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Alimentação da Coruja-do-Mato

A Coruja-do-Mato: Você Conhece?

Esta coruja também conhecida como Strix Virgata. Seu nome cientifico se dá a partir de algumas características da ave, onde Strix é o nome referente ao gênero, que significa coruja ou corujinha; e, virgata tem significado de listrada, ou seja, Strix Virgata significa Coruja Listrada. Popularmente ela ainda é conhecida como mocho-carijó e mocho-do-mato. Ela está presente na família Strigidae e na ordem dos Strigiformes.

O nome de “coruja listrada” ocorre mediante ao fato dela possuir a coloração corporal toda marrom escuro, com listras na parte inferior do peito, que mesclam entre branco e marrom claro. Sua cabeça não possui os “tufos” presentes em outras espécies, ela é caracterizada pelo seu disco facial branco, de modo que envolve todo o entorno da face do animal. Estes atributos são totalmente característicos do gênero Strix. Este disco facial é caracterizado por estar no formato de um V na parte frontal da cabeça, semelhante a uma sobrancelha.

Quando ela alça voo, é fácil de identifica-la devido a sua coloração castanha, pois diferente das outras corujas (buraqueira ou coruja-das-torres) ela possui o peito todo listrado tornando-a única quando voando em céu aberto.

Seus olhos são escuros, totalmente pretos e são mirados para frente, de modo que a coruja não consiga olhar “de canto de olho”. É necessário que ela vire toda a cabeça para enxergar o que está ao seu lado, é capaz de girar todo o pescoço até os incríveis 270 graus; as asas são pequenas, curtas, arredondadas e também são constituídas pela coloração marrom escuro. Seu bico é pequeno de cor fosca e suas patas e garras apresentam cores mais acinzentadas, neutras.

É considerada coruja de porte médio, ela chegam a medir entre 30 a 36 centímetros e seu peso varia entre 240 a 380 gramas. Tanto o tamanho, quanto o peso variam de macho para fêmea; as fêmeas são um pouco mais pesadas que os machos e em relação ao tamanho, ocorre o posto, os machos são um pouco maiores que as fêmeas.

Vocalização e Reprodução

Sua entonação vocal é grave, o volume varia em tons altos e baixos, ela consegue atingir até 6 notas entre os intervalos, onde as primeiras notas a serem emitidas são mais fortes e as outras que vem em seguida são mais fracas. Uma espécie de “who-who-whó-whó”.

Elas fazem estes sons com a voz diariamente, quando vão às arvores descansar, quando se sentem ameaçadas; mas é no período de reprodução quando ela mais faz uso de seus cânticos. Isso se dá a partir do grau de excitação do animal e, além disso, auxilia-o a chamar a atenção do sexo oposto.

E quando ambos se atraem e decidem copular, formam seus ninhos em meio às fendas, sejam elas de árvores, de paredões rochosos; elas adoram nidificar em árvores vivas ou em palmeiras altas, e também buscam por ninhos que não estão sendo mais utilizados, para que possa ali realizar a incubação e gerar seus filhotes.

Filhote de Couja-do-Mato Na Árvore
Filhote de Couja-do-Mato Na Árvore

Ela é capaz de gerar 1 ou 2 ovos por período reprodutivo. O macho da espécie sai para caçar alimento para as crias, enquanto a fêmea realiza a incubação; após este período, os filhotes passam a voar sozinhos, com 5 semanas de vida, mas ainda não são totalmente independentes, eles dependem da alimentação gerada pelos pais e após um curto período, já podem sair caçar suas presas.

Já que falamos em presas, você sabe o que uma Coruja-do-Mato come? Do que ela se alimenta?

Alimentação da Coruja-do-Mato

A Coruja-do-Mato é uma ótima caçadora. É uma coruja que possui hábitos noturnos, logo, realiza suas caças a noite. Leva muita vantagem aos outros animais, devido a sua visão excelente, adaptada ao período noturno e seu voo silencioso.

Quando o sol começa a se por, os animais já estão se recolhendo, é aí que a coruja do mato entra em ação. Há registro que diz que ela consegue capturar suas presas ainda no ar, quando eles estão voando, chega de surpresa e os captura. Ela costuma ficar em um poleiro, apenas observando os movimentos que ocorrem no solo e quando encontra, segue em frente com a caçada.

Coruja-do-Mato Com as Asas Abertas Em Galho de Árvore
Coruja-do-Mato Com as Asas Abertas Em Galho de Árvore

Elas se alimentam de alguns insetos, invertebrados, anfíbios e ainda alguns mamíferos. Estão presentes na dieta da Coruja-do-Mato: os gafanhotos, as aranhas, os grilos, os besouros, as lagartixas, as cigarras; além de invertebrados como as minhocas e mamíferos como morcegos e também camundongos.

Quando elas estão em meio humanos, na zona urbana, são considerados animais que ajudam o homem a combater certas doenças e capturar algumas “pragas urbanas”. Isso se da pelo fato delas comerem muitos ratos, ratazanas, diminuindo drasticamente a população de roedores, que em contrapartida, se reproduzem muito rápido. Esse fato não ocorre apenas com a Coruja-do-Mato, ocorre com todas as espécies de corujas que se alimentam de roedores, como a Coruja Buraqueira e ainda a Suindara.

Onde vive a Coruja-do-Mato?

Agora que já esclarecemos algumas características a cerca deste curioso animal, de hábitos noturnos, que prefere viver solitária escondida em meio às matas durante o dia e sair para a caça no período noturno.

Ela adora estar em meio às densas florestas úmidas, e também nas matas virgens ou ainda nas que foram drasticamente modificadas pelo homem, mas que conseguiram sobreviver; para a Coruja-do-Mato, o interessante é que o local contenha árvores, para ela utilizar seus galhos como poleiros e poder observar os decorrentes movimentos ao seu redor.

O habitat dela, onde ela faz estas ações, majoritariamente localiza-se em grande parte da América do Sul e da América Central, até o México. Ela pode ser observada em vários países do Norte da América do Sul e até do Sul do próprio continente, inclusive na Argentina, Bolívia e Paraguai. No Brasil, a Coruja-do-Mato pode ser avistada em praticamente todos os estados.  Tanto na Floresta Amazônica, quanto na Floresta Mata Atlântica (no pouco que sobrou). E podem tanto estar presentes em altitudes baixas, em nível do mar, habitando áreas costeiras, como também em áreas com grandes altitudes, que chegam até 2500 metros de altitude, nas altas montanhas que ocorrem na parte Oeste da América do Sul.

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