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Erupções Vulcânicas Mais Recentes

Em uma erupção vulcânica, lava, bombas vulcânicas e cinzas, e vários gases são expelidos de uma abertura ou fissura vulcânica. Embora muitas erupções apenas representem perigos para a área imediatamente adjacente, as maiores erupções da Terra podem ter um grande impacto regional ou mesmo global, com algumas afetando o clima e contribuindo para extinções em massa. Talvez não nos apercebamos mais uma erupção vulcânica significativa pode estar acontecendo agora, no momento que lê esse artigo.

Os Vulcões Estão Ficando Mais Ativos?

Em novembro de 2017, o Monte Agung em Bali entrou em erupção, enviando fumaça e cinzas a 30.000 pés de altitude e fechando o único aeroporto da popular ilha turística. Mais de 400 vôos por dia foram cancelados até que Denpasar reabriu.

Monte Agung em Bali
Monte Agung em Bali

Já em maio desse ano os olhos se voltaram para o Havaí, onde o Kilauea, que dizia estar fervendo continuamente, soprava violentamente, expelindo fluxos de lava, rachando a terra e cuspindo projéteis de pedra. O vulcão permanece em alerta máximo.

Lava do Kilauea Caindo no Mar
Lava do Kilauea Caindo no Mar

Em junho foi o Fuego, na Guatemala, a entrar em erupção, matando pelo menos 25 pessoas e ferindo outras centenas na erupção mais violenta do país centro-americano em décadas. Três dias de luto nacional foram declarados depois que o vulcão atirou pedras, fumaça e cinzas no céu. El Rodeo, uma vila próxima, foi destruída por um fluxo de lava.

Fuego na Guatemala
Fuego na Guatemala

De acordo com o Programa Global de Vulcanismo do Museu Nacional de História Natural, mais de 1.500 vulcões do planeta entraram em erupção em algum momento nos últimos 11.500 anos, a época geológica atual também conhecida como o período Holoceno. Hoje, cerca de 15 estão em erupção, uma figura comum para qualquer ponto da história moderna.

Um professor de vulcanologia da Universidade de Cambridge afirmou que não há aumento na atividade vulcânica. Embora as pessoas fiquem alarmadas com as notícias vulcânicas que vem ocorrendo, questionando se isso significa algum tipo de progressão cataclísmica no planeta ou coisa parecida, baseado na analogia desses especialistas isso não tem fundamento.

O professor disse: “Erupções acontecem o tempo todo. Algumas são manchetes de notícias e outras não. Se olharmos para as estatísticas no passado, a principal coisa que vemos é um viés de relatório. Não há muitas erupções durante a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, quando as pessoas tinham outras coisas com as quais se preocupar. Então é claro que as coisas vão se manifestar em um lugar ou outro lugar e então será muito mais como essas erupções afetam as pessoas e onde no mundo, ou como, isso se tornará interessante.”

Podemos Prever Qual Vulcão Vai Explodir em Seguida?

De acordo com um artigo publicado em 2016 por um trio de vulcanologistas, existem seis vulcões “que mostram sinais de inquietação” e precisam de monitoramento. Entre eles estava Kilauea, no Havaí, que já entrou realmente em erupção no ano seguinte, 2017. Um desses vulcanologistas explicou que, embora o sistema de monitoramento tenha vançado muito e se tornado muito sofisticado, não pode prever o futuro. A ciência tem suas limitações.

No Havaí, na Indonésia, na Itália, onde há vulcões em erupção, existem agências, institutos, observatórios, que estão monitorando 24 horas por dia, medindo os terremotos que ocorrem nos vulcões, observando as formas mutáveis ​​do vulcão e olhando para as emissões de gases. Com isso, é possível fazer algum tipo de avaliação do que o vulcão pode estar se preparando para fazer no futuro. Os cientistas se sentem seguros em afirmar que a próxima grande erupção provavelmente estará em uma região vulcânica que já conhecem. Mas também admitem que uma das lições que amargaram da história, mesmo da história recente, é que as grandes erupções não aconteceram nos vulcões que os cientistas estavam observando.

Os vulcanologistas tendem a concentrar suas pesquisas e atenção nos vulcões que entraram em erupção nos últimos tempos, mas os eventos realmente grandes podem acontecer em vulcões que estão quietos, que estão inativos há muitos séculos ou mesmo milênios. Esses vulcões podem simplesmente construindo um reservatório de magma na crosta que podem eclodir el algum momento.

O vulcanólogo citou as erupções do Monte Pinatubo, nas Filipinas, em 1991, El Chichon, no México, em 1982, e Chaiten, no Chile, em 2008, como vulcões que não estavam no radar científico, mas que produziram erupções muito grandes. E reconheceu que os cientistas precisam estar mais atentos a essas possibilidades daqui por diante porque simplesmente pode não ser um vulcão atualmente bem monitorado que levará à próxima grande erupção vulcânica.

Os cientistas, porém, estão conscientes que toda a pressão que se exerce sobre eles é razoável. O trabalho que desenvolvem para monitorar os vulcões e prever um desastre precisa ser tão eficiente quanto o trabalho de comunicação às autoridades competentes e, consequentemente, as medidas de prevenção que salvaguardará vidas.

O vulcanólogo finalizou: “Isso é onde o trabalho realmente importante é necessário. A ciência pode ser fantástica. Nós nunca temos certeza em prever erupções vulcânicas, mas podemos ter alguma evidência razoável. Se você (o cientista) não pode comunicar isso para a população em risco, para as autoridades de proteção civil que precisam iniciar uma evacuação, então toda a ciência é inútil.”

A Mudança Climática Levará a Mais Erupções Vulcânicas?

Um estudo de 2017 publicado na revista Geology pesquisou uma ligação entre o derretimento de geleiras e calotas polares e um aumento na atividade vulcânica. Olhando para um período de esfriamento há cerca de 5.500 anos na Islândia, os pesquisadores descobriram que a cobertura crescente do gelo coincidia com a diminuição das erupções. O mesmo aconteceu ao contrário: quando o gelo recuou, o número de erupções aumentou. À medida que as camadas de gelo do mundo encolhem e as geleiras se derretem, sugeriu-se que a retirada poderia inaugurar uma nova era de atividade vulcânica.

Mudanças Climáticas
Mudanças Climáticas

Em um dos parágrafos da revista, onde um cientista foi questionado sobre a relação entre as idades do gelo e as taxas de vulcanismo, há a seguinte explicação desse cientista:

“Nós vemos efeitos com a deglaciação da última era glacial com o descarregamento relativamente repentino de regiões vulcânicas que poderiam estar sob dois a três quilômetros de gelo. Quando isso é movido, o que pode causar o derretimento que alimenta os vulcões, pode provocar erupções, e isso nos leva à perguntar como estamos encarando o aquecimento global e mais deglaciação em nosso futuro. Mas é algo que só se pode realmente estudar do ponto de vista dos modelos, mas também das estatísticas, então é preciso ter muitos e muitos dados. Isso pode ser feito analisando os dados da última era glacial, por exemplo. Mas se focarmos no que já estamos realizando para o futuro, não acho que veremos qualquer tipo de erro estatístico relacionado à antropogênese no futuro”

Por que os Vulcões são Perigosos?

Dado que alguns vulcões estão fervendo constantemente, ou que muitas erupções passam despercebidas todos os anos, pode ser difícil apontar exatamente quantos vulcões são perigosos. No Havaí, os fluxos de lava são drenados para o mar, enquanto o vulcão cuspia alguns projéteis pelos arredores próximos. Na Guatemala, os fluxos de lava pareciam ter causado a destruição. Mas há muitas maneiras pelas quais os vulcões podem impactar um país, uma região ou, na verdade, o mundo.

Cinzas quentes, e rochas e pumis que foram lançadas na atmosfera e colapsam de volta ao solo e fluem como uma espécie de corrente de furacão pelos flancos do vulcão são dois dos resultados mais destrutivos de uma erupção. Mas há também os impactos indiretos que podem ser tão ou ainda mais devastadores. Em 1815, após a erupção de Tambora na Indonésia, uma das mais poderosas erupções na história registrada, seguiu-se em 1816 o Ano Sem Um Verão após as cinzas da erupção se espalharem pelo mundo baixando as temperaturas globais, provocando o clima extremo e causando falhas na colheita.

No futuro, não podemos descartar uma grande erupção dessa escala. A mesma liberação de enxofre que Tambora em 1815 pode hoje também ter repercussões na segurança alimentar global. Hoje, baseado em dados de atividade vulcânicas monitoradas e estatísticas de histórico e comportamento tectônicos, são um total de 23 os vulcões considerados dignos de alerta. São eles:

Ulawun, Papua Nova Guiné;

Ulawun, Papua
Ulawun, Papua

Shiveluch, Rússia;

Shiveluch, Rússia
Shiveluch, Rússia

Nyiragongo, República Democrática do Congo;

Nyiragongo, República Democrática do Congo
Nyiragongo, República Democrática do Congo

Ruang, Indonésia;

Ruang, Indonésia
Ruang, Indonésia

Reventador, Equador;

Reventador, Equador
Reventador, Equador

Manam, Papua Nova Guiné;

Manam, Papua Nova Guiné
Manam, Papua Nova Guiné

Rabaul, Papua Nova Guiné;

Rabaul, Papua Nova Guiné
Rabaul, Papua Nova Guiné

Monte Okmok, Estados Unidos;

Monte Okmok, Estados Unidos
Monte Okmok, Estados Unidos

Chaiten, Chile;

Chaiten, Chile
Chaiten, Chile

Kasatochi, Estados Unidos;

Kasatochi, Estados Unidos
Kasatochi, Estados Unidos

Pico Sarychev; Rússia;

Pico Sarychev; Rússia
Pico Sarychev; Rússia

Eyjafjallajökull, Islândia;

Eyjafjallajökull, Islândia
Eyjafjallajökull, Islândia

Monte Merapi, Indonésia;

Monte Merapi, Indonésia
Monte Merapi, Indonésia

Grímsvötn, Islândia;

Grímsvötn, Islândia
Grímsvötn, Islândia

Puyehue-Cordón Caulle, Chile;

Puyehue-Cordón Caulle, Chile
Puyehue-Cordón Caulle, Chile

Nabro, Eritréia;

Nabro, Eritréia
Nabro, Eritréia

Etna, Itália;

Etna, Itália
Etna, Itália

Monte Sinabung, Indonésia;

Monte Sinabung, Indonésia
Monte Sinabung, Indonésia

Kelud, Indonésia;

Kelud, Indonésia
Kelud, Indonésia

Monte Ontake, Japão;

Monte Ontake, Japão
Monte Ontake, Japão

Calbuco, Chile;

Calbuco, Chile
Calbuco, Chile

Volcán de Fuego, Guatemala.

Volcán de Fuego, Guatemala
Volcán de Fuego, Guatemala

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