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Como Criar uma Coruja Filhote?

Corujas são aves que, assim como a maioria das aves rapineiras, são deixadas para se virarem por conta própria após o primeiro mês de vida, o que significa que ela é obrigada a caçar desde a mais tenra idade, aguçando seus sentidos e melhorando seus movimentos a cada caçada. Mas o que acontece se uma coruja for criada em cativeiro? É necessário, nesse ponto, entender como ela continuará com seus instintos e ao mesmo tempo como se comportará ficando confinada em determinado espaço, principalmente sem a presença de predadores.

É sempre importante lembrar que não é permitido pela lei criar nenhum animal silvestre em casa, pois isso influencia na extinção do animal, sem falar em um descontrole ecológico, onde não haverá reprodução e nem predação.

Em cativeiro, a coruja é criada com o intuito de que a mesma retorne à natureza assim que possível, e por isso há a necessidade de criar um ambiente que simule o mais próximo possível a realidade selvagem, caso contrário, não será possível fazer com que a coruja seja reinserida na mata, já que a mesma não saberia caçar ou nem se proteger.

Desde que a coruja nasce, a mesma deve ser criada de uma forma na qual ela se habitue a caçar e a se proteger, pois caso isso não seja feito, a reinserção da coruja na natureza não será possível, sendo necessário assim mantê-la em cativeiro pelo resto de sua vida.

A Alimentação Ideal Para uma Coruja Filhote

Se a coruja for retirada do ninho, por exemplo, a alimentação deve se basear naquela fornecida pelos pais. Os filhotes, que ainda não abriram seus olhos, precisam esperar algumas horas antes da primeira refeição. É necessário esperar cerca de 3 a 4 horas antes de alimentar um bebê que acabara de nascer. Nesse período, é importante estimular a abertura de seus bicos com os dedos, até perceber que a coruja filhote está ciscando por conta própria. Isso é de extrema importância, pois dessa forma a coruja estará apta a engolir o alimento.

Como a coruja é uma ave omnívora com bases carnívoras, é importante dar pedaços de carne extremamente maleáveis, como uma minhoca, por exemplo. Esse tipo de alimento deve ficar suspenso na frente do filhote da coruja para que os mesmos ataquem. Vale lembrar que nesse ponto da vida das corujas, elas não mastigarão o alimento da forma devida, por isso deve ser algo que não venha a engasga-las.

Necessidade de Estímulos Predatórios

Ao decorrer do desenvolvimento da coruja filhote, é importante habituar a ave a situações que a mesma enfrentaria na vida selvagem. No processo de alimentação, por exemplo, quando a coruja fizer cerca de um mês, é importante começar a misturar pequenas penas na carne, ou até mesmo dar animais mortos recentemente para as corujas começarem a fazer o serviço de desmembramento.

A partir do primeiro mês, deixar o ninho da coruja o mais rústico possível, sendo este feito de gravetos, penas e mato, dessa forma a coruja aprender a se aquecer de forma natural, usando a gordura do próprio corpo.

A partir do segundo mês, é necessário soltar presas vivas para que haja o estímulo da caça; é importante que isso aconteça no período noturno também, assim a coruja saberá usar de forma mais eficiente sua visão noturna.
É importante criar artifícios onde a coruja possa se machucar para que a mesma saiba fazer a análise de território. Por exemplo, deixar um arame com farpas em um galho, assim a coruja saberá distinguir a cor de uma árvore e evitará o contato com objetos distintos.

Assustar a coruja enquanto ela dorme com objetos no formato de cobras é um bom incipiente para que a mesma crie receio de chegar perto de uma, já que as cobras são fortes predadores. Infelizmente, a predação não é uma tarefa fácil de simular em cativeiro, por isso é necessário que a coruja seja solta na selva o quanto antes possível, pois assim saberá lidar melhor com todas as possibilidades que terá que enfrentar durante sua vida.

Os Erros Mais Comuns Cometidos por Criadores de Corujas

Uma coruja filhote sempre demonstrará uma fome ávida, ou seja, comerá tudo o que puder enquanto puder, até que seu estômago não aguente mais e a ave venha a vomitar o que comeu, e a coruja ainda voltará a comer o próprio vômito, podendo fazer isso incessantemente até seu corpo não aguentar mais, portanto, é necessário saber que uma quantia diária é o suficiente, por mais fome que a coruja filhote demonstre estar.

As corujas filhotes sempre tremem, e isso é uma coisa comum entre as aves filhotes, principalmente após uma refeição. O erro cometido, nesses casos, é colocar a coruja em um lugar quente, como um cobertor, por exemplo, quando, na verdade, não há a necessidade. Esse calor pode aquecer demais a ave que ainda é nova e pode leva-la a morte, pois estão numa fase de ultra sensibilidade.

Criando uma Coruja Dentro de Casa

Quando há a necessidade de criar uma coruja filhote dentro de casa, os mesmos parâmetros de cativeiro descritos acima devem ser seguidos, mas haverá uma facilidade maior, caso a coruja seja confinada em casa.

É possível ensinar a coruja alguns movimentos e tê-la como um pet. É importante que a casa fique trancada, pois a mesma pode fugir e não conseguir sobreviver sozinha devido à domesticação.

Muitas pessoas usam gaiolas, com receio de que a coruja fuja de casa, mas com o tempo é possível habituá-la a usar um ninho. Se a coruja for bem tratada, a mesma poderá sobrevoar algumas áreas e retornar ao som de seu nome ou algum sinal que a atraia. Por exemplo, se um sino tocar toda vez antes de uma refeição e a coruja fizer a associação, saberá que o sino indica uma refeição, o que pode atrair a mesma, caso esta esteja fora de casa.

Corujas no Jardim de uma Casa
Corujas no Jardim de uma Casa

Quando a coruja é criada domesticamente, é importante evitar deixa-la em lugares quentes ou frios. Correntes geladas podem fazer com que a mesma fique com febre. Também é importante entender a sensibilidade auditiva e visual da coruja, não a expondo a lugares claros demais ou com sons desconcertantes. Não obstante, as aves são animais que se estressam facilmente, e isso logo as leva à morte, por isso é importante não deixar a coruja em um ambiente em que haja animais que podem a ameaçar, como gatos e cachorros.

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