a Tunísia (mais precisamente a 10 km da costa da Sicília). O Estado mais próximo se chama Agrigento, local cujas construções históricas compõe uma enorme riqueza da Grécia Antiga, tal como o Vale dos Templos, que é uma extensão arqueológica de valor inestimável para a raça humana.

Em alguns mapas obsoletos, é possível encontrar uma Ilha chamada Ilha Graham perto da costa da Sicília, mas atualmente essa ilha não existe mais.

Essa ilha teve origem devido a erupções recorrentes que aconteciam no vulcão Empédocles, que mudou a geografia local, se elevando acima do nível do mar, criando essa pequena ilha que convergiu opiniões sobre sua soberania oficial.

A primeira vez em que a ilha foi avistada e nomeada, foi em 1831, quando o capitão britânico Humphrey Fleming Senhouse a denominou de Ilha Graham, em 2 de agosto.

Porém, no dia 17 de agosto (duas semanas depois), o rei Ferdinand II do Reino das Duas Sicílias revogou a soberania da ilha, e nesse período ela ficou conhecida como Ilha de Ferdinandea.

Ilha de Ferdinandea
Ilha de Ferdinandea

No entanto, em 29 de setembro do mesmo ano (1831), a França adquiriu soberania sobre a ilha e passou a chama-la de Île Julia.

Todo esse conflito gerou um desconforto entre as três nações, mas o conflito não foi muito longo, pois seis meses após a revogação francesa, a ilha foi engolida novamente pelo mar e assim permanece até os dias atuais.

Ilha de Ferdinandea: Conheça Mais Sobre o Vulcão Empédocles

França, Itália e Grã-Bretanha tiveram uma discussão diplomática sobre a soberania da ilha criada pelo vulcão Empédocles, mas essa discussão não durou muito tempo, já que a ilha voltou a ficar submersa.

Esse é um dos motivos que faz com que o nome dessa ilha possa ser chamado de Ilha de Ferdinandea, Ilha Graham ou Île Julia.

Formada entre julho e agosto de 1831, devido a intensas erupções debaixo das águas sicilianas, a ilha atingiu o ápice de 4 km² e altura máxima de 65 metros. Porém, as dimensões oficiais do Vulcão Empédocles são de 400 metros de altura, tendo 30 quilômetros de comprimento e 25 quilômetros de largura, o que o classifica como maior vulcão submerso do mundo.

Existe uma linha de cordilheiras vulcânicas submersas ligando a Tunísia e a Sicília por baixo do Mar Mediterrâneo Central, e essa extensão de montanhas é chamada de Campos Flegreus do Mar da Sicília, que é composto por incontáveis pequenos vulcões que somente há pouco tempo atrás se descobriu que todas essas fissuras faziam parte de uma mesma fonte.

O Descobrimento do Vulcão Empédocles

Apesar de ter havido interesses pela parte de 3 Países sobre a Ilha Ferdinandea desde o ano de 1831, o Vulcão Empédocles só foi descoberto em pesquisas do século XXI, em 2006.

Como foi abordado anteriormente, antes de 2006, imaginava-se que a cordilheira de vulcões submersas com 400 km de distância entre o litoral da Tunísia e a costa da Sicília fossem fissuras de um aglomerado de pequenos vulcões, quando, na verdade, tudo fazia parte de uma única montanha grande o bastante para impressionar os cientistas.

A descoberta foi feita pelo cientista Giovanni Lanzafame, que trabalha no Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália, que batizou o vulcão com esse nome em homenagem ao filósofo Empédocles, cuja maior obra foi nomear os 4 elementos da Terra (terra, fogo, água e ar). Segundo contos sobre Empédocles, é dito que ele também sofria de alguns transtornos psiquiátricos, e tirou a própria vida pulando dentro de um vulcão chamado Etna, cuja localização também fica na Sicília, Itália.

Atualmente, a Ilha Ferdinandea, que é uma extremidade do Vulcão Empédocles, se localiza a 7 metros debaixo da superfície da água.

O Vulcão Empédocles é um Vulcão Ativo?

A Itália possui alguns dos vulcões mais famosos do mundo e também é o País na Europa que mais possui vulcões, e em sua maioria, ativos.

O mais famoso desses vulcões é o vulcão Vesúvio, que espalhou lava por Pompéia e acabou sepultando milhares de vidas. No entanto, apesar de terem pleno conhecimento de possíveis erupções do Vesúvio, a população ainda mora nas redondezas.

Outros vulcões famosos que já entraram em erupção e que atualmente se encontram adormecidos são o vulcão Etna, o vulcão Stromboli, o vulcão Vulcano e o nosso famoso vulcão Empédocles, o vulcão Colli Albani, o vulcão Camos Flégreos, o vulcão Ísquia, o vulcão Lípari, o vulcão Panarea e o vulcão Pantelleria.

São considerados vulcões adormecidos, os vulcões que não demonstraram nenhuma atividade sísmica por um período de tempo mais longo do que o mais longo período de tempo já registrado anteriormente, isto é, os vulcões adormecidos atualmente estão em seu auge de quietude, não demonstrando nenhuma possibilidade de entrarem em erupção tão cedo.

O vulcão Empédocles não é o único vulcão submarino, já que que nos arredores da Sicília existem mais de 15 vulcões submersos, formando uma enorme cordilheira de vulcões adormecidos.

Uma possível erupção em larga escala de um vulcão submerso originaria tsunamis jamais vistas.

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