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Cassificação da Coruja

Como São Classificadas as Corujas?

A classificação das corujas envolve o Reino Animalia, Filo Chordata, Classe das Aves, Ordem dos Strigiformes, Família Strigidae e Tytonidae, os Gêneros Bubo, Tyto, Asio, Strix, Otus e Athene, Espécies A.noctua, A.Otus, S.aluco, B.bubo. A.flammeus, O. Scops, entre outras.

A partir da Ordem Strigiformes surgem as misteriosas corujas, que também podem ser caracterizadas como pertencentes à categoria das “aves de rapina noturnas”, que popularmente são conhecidas como corujas, bufos ou mochos.

São alguns dos tipos mais exóticos que existem na natureza, com o seu porte elegante, olhos penetrantes, plumagem bastante característica, e sobre as quais pairam um certo ar de má sorte ou azar.

Por serem aves essencialmente noctívagas e que emitem um som dos mais característicos, terminam por causar uma certa aversão, ou pelo menos alguma reserva, principalmente da parte dos mais supersticiosos.

Estima-se que existam cerca de 214 espécies da Ordem dos Strigiformes. No entanto, pesquisas recentes apontam a existência de quase 270 espécies espalhadas por pelo menos 5 continentes – excluindo a Antártida.

As corujas, da forma como as conhecemos, dividem-se entre as Famílias Tytonidae e Strigidae, que podem ser reconhecidas como mocho-d’orelhas, coruja-do-mato, coruja-buraqueira, coruja-preta, coruja-das-torres, coruja-do-nabal, entre outras inúmeras variedades, a depender da região onde elas sejam parte de um bioma.

Mas todas elas são unidas por algumas características comuns. Tais como: uma cabeça enorme e meio arredondada, densa plumagem, bicos e garras na forma de ganchos (e extremamente cortantes), pernas razoavelmente compridas (que se escondem sob uma densa plumagem), olhos penetrantes e a capacidade de girar o pescoço, de forma assustadora, em um ângulo de até 270°C.

Algumas Particularidades Sobre as Corujas

As corujas são classificadas como aves noturnas, envoltas em lendas e mistérios, além de possuírem algumas características físicas únicas, como: faces meio arredondadas e achatadas; olhos grandes; nariz adunco e farta plumagem em tons castanhos, acinzentados e dourados – e que muitas vezes esconde pernas surpreendentemente longas.

Além disso, elas preferem densas florestas, áreas agrícolas, florestas úmidas, bordas de florestas, planícies desertas, entre outras regiões, onde a sua exótica plumagem funcione como uma excelente camuflagem.

Com relação à diferença de tamanho entre machos e fêmeas, o curioso é que, nesse caso, as fêmeas é que costumam apresentar um tamanho superior aos machos, que muitas vezes é atenuado pela densa plumagem que envolve a ambos.

Quanto ao tamanho, não é tarefa fácil classificar as corujas, já que é possível encontrar variedades como a coruja-do-mato e o mocho-pigmeu, por exemplo, que podem atingir entre 30 e 35cm de altura, e entre 50 e 70g de peso, até os vertiginosos 2,10m de altura e 5 kg de peso do curioso Bubo-bubo (bufo-real).

Quando se trata das suas habilidades como predadoras, as corujas são quase imbatíveis. Uma capacidade auditiva incomparável, uma visão capaz, por exemplo, de servir de atributo para a poderosa deusa Atena e um voo suave e quase imperceptível, fazem com que as suas presas, quando avistadas, não lhes ofereçam a menor resistência.

Completam algumas das suas principais características, um caráter monogâmico, a prática de regurgitar os alimentos, o curioso hábito de não construir ninhos, entre outras características, dificilmente encontradas em outras espécies.

Por que as Corujas são Classificadas Como Aves tão Especiais?

Se não bastassem todas as características citadas acima, essas aves ainda possuem outras peculiaridades bastante curiosas.

Os seus ouvidos, por exemplo, tudo indica que funcionam de forma semelhante a um microfone, ou seja, supostamente seriam capazes de converter os sons audíveis em impulsos elétricos capazes de ampliá-los consideravelmente.

Coruja Voando
Coruja Voando

Também a diferença de posicionamento das suas orelhas (que as tornam capazes de captar melhor os sons), a densidade da plumagem que as recobre (que permite que o som a atravesse adequadamente), juntamente com um crânio avantajado, somam-se a essas características.

A constituição do labirinto externo do seu ouvido contribui para fazer da sua audição quase que um atributo mágico, e uma das responsáveis por essa aura de fantasia que recobre as corujas e as classificam quase como entes fantásticos.

E com relação a essa capacidade auditiva, o mais curiosos é que, de acordo com estudiosos, elas têm uma maior capacidade de perceber pequenos sons e ruídos do que exatamente sons mais altos.

Isso significa que as suas habilidades auditivas têm mais a ver com uma condição de perceber determinadas frequências de um som (frequências essas imperceptíveis aos humanos); o que faz com que, por exemplo, a noite seja o momento onde as corujas verdadeiramente sentem-se à vontade.

A Família Strigidae

As corujas classificadas como pertencentes à família Strigidae são as mais comuns nos cinco continentes onde elas geralmente são encontradas (com exceção da Antártida).

Estas costumam alimentar-se de besouros, gafanhotos, rãs, baratas, caramujos, formigas, borboletas, etc. Enquanto as de porte mais avantajado dão preferência a alguns tipos de roedores, morcegos, marmotas, marsupiais, lagartos, entre outras espécies, que geralmente são perseguidas à noite, ou logo quando a tarde cai.

Elas também caracterizam-se por orientarem-se melhor pela via auditiva (do que propriamente pela visão), apesar do fato de que este último sentido, nelas, apresenta um potencial sequer imaginado pelos humanos.

Quando se trata da reprodução, temos aqui também hábitos bastante particulares. Elas, por exemplo, não costumam construir ninhos. O mais comum é que simplesmente utilizem algo parecido com um ninho já construído, ou mesmo trechos de capim e montes de palhas no chão – suficientes para acolher os seus ovinhos.

Mas há, também, as mais caprichosas! Estas preferem buracos de árvores mortas (que também foram obras de outras espécies) – como é o caso da coruja-malhada, por exemplo.

Já a coruja-do-mato não possui o menor escrúpulo em aproveitar-se de buracos escavados por outros animais (sejam lá para quais motivos). Elas simplesmente depositam os seus ovos ali, indiferentes ao fato de que trata-se de uma propriedade privada.

Mas a coruja-buraqueira prefere mesmo é a comodidade das tocas escavadas no chão, e que porventura tenham sido abandonadas por tatus, preás, lagartos, texugos, marmotas, entre outros roedores semelhantes.

Enfim, ninho encontrado e devidamente coberto por palhas secas ou capim, agora é só depositar cuidadosamente os seus ovos (entre 3 ou 4), para serem incubados por até 3 semanas, até que as corujinhas saiam para a vida, em torno de 1 mês após esse período de incubação.

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