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Tempo de Vida da Coruja Caburé de Pernambuco

A coruja caburé é uma das menores espécies de corujas existentes no mundo, tendo o tamanho de um pardal. Uma de suas variedades é a Coruja Caburé de Pernambuco, que, diferentemente da Coruja Caburé, não se encontra em vários lugares no mundo, mas apenas na região centro-norte do Brasil.

O nome científico da Coruja Caburé é Glaucidium brasilianum, mas apesar de possuir um nome que leva “Brasil”, esse tipo de ave não é endêmica (que só existe em um lugar no mundo), e existe em todas as Américas, do Sul ao Norte.

Coruja Caburé e Coruja Caburé de Pernambuco

A Coruja Caburé de Pernambuco possui o nome científico Glaucidium mooreorum.

É uma coruja que possui cerca de 17 centímetros de altura, sendo comum variedades com 13 ou 15 centímetros, ou seja, é uma coruja de porte pequeno, onde as corujas de porte grande, por exemplo, podem chegar a ter quase um metro de tamanho e mais de dois metros de envergadura (da ponta de uma asa à outra).

Apesar do tamanho, a coruja caburé é uma ave rapineira que possui características predatórias, como asas que envergam para não fazerem som ao dar voos rasantes. A sua visão é tão aguçada quanto a visão de outras variedades. No entanto, diferentemente de corujas como a Coruja Orelhuda, por exemplo, a Coruja Caburé não é caracterizada por ter uma das melhores audições, pois o formato de seu rosto não forma uma antena côncava para recepção e detecção de ruídos.

Confira nesse artigo algumas curiosidades sobre essa variedade de ave e descubra o tempo de vida da mesma, e quais são os principais fatores que fazem as mesmas serem espécies de corujas que intrigam os biólogos.

O Endemismo e Extinção da Coruja Caburé de Pernambuco

A Coruja Caburé é uma espécie distribuída pela América do Sul, América Central e América do Norte, no entanto, a Coruja Caburé de Pernambuco, como o nome sugere, ocorre apenas no Centro Pernambucano, de Serra Talhada, passando por Salgueiro e indo até Cabrobó. Não realiza movimentações extensas, caracterizando toda sua vida em um raio limitado de presença.

Na região norte do Brasil, a Coruja Caburé de Pernambuco também é chamada de Coruja-Anã.

Espécies endêmicas no Brasil têm sofrido cada vez mais com a sombra da extinção, pois seus habitats têm sido consumidos cada vez mais, seja pela monocultura ou pelo desmatamento criminal.

É correto afirmar que a Coruja Caburé de Pernambuco está provavelmente extinta, já que, apesar dos esforços, há mais de 17 anos não há nenhum registro da espécie (última vez que se registrou algo sobre essa ave foi em 2001).

Primeiramente, o número de registros atuais é escasso e, segundo, sabe-se que expedições de estudo e esforços ambientais têm tentado reverter a atual situação das aves, porém, a difícil tarefa de encontra-las tem aumentado cada vez mais, indicando que as mesmas estão desaparecidas por completo.

Uma Coruja Misteriosa que Ainda Intriga Estudiosos

Espécies endêmicas sempre chamam a atenção pelo fato de obterem hábitos peculiares que distinguem determinadas variedades de suas parentes. Isso ocorre com a maioria das criaturas endêmicas existentes, possuindo uma alimentação única, por exemplo. Geralmente, variedades endêmicas possuem os mesmos hábitos, mas o ambiente em que vivem é exclusivo, pois seu desenvolvimento e adaptação passaram por processos diferentes das demais.

Infelizmente, a Coruja Caburé de Pernambuco possui poucas informações pelo fato de se encontrar em potencial extinção, dessa forma é praticamente impossível determinar uma variedade importante de características concernentes a essa ave, como seu comportamento e habitat, por exemplo. Informações relativas à sua alimentação também são precárias, sem contar com a falta de informação em relação à sua reprodução, não sendo possível concluir se há algum ritual de acasalamento, a construção do ninho, o tempo de incubação dos ovos, como os filhotes são criados e quanto tempo os ovos levam para chocar, ou com quanto tempo os filhotes começam a voar e como é que os mesmos saem do ninho.

Alimentação da Coruja Caburé de Pernambuco
Alimentação da Coruja Caburé de Pernambuco

A alimentação é outro fator que carece de informação, já que os registros da coruja caburé de Pernambuco foram realizados sem a chance de um aprofundamento intrínseco sobre a espécie, e encontrar qualquer uma dessas aves tem sido praticamente impossível, o que faz com que investimentos nesse intuito sejam cada vez menores.

O que acontece em muitos casos, é a atribuição de informações à coruja caburé de Pernambuco tendo como fonte a coruja caburé, que faz parte da mesma família. O fato de serem corujas praticamente iguais, conclui-se que elas podem possuir os mesmos comportamentos, já que em Pernambuco é possível encontrar uma variedade grande das corujas de caburé (não necessariamente a endêmica de Pernambuco), concluindo assim que ambas as variedades conviveram juntas.

Características e Registros da Coruja Caburé de Pernambuco

Os registros feitos sobre essa variedade de coruja concluíram que suas características são comuns, sendo de cor marrom com tons mais claros intermitentes nas asas e costas, com peito branco encimado por penas marrons. Sua principal característica é a cabeça arredonda em cima, que possui várias pintas brancas. Seus olhos são amarelos e seu bico é curvado para baixo, típico de ave rapineira.

Essas informações são dados baseados em apenas dois exemplares encontrados da ave no mundo inteiro em 1980. Fato interessante que explica a falta de informações relativas à coruja. Em 2001, pesquisadores conseguiram captar o seu canto, porém, não conseguiram obter o elemento para análises posteriores.

Essa informação de 2001 foi importante para que não fosse concluído que a espécie está extinta e que ainda é possível encontrar essa variedade de ave em matas pernambucanas. Além disso, a gravação realizada do canto da coruja caburé foi peremptória para concluir que o canto dela é diferente das demais, possuindo uma vocalização única de 5 a 7 tons, enquanto demais corujas ficam na casa dos 5 tons.

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