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Hérnias de Disco Tipo I e II de Hansen

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), acredita-se que 80% da população do mundo todo irá sofrer com dores nas costas. Isso é alarmante!

No Brasil, aproximadamente, 15% da população sofre, penosamente, com dores nas costas. Esse é um percentual bem alto.

Segundo o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, são 27 milhões de brasileiros que sofrem, dia após dia, com dores nas costas. Implacável. Dolorosa. Intensa.

Imagine o quanto a hérnia de disco pode incomodar uma pessoa. Imaginou? Agora imagine o incômodo e a dor que os animais podem sofrer com uma doença tão dolorosa quanto a hérnia.

Pois bem, vamos abordar esse assunto tão relevante para todos que se preocupam com o bem-estar dos nossos amigos animais. Vamos falar sobre as hérnias de disco tipo I e tipo II de Hansen. Sejam todos bem-vindos!

O Disco Intervertebral

A coluna vertebral não se trata de um osso tubular e único. A coluna vertebral é constituída, na verdade, por um conjunto de vértebras que envolvem a medula.

Justamente por possuir essa estrutura, as vértebras permitem que a estrutura da coluna vertebral tenha uma flexibilidade. Além disso, as vértebras são ligadas umas às outras por discos invertebrados.

O disco intervertebral, também chamado de anel fibroso, serve como uma espécie de amortecedor entre os chamados corpos vertebrais das vértebras.

Vale a pena mencionar que o disco intervertebral pode ser entendido como um complexo sistema hidráulico capaz de absorver choques. Seria como compará-lo a um amortecedor mecânico de choques.

O núcleo dos discos intervertebrais é pulposo gelatinoso, algo semelhante a um gel. Acontece que, em animais jovens, a textura de gel é facilmente percebível. Com o passar dos anos, o anel fibroso vai, aos poucos, ficando desidratado.

A Doença de Disco Hansen

A hérnia discal trata-se de uma doença degenerativa dos discos intervertebrais. Pode ocorrer em cães e gatos. Contudo, vamos abordar neste artigo os tipos de hérnias que podem acometer os cães.

Em termos didáticos, a protusão de disco abarca a hérnia de disco e a extrusão de disco. Assim, a hérnia de disco é o abaulamento sem ruptura; a extrusão de disco é a ruptura do anel fibroso com a saída do material do núcleo pulposo.

Quando acontece a extrusão de uma quantidade do núcleo no canal vertebral, dá-se o nome de doença de disco Hansen tipo 1. Por outro lado, ao passo que ocorre a ruptura parcial do anel, tem-se a doença de disco Hansen tipo 2.

Em 1952, Hans-Jörgen Hansen, no seu trabalho “A pathology-anatomical study on disc degeneration in the dog” (Um estudo anatomopatológico em disco degeneração no cão, em tradução livre), buscou descrever a degeneração do disco intervertebral em cães.

O autor também apresentou a distinção entre raças condrodistróficas e não condrodistróficas, considerando as especificidades da hérnia discal tipo 1 e 2.

Mas vamos compreender melhor as principais características da doença de disco Hansen tipo 1 e tipo 2.

A Hérnia de Disco Hansen Tipo 1

A hérnia discal Hansen tipo 1 são aquelas que ocorrem nas chamadas raças condrodistróficas. Fazem parte desse grupo de raças aqueles cães que possuem coluna vertebral comprida e pernas curtas, tais como o Teckel, o Pequinês, o Caniche, o Cocker e outros.

A Hérnia de Disco Hansen Tipo 1
A Hérnia de Disco Hansen Tipo 1

Há uma degeneração condroide do núcleo pulposo que pode evoluir para uma calcificação na região afetada. É a chamada metaplasia condroide. Dessa maneira, o núcleo se torna um material cartilaginoso, endurecido. As fibras dorsais podem rasgar, ocorrendo um vazamento do material para o canal intervertebral.

O material do núcleo pode estar disperso por um longo segmento da medula espinhal. Esse material do disco, devido à extrusão, pode apresentar forma irregular, pode ser circular ou cônico.

Esse quadro de extrusão para o canal medular causa uma compressão aguda. Segundo estudos na área, aqueles movimentos abruptos, tais como quedas, saltos, subir e descer do sofá ou da cama, são responsáveis pelo surgimento da A hérnia discal Hansen de tipo 1.

A Hérnia de Disco Hansen Tipo 2

Hérnia de Disco Hansen Tipo 1 E Tipo 2
Hérnia de Disco Hansen Tipo 1 E Tipo 2

A hérnia discal Hansen tipo 2 caracteriza-se por uma evolução lenta, um quadro que vai ocorrendo ao longo da vida do animal. A manifestação da doença, ao contrário da hérnia discal Hansen tipo 1, ocorre somente mais tarde.

Uma protrusão gradual do conteúdo do anel fibroso do disco vai se degenerando com o passar do tempo. Tem-se a chamada metaplasia fibrosa. É preciso observar, também, que uma compressão se produz no local, progressiva e lentamente. Eis o quadro de mielopatia.

A hérnia discal Hansen tipo 2 ocorre em raças maiores não condrodistróficas, tais como o Labrador, o Rottweiler, o Boxer, o Pastor Alemão, entre outros animais adultos que têm, em média, nove anos de idade.

Sintomas e Tratamentos

Segundo especialistas, a extrusão do disco, em cães condrodistróficos, pode ser 11 vezes mais frequente que a protrusão. Já em cães não condrodistróficos, a extrusão pode ser 2 vezes menos frequente do que a protrusão.

Há vários sintomas que devem ser observados pelos donos de pets.

Os cães podem apresentar variados sintomas da doença. Alguns desses sintomas são: [1] dores, de maneira que o cão passa a curvar as costas ou andar com a cabeça baixa; [2] alteração do tónus muscular; [3] descoordenação para se mover; [4] diminuição da força; [5] perda de sensibilidade na área lesionada e, inclusive, nas patas; [6] incontinência urinária.

Mas o que dever ser feito, caso o animal apresente algum, ou alguns, desses sintomas?

Caso o seu pet apresente alguns desses sintomas, faz-se necessário que ele seja levado a um profissional da Medicina Veterinária. Determinados tratamentos também contam com a participação de um profissional da Fisioterapia.

O tratamento irá depender do tipo e do grau da lesão apresentada. Pode-se adotar um tratamento clínico conservativo, com o uso de analgésicos. Outra opção é a cirurgia. Há também algumas indicações para o uso da Acupuntura.

É importante lembrar que, nos casos de cirurgia, a fisioterapia é indispensável. A reabilitação do animal contribui bastante para sua melhora. Dessa maneira, a cirurgia trata-se apenas de um passo inicial.

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