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Coruja Jacurutu: Tamanho

Você Conhece a Maior Coruja do Brasil?

Jacurutu, Corujão, João-Curutu, são esses os nomes populares que a Bubo Virginianus recebe. Bubo é o gênero que ela pertence, e em latim significa Coruja Águia; Virginianus refere-se ao Estado de origem da ave, que é Virginia, nos Estados Unidos. Logo, o nome científico, Bubo Virginianus significa Coruja Águia da Virginia.

Ela é oriunda do Estado da Virginia, nos Estados Unidos; mas desenvolveu-se e conseguiu se adaptar em todo o território das Américas, onde estão presentes desde a América do Norte, no Canadá até o Sul da América do Sul, no Uruguai.

Está em praticamente todos os Estados brasileiros. Ela habita desde campos abertos, cerrado, zonas rurais, até bordas de florestas, ravinas e paredões rochosos com pequenos arbustos ou árvores. Devido ao seu tamanho, ela evita habitar zonas urbanas – fácil de ser avistada e difícil de encontrar um ninho; e dificilmente é encontrada em florestas densas e fechadas, como a Floresta Amazônica e a Mata Atlântica.

Você Já Viu a Jacurutu?

Ela possui a coloração corporal majoritariamente composta por um marrom acinzentado; e ocorrem variações de individuo para individuo, alguns são mais marrons, outros mais acinzentados. Sua garganta é esbranquiçada, a íris de seus olhos é amarela vibrante e seu bico é opaco, cor de chifre. Suas enormes patas, com as afiadas garras são cobertas por plumagens, que se estende pelo corpo inteiro, da pata a cabeça.

O que diferencia a Jacurutu das outras corujas, além do tamanho, é o fato dela possuir dois tufos a cima da cabeça, semelhante a duas orelhas. Ela utiliza-os para se comunicar com as outras aves da mesma espécie. Estima-se que existam ainda 15 subespécies da Jacurutu, do gênero Bubo.

Jacurutu (Bubo virginianus)
Jacurutu (Bubo virginianus)

A imponente e poderosa coruja faz parte da família Strigidae, sendo considerado um strigiforme. É a família das aves de rapina noturnas, onde estão presentes quase todos os gêneros de coruja – o Strix, o Bubo, o Glacidium, Athene, Ninox, entre muitos outros; estima-se que existam mais de 200 espécies de coruja divididas entre vários gêneros. A Suindara é uma exceção, é uma coruja que faz parte da família Tytonidae, onde o único gênero presente é o Tyto, o qual ela é a única representante, pois possui hábitos e características específicas.

Coruja Jacurutu: Tamanho

Mas afinal, qual o tamanho da maior coruja do Brasil? A Jacurutu, Corujão, João-Curutu (chame como quiser) mede entre 40 a 60 centímetros de comprimento. Uma coruja comum possui cerca de 30 a 36 centímetros, ou seja, a Jacurutu pode medir até 2 vezes mais que as outras espécies.

Além de ser a maior coruja do Brasil, ela é também a mais pesada. Existe uma pequena diferença entre os gêneros da espécie; a fêmea é ligeiramente maior e mais pesada que o macho. Ela pesa entre 1,4 kg a 2,5 kg, enquanto o macho possui cerca de 900 gramas a 1,5 kg.

Com todo esse tamanho, a Jacurutu é uma caçadora nata; apta aos mais diferentes tipos de caçadas, seja em solo ou mesmo nas alturas. Seus olhos são grandes e avantajados, possibilitando uma excelente visão para caçadas a longas distâncias.

Ela é astuta e oportunista, sua tática de caça é ficar em poleiros elevados apenas observando o movimento de suas presas no solo; quando vê que é uma boa oportunidade, com seu voo silencioso, plaina e captura-as de modo surpreendente.

Alimentação da Coruja Jacurutu

A Jacurutu alimenta-se principalmente de pequenos mamíferos – camundongos, cutias, ratos, ratazanas, preás, gambás, lebres; mas também é predadora de outras aves, como morcegos, corujas, pombos, pequenos gaviões. Ela ainda é capaz de capturar aves com o dobro do seu tamanho – gansos, marrecos, garças, entre outros.

Coruja Jacurutu Voando
Coruja Jacurutu Voando

Quando entram em período de escassez de alimentos e as presas comuns não são mais encontradas, a Jacurutu passa a capturar insetos – aranhas, grilos, besouros, etc., e também pequenos répteis, como calangos, lagartixas, salamandras, entre muitos outros.

Como podemos ver é uma alimentação muito variada. Isso se dá por causa da sua habilidade de caçar, que consequentemente aumenta suas chances de sobrevivência em meio à vida selvagem.

Reprodução

Após encontrarem um parceiro para a reprodução, buscam lugares para nidificar, e o fazem em fendas nos paredões rochosos, ninhos abandonados ou em cavernas escuras; não fazem ninho em árvores, elas preferem locais escondidos para que possam estar seguras e cuidar de seus filhotes tranquilamente.

Quando habita regiões de temperaturas mais elevadas, a fêmea gera entre 1 e 2 ovos, mas quando está em locais mais frios, coloca de 4 a 6 ovos; tudo depende da região que ela estiver. O período de incubação varia entre 30 a 35 dias e com apenas 1 ou 2 meses de vida, o filhote já deixa o ninho para aventurar-se sozinho em meio à natureza. A coruja Jacurutu filhote deixa o ninho ainda com plumagem marrom claro e só com o tempo vai adquirindo os tons mais escuros; após um ano de vida, já está apta para reprodução da espécie.

Hábitos da Jacurutu

Elas possuem principalmente hábitos noturnos, quando o sol se põe é quando elas começam as atividades. A sua visão é ótima no período noturno, o que facilita a caça e a locomoção no escuro.

Durante o dia, fica escondida em folhagens, altos poleiros, nas cavernas, em fendas nas rochas e em oco de árvores. Procura sempre lugares escuros e calmos, que não tenham a presença de nenhum outro animal; ali ela descansa, recarrega as energias e após o crepúsculo entra em ação para mais um dia, ou mais uma noite.

Seus tufos na cabeça servem principalmente para a comunicação com as outras aves da sua espécie. Quando ela faz isso, os tufos ficam eretos e o pescoço movimenta-se para frente e para trás.

Para se comunicar, também emite entonações vocais e diferentes tipos de ruídos, “húuu húuu búu búuu” é o mais frequente, e para um humano que a escuta, ela parece estar dizendo: “jõao…curutu”, daí vem o nome pela qual a Jacurutu é conhecida em grande parte do Brasil. São ave de rapinas muito curiosas e estão em abundancia em nosso território, temos de preserva-las e deixa-las em meio à natureza; vivendo livremente – voando, caçando, dormindo e reproduzindo.

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