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Como se Formou o Grand Canyon?

Não é possível conhecer, de forma assim tão inequívoca, o modo como se formaram estruturas como as do Grand Canyon. No entanto, as evidências mais concretas indicam que este foi um processo que teria sido iniciado no período conhecido como “Proterozoico” – há mais de 2,5 bilhões de anos.

O resultado foi a construção, não só da paisagem do Grand Canyon, como a de todo o estado do Arizona – uma região tipicamente desértica, árida e escaldante. Além disso, repleta de gargantas, grutas, paredões, fendas e desfiladeiros, onde convivem as mais variadas espécies da fauna e da flora características desse tipo de ambiente selvagem.

Mas engana-se quem pensa que o sudoeste dos Estados Unidos limita-se apenas à paisagem quase lunar do norte do Arizona!

Estão lá, também – e com a mesma imponência –, imensos trechos do Planalto Mexicano, a original fronteira entre o Arizona e o estado de Nevada, o terrível e ao mesmo tempo formidável Deserto de Sonora, além do Planalto do Colorado, entre outras regiões.

Todas elas, regiões que ganharam um impulso, digamos, modelador há cerca de 1,6 bilhão de anos, devido a inúmeras atividades geológicas que a atacaram impiedosamente; e que ainda contaram com as várias transformações climáticas pelas quais o planeta passou até os nossos dias.

Transformações Climáticas
Transformações Climáticas

Como se Formou o Grand Canyon?

O Grand Canyon é uma espécie de retrato, ou melhor, consequência de todas as revoluções geológicas e climáticas pelas quais a América do Norte passou até apresentar-se com o relevo que hoje a caracteriza.

Todas essas revoluções podem, de alguma forma, ser assinaladas no período conhecido como Proterozoico – uma era que, de acordo com os cientistas, teria sido iniciada por volta de 2,5 bilhões de anos e, supostamente, finalizada há 542 milhões de anos, deixando um rastro de profundas transformações nesse bloco do continente americano.

Transformações que puderam ser observadas de forma mais contundente por volta de 1.250 bilhões de anos (metade do Proterozoico), quando, lentamente, começaram a se acumular, na região oeste da América do Norte, enormes depósitos de materiais rochosos, sedimentos e materiais vulcânicos.

Estes últimos, compostos, basicamente, de lava na forma de basalto, andesito, riolito, entre outros materiais, derretidos e combinados com outros fragmentos e sedimentos, que tornaram-se hoje a constituição basal dessa região do planeta.

Mas o momento decisivo estaria reservado para pelo menos 700 milhões de anos depois, quando inúmeras elevações, planaltos, montes e montanhas começaram a tomar as suas formas.

Até que, mais à frente, essas formações se tornassem alvos de outros tipos de agressões e erosões naturais, especialmente de chuvas, ventos, geadas, mares e rios – nesse último caso, com a participação decisiva do lendário Rio Colorado, que, ao serpentear o norte do Arizona, deu-nos, finalmente, a resposta sobre o modo como foi formado o famoso Grand Canyon.

O Éon Proterozoico

Uma característica marcante desse período, é o fato de que a geologia o divide em tês eras: Paleoproterozoica (2,5 a 1,6 bilhão de anos), Mesoproterozoica (1,6 a 1 bilhão de anos) e Neoproterozoica (1 bilhão de anos a a 542 milhões de anos).

Essas foram fases de bastante instabilidade das placas tectônicas que formavam a crosta terrestre em todo o globo, especialmente da América do Norte e do Pacífico, quando esses choques e afastamentos eram quase que eventos corriqueiros.

Eram movimentações a partir dos quais deveriam surgir os futuros continentes, inicialmente como protocontinentes experimentais.

Na verdade, aquilo era a “saga da formação do planeta terra” até a forma como o conhecemos hoje, por meio do surgimento de um imenso bloco continental das profundezas das águas (o Colúmbia), com a sua consequente fragmentação para a formação de outros blocos (como o Rodínia, por exemplo).

Era uma espécie de “dança geológica” ou “movimentos tectônicos”, como se fora uma “acomodação” da crosta terrestre para a melhor formação possível da sua configuração.

Eventos como a formação do Grand Canyon estão diretamente ligados a tais circunstâncias, pois, dessas movimentações, surgiram as eras do gelo, por exemplo, que em muito se deve a produção de oxigênio no fundo dos oceanos, e que acabaram acumulando-se na atmosfera.

Essas eras, por sua vez, foram sucedidas por longos períodos de temperaturas elevadas, agora graças às terríveis erupções vulcânicas.

E não é necessário lembrar que tais oscilações de temperaturas, com consequente formação e derretimento de gelo, são suficientes para a ocorrência de alterações climáticas e para o surgimento de mares, lagos e rios – como o Rio Colorado, por exemplo, cujo papel na formação do Grand Canyon é considerado fundamental.

A Formação da Geografia do Grand Canyon

Agora já estamos entrando no chamado período Fanerozoico, que abriga os períodos Sideriano, Rhyaciano e Orosoriano. Esses períodos revelam bastante sobre como se deu a atual conformação do Grand Canyon, cujo período decisivo encontra-se entre os 180 e 200 milhões de anos.

É o período em que se começa a perceber, silenciosamente, um constante acúmulo e sobreposição de sedimentos e outros materiais rochosos. Estes acúmulos, por sua vez, começam a formar essas cerca de 40 camadas de sedimentos que hoje podemos observar no Grand Canyon.

São camadas que tornaram-se visíveis após inúmeros processos de erosões sofridos pelas montanhas e planaltos do sudoeste dos Estados Unidos – mais especificamente do norte do Arizona.

De acordo com os cientistas, ao longo desses milhões de anos, mares, rios e demais intempéries incumbiram-se de realizar esse acúmulo de materiais sedimentares no local.

Estes constituíram boa parte da costa oeste da América do Norte, juntamente com as camadas de rochas de arenito, areais fossilizados, rochas calcárias ou carbonáticas, entre outras formações.

Entraram em ação, também, a perseverança do Rio Colorado e de mares, ventos, geadas, atividades vulcânicas, entre outras manifestações naturais, que, aos poucos, incumbiam-se de acumular cada vez mais e mais sedimentos na forma de areais fossilizados, de blocos de arenito, rochas de calcário, vulcânicas, etc.

Até que há 75 milhões de anos, o Planalto do Colorado fosse finalmente esculpido no período conhecido como Orogênese Laramide – um período que, entre outras coisas, presenteou toda a humanidade com o Grand Canyon, além de outras inúmeras formações geológicas do oeste da América do Norte e também da América Central.

Planalto do Colorado
Planalto do Colorado

Aos poucos, então, foi sendo formado todo o relevo desse lado dos Estados Unidos, até chegar na forma como o conhecemos hoje.

Não demorou para surgirem as Montanhas Rochosas, o Rio Colorado (que agora era um ente absoluto a percorrer, sinuosamente, os estados do Arizona e Nevada).

Até que uma intensa atividade vulcânica (entre 1,6 milhão de anos e 570 mil anos) viesse a também contribuir para essa formação geológica, produzindo lagos e acumulando basalto, andesito, riolito, entre outras rochas vulcânicas.

E, enfim, entre 10 e 12 mil anos tais modificações foram, digamos, completadas pela natureza! O que tinha que ser feito foi feito! Não havia mais alterações climáticas ou geológicas suficientes para modificar ainda mais a paisagem.

E, a partir desse momento, teremos, finalmente, o Grand Canyon constituído mais ou menos da forma como o conhecemos. Como um imenso desfiladeiro, exemplo vivo e visível de bilhões e bilhões de anos de atividades vulcânicas e de demais manifestações geológicas ocorridas no planeta.

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