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Tudo Sobre Animais Marinhos

Hoje, a biodiversidade marinha conta com, aproximadamente, 200 mil espécies de plantas e de animais marinhos conhecidos. E, levando em conta alguns dados de estudos fundamentados, este número pode ser imensamente maior: podendo variar de 500 mil a 5 milhões de espécies! Ou seja, falar tudo sobre animais marinhos seria impossível porque não conhecemos todos, mas daremos aqui um bom resumo sobre aqueles que já descobrimos.

Por Que Há Tantas Espécies Marinhas?

As espécies marinhas foram, ao longo da história, significantemente mais preservadas do que as espécies terrestres. Isto é consequência do fato de que o homo sapiens demorou muito mais tempo para explorar do fundo do mar, do que a terra firme. Sendo assim, as espécies não foram alvo da caça e da pesca, por exemplo, tão cedo. E, até hoje, apesar do avanço socioeconômico e da exploração irresponsável dos mares, temos preservadas ainda muitas espécies marinhas. A biologia marinha é uma área que ainda tem muito a descobrir.

A Vida Marinha

Os oceanos consistem em um ambiente muito rico em biodiversidade e, também, muito  complexo, pois ele é capaz de suprir as necessidades alimentares, de respiração e reprodução de muitos animais e plantas.

São considerados animais marinhos aqueles animais que tem como habitat natural as águas dos mares. Alguns exemplos muito populares são os peixes, as baleias, os tubarões e os golfinhos. O mar é também habitat dos  fitoplanctons (microalgas) e dos zooplanctons (micro animais), que são a base da alimentação de vários peixes e mamíferos aquáticos; e, assim, ajudam a tornar a vida marinha sustentável.

A Ameaça de Extinção dos Animais Marinhos

Os animais marinhos passaram a sofrer com o risco de extinção junto com o avanço socioeconômico. Pois, hoje, temos um caso muito preocupante de poluição nos oceanos, assim como a caça e a pesca desenfreada, visando apenas o lucro e não o bem-estar animal ou a preservação da natureza.

Alguns exemplos de animais em extinção em decorrência de alguns desses fatores são: a Foca-Monge-do-Caribe, única das focas declarada extinta pela ação humana, que em 1990 fora vítima da caça intensa de colonos europeus; e o pássaro Canarian Oystercatcher, que, apesar de não ser um animal marinha, por consequência do esgotamento de sua fonte de alimentação devido à pesca comercial, acabou sendo extinto.

Animais Marinhos
Animais Marinhos

Outro exemplo emblemático é George, o Solitário, considerado o último representante das tartarugas-gigantes-de-galápagos, que faleceu no dia 24 de junho de 2012. Além disso, muitos animais que, aparentemente, os mares têm em abundância, estão sofrendo ameaças para manter sua espécie, tais como as baleias e os golfinhos. Atualmente, temos a toninha como uma espécie em grave risco de extinção, sendo assim considerada o mais ameaçado de extinção dos golfinhos.

Alguns Animais Marinhos e Suas Características

Peixes batóides: estes peixes, que são mais conhecidos como “raia” ou “arraia”, são peixes cartilaginosos marinhos que pertencem à superordem Batoidea dos Elasmobranchii; mesma ordem dos tubarões! O peixes batóides mais característicos são aqueles conhecidos popularmente por raias, que possuem um formato de losango, por conta das suas barbatanas peitorais que consistem na extensão de seu corpo. Porém, nem todas as espécies de peixe batóide são assim. O peixe-serra, o peixe-guitarra e a raia-elétrico, por exemplo, também são exemplos de batóides, e não têm a aparência do animal que, normalmente, conhecemos por raia.

Peixes Batóides
Peixes Batóides

Tubarão martelo: este animal, assim como os peixes batóides, pertence à classe Chondrichthyes, pois é um peixe cartilaginoso, e, também, possui uma aparência exuberante. O tubarão-martelo é um predador que se alimenta de cefalópodes, raias e até mesmo de outros tubarões! A origem do nome popular deste tubarão vem do fato de que todas as suas espécies possuem duas projeções, uma de cada lado da cabeça, que dão a aparência que sugere um martelo. Este “martelo” do tubarão tem a função de funcionar como uma asa, fornecendo estabilidade ao animal enquanto ele nada.

Tubarão Martelo
Tubarão Martelo

Golfinho Roaz-Corvineiro: esta é a espécie mais conhecida dos mamíferos aquáticos golfinhos, e são também conhecidos por golfinho-nariz-de-garrafa ou, simplesmente, roaz-corvineiro. Esta espécie, cuja aparência nos é muito familiar, está presente nos oceanos por todo planeta Terra! Infelizmente, estes animais são frequentemente ameaçados pela interferência humana, por conta da pesca e da caça, tanto para obtenção de carne quanto para servir de atração em espetáculos.

Golfinho Roaz-Corvineiro
Golfinho Roaz-Corvineiro

Urso-Polar: muitos podem pensar que o urso polar não é um animal aquático, mas ele é sim, geralmente, considerado um mamífero marinho. Este urso habita  primariamente o ambiente marinho, principalmente bancos de gelo que cobrem as águas da plataforma continental e as áreas entre os arquipélagos árticos. Apesar de ser considerado um animal marinho, o urso-polar tem, também, o título de maior carnívoro terrestre. Parece contraditório, não?

Urso-Polar
Urso-Polar

Lontra Marinha: a lontra marinha é outro animal carnívoro e marinho que não vive completamente imerso nas águas. A lontra habita principalmente locais muito profundos do oceano. Esta espécie possui a mais densa forma primária de isolamento do reino animal, um “casaco” de pele grossa. Sendo assim, as lontras foram vítimas de caça extensiva para a extração de sua pele. Por conta disso, sua população que um dia já foi composta por entre 150.000 e 300.000 espécimes, caiu para no máximo 2 mil.

Lontra Marinha
Lontra Marinha

Peixe-palhaço: o peixe-palhaço, que tornou-se muito famoso por conta do filme da Disney Pixar, Procurando Nemo, consiste na verdade em um grupo com 30 espécies já descritas. São considerados peixes-palhaços aqueles pequenos e multicolores, este é apenas um nome popular dado para estes peixinhos coloridos.

Peixe-Palhaço
Peixe-Palhaço

Kryptolebias marmoratus: como já estamos falando sobre animais marinhos que respiram fora d’água, trazemos como exemplo um peixe capaz de ficar até 66 dias consecutivos respirando fora d’água. Estes são pequenos peixes, que tem, em média 75 mm de comprimento, e vivem ao longo da costa leste da América do Norte, Central e do Sul, até o Brasil.

Estes poucos animais citados foram o suficiente para demonstrar como a vida marinha é diversa e complexa. Há animais gigantes e também animais minúsculos, há mamíferos e ovíparos, e, até mesmo, há espécies que respiram por muito tempo fora d’água. Como a vida marinha é extremamente rica, há um número imenso de animais que poderiam ter sido citados nesta seleção.

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