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Bichos Estranhos da Amazônia

A Amazônia é abrigo para alguns dos bichos mais estranhos do planeta, mas também para uma flora considerada única e sem igual.

São 6,6 milhões de km² (em números aproximados) dessa que é a maior Floresta Tropical do Planeta e um dos ecossistemas mais importantes para a manutenção da vida na terra.

É uma exuberância!, que tem cerca de 62% do seu território dentro do Brasil, sem contar uma monumental bacia hidrográfica que ainda ocupa trechos dos territórios da Venezuela, Colômbia, Peru, Guianas, Equador, Bolívia e Suriname.

A diversidade da vegetação amazônica chega a causar espanto aos mais desavisados. Lá existe opção para todos os perfis de aventureiros.

São imensos prados, savanas exóticas, florestas montanhosas, florestas abertas, matas ciliares, florestas de várzea, brejos, pântanos, florestas de bambus e, obviamente, a sua preciosidade: a mística Floresta Tropical Úmida que, juntamente com as demais vegetações, abriga uma fauna e flora única em todo o mundo.

Para se ter uma ideia da importância da Amazônia, quase 50% de todo o território brasileiro abriga algum trecho desse bioma, e não existe registro no mundo de um ecossistema que abrigue mais variedades de peixes, aves, répteis, insetos, primatas, serpentes, entre outras espécies exóticas e consideradas endêmicas da região.

A terra da “Fonte da Juventude”, o “El Dorado” ou o “Inferno Verde” –  com os seus mais de 50 ecossistemas, mais de 45 mil espécies de plantas e de animais, e que abriga cerca de 10% de toda a biodiversidade conhecida – também abriga, obviamente, alguns dos bichos mais estranhos do mundo. Alguns deles devidamente elencados e caracterizados logo abaixo:

1.Peixe-Vampiro

O Peixe-vampiro ou candiru (o Vandellia cirrhosa ) é, sem dúvida, um dos bichos mais estranhos da Amazônia. Mas não é só isso! Ele também é um dos mais ameaçadores, pelo simples fato de caracterizar-se por introduzir-se na uretra ou no ânus de um indivíduo e só poder ser extraído por meio de uma delicada cirurgia.

O Peixe-vampiro é um parasita, que possui um parentesco distante com os famosos bagres, e mesmo com apenas alguns milímetros de comprimento consegue ser considerado um dos animais mais assustadores de toda a Floresta Amazônica.

Isso porque ele é atraído pela urina, e acaba fixando-se na uretra de homens e mulheres graças a um corpo todo ele formado por espinhos que agarram-se nos peixes que parasitam.

2.Jupará

Os Juparás ou Potos flavus pertencem à mesma família dos guaxinins: a dos Proconídeos. Eles caracterizam-se por apreciar a noite, quando saem para caçar e coletar frutas, sementes e insetos no topo de grandes árvores, com o auxílio de uma cauda que faz às vezes de um membro, e de uma língua (com cerca de 11 cm) que é um verdadeiro terror para as suas presas.

Os Juparás não chegam a atingir os 0,70cm de altura. Eles possuem uma pele entre o castanho e o dourado, pesam entre 2,5 e 3kg e são famosos pela curiosidade e rapidez com que movimentam-se no topo dessas imensas árvores.

3.O Lagarto-Jesus ou Basiliscus basiliscus

Outro que pertence à categoria dos bichos estranhos da Amazônia é o Lagarto-jesus. Ele possui esse apelido porque, como o seu nome diz, possui a curiosa característica de simplesmente caminhar sobre as águas.

Eles são espécies que não chegam a 30 cm de comprimento e, aparentemente, não possuem nada que chame a atenção, a não ser o fato de que, quando precisam fugir dos seus predadores, acionam um mecanismo (resultante da conformação das suas patas traseiras, longas e membranosas) capaz de ajudá-los a correr sobre as águas por até 7km sem descanso.

4.Poraquê

Esse é o Electrophorus electricus, uma das celebridades da Floresta Amazônica, que não é bem uma enguia elétrica, apesar de possuir um corpo liso, sem escamas, apreciar as águas escuras do Rio Amazonas; e ainda, para completar, ser capaz de, ao ser importunado, soltar uma descarga elétrica entre 300 e 1500 volts.

O Poraquê ( “o que faz adormecer”, na língua tupi) mede entre 2,8 e 3,2m de comprimento, pode pesar entre 24 e 30kg; e, diferentemente do que muitos imaginam, não mata as suas vítimas com a sua descarga elétrica – na verdade esta apenas imobiliza a vítima, que acaba morrendo afogada.

5.Morcego-Pescador

Se não bastasse o fato de pertencer ao único gênero de mamíferos que pode voar, o Morcego-pescador simplesmente abre mão da dieta natural dos seus pares (sementes, frutos, pequenos insetos e sangue) para simplesmente atacar peixes, em voos rasantes que faz durante a noite, auxiliado por um engenhoso sistema de ultrassom que lhe permite perceber a mais insignificante movimentação sobre as águas.

O Noctílio leporinus (seu nome científico) também é um dos maiores morcegos do planeta; e é também o “morcego-buldogue”, em algumas regiões da América Central, devido à sua característica de possuir narinas semelhantes às de um cão.

6.Sapo Vidro

A Hyalinobatrachium uranoscopum ou “sapo vidro”, ou mesmo “rã de vidro”- como alguns preferem –, é um dos bichos mais estranhos encontrados na Amazônia.

Ele recebe esse apelido devido à sua constituição física translúcida, que permite que boa parte dos seus órgãos internos sejam revelados.

Essa característica torna o sapo vidro um ser quase místico em meio à Floresta Tropical Amazônica, já que é capaz de tornar-se quase invisível em meio à vegetação que o circunda.

Apesar de tamanha habilidade, eles são presas fáceis de aranhas e cobras, muito por conta do seu tamanho diminuto (não mais do que 25mm), além de um corpo extremamente frágil e delicado.

7.Mãe da Lua (Urutau)

Por fim, o estranho Nyctibius, também conhecido como Mãe-da-lua, devido à sua característica de preferir “dar o ar de sua graça” à noite, quando sai para a caça de insetos, deixando o dia para descansar completamente imóvel em cima de um toco de árvore, onde toma completamente a sua forma.

Devido a essa característica, em algumas regiões da América Central o Urutau é conhecido como “pássaro-fantasma”, devido a essa capacidade de praticamente transformar-se no local onde está pousado, e ainda poder enxergar com os olhos totalmente fechados, graças a uma pequena fresta que se abre naturalmente em suas pálpebras.

Os mais “antigos” têm essas aves como verdadeiros entes fantásticos, tal a capacidade que eles possuem de confundir-se com uma árvore velha, um toco queimado ou um tronco apodrecido, como se até fossem parte da própria vegetação.

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