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A Reprodução do Pavão

A reprodução dos pavões ocorre nos mesmos moldes daquela que é comum nas espécies da família Phasianidae (a mesma dos faisões). Ela se dá por meio da postura de ovos (cerca de 22), divididos em três posturas ao longo do ano, que eclodem após 1 mês de incubação.

Os pavões são animais onívoros (alimentam-se de vegetais e animais), não são tão habilidosos no voo e são aves típicas da Índia, Sri Lanka, Java, Myanmar, Nepal, Malásia, entre outras regiões do continente asiático.

Mas na verdade o que parece é que a história dos pavões perde-se no tempo!, já que existem relatos da sua presença em passagens do Velho Testamento e da história antiga, principalmente a que envolve os fenícios e egípcios.

Como os Pavões se Reproduzem?

Para se ter uma ideia do seu prestígio, consta que o próprio rei Salomão tinha essa ave em alta conta; tanto é assim, que já chegou a compará-la com o ouro e a prata.

Os gregos também não demoraram a reconhecer os seus predicados; e os romanos, mais uma vez, como já era de se esperar, também não demoraram a copiar mais esse gosto dos gregos, e também eles passaram a adotar os pavões como aves ornamentais.

Foi só em meados do séc. XIV que a Europa foi apresentada às qualidades dessa ave. No entanto, se para aquelas civilizações asiáticas esse animal tinha, digamos, o status de um animal sagrado, na Europa essas qualidades passaram totalmente despercebidas, pois foram as suas qualidades gastronômicas que interessaram os nobres e senhores europeus.

De acordo com a história, os sacerdotes hindus há 2 ou 3 mil anos eram implacáveis com quem quer que tocasse nesse animal, chegando até mesmo a condenar a morte o infeliz que ousasse tirar a sua vida.

Um costume que teve fim, mas cujos vestidos podem ser observados pela liberdade e consideração de que desfrutam os pavões – que se reproduzem e transitam livremente em algumas regiões da Índia.

Mas apesar de tanto prestígio, isso não impediu que, para os muçulmanos, os pavões fossem símbolos de má sorte ou azar, já que, supostamente, teriam sido uns dos culpados pela “queda do homem”, após guiar a terrível serpente até a “Árvore do Bem e do Mal.”

Principais Características dos Pavões

A beleza e o colorido vibrante e natural da plumagem dos pavões fazem desta um dos principais produtos de venda para quem cria a ave para fins comerciais.

Além de férteis quanto à sua reprodução, os pavões também possuem outras singularidades, como o fato de serem os principais representantes das aves ornamentais no mundo – praticamente imbatíveis quando o assunto é tornar exótica a paisagem de chácaras, sítios, fazendas, jardins, parque públicos, entre outros estabelecimentos semelhantes.

As suas penas também são apreciadíssimas. Com elas, é possível produzir um sem número de objetos ornamentais, disputados avidamente pelos frequentadores das principais feiras de artesanatos do mundo.

A sua carne, apesar de não tão popular, é outro símbolo de exotismo; e por isso costuma fazer parte do cardápio dos mais sofisticados restaurantes de comida exótica do planeta.

Enquanto os seus ovos, imensos e bastante nutritivos, apesar de ainda não poderem competir – nem de longe – com os das galinhas, já começam a despertar o interesse daqueles indivíduos mais afeitos a uma novidade.

Mas não são apenas os métodos de acasalamento e de reprodução dos pavões que são dignos de nota. A sua docilidade e facilidade de adaptação ao convívio humano podem ser considerados atributos surpreendentes, especialmente por se tratar de um animal tipicamente silvestre.

Ainda sobre a sua reprodução, um bom viveiro (amplo, de chão batido, com água e comida em abundância e com um areal onde eles possam ciscar de vez em quando) é tudo de que os pavões precisam para crescerem, reproduzirem-se e viverem até os 16 ou 17 anos de idade.

Pavão e Seus Hábitos
Pavão e Seus Hábitos

Quanto aos seus hábitos e características, sabemos que essa espécie costuma medir entre 80cm e 2 metros de altura (com a sua cauda, que pode atingir entre os 60 e 80 cm) e adora dormir no topo das árvores.

Sobre esse costume, o curioso é que, logo que a noite chega, é possível observá-los subindo nas árvores, meio desajeitadamente, a fim de passarem a noite protegidos da ação dos seus predadores – um costume que remete à sua ancestralidade, quando precisavam defender-se de inimigos bem mais assustadores!

A noite ainda pode ser cortada pelos sons quem eles emitem, que são semelhantes aos de um lamento, altos e bastante estridentes, e que também servem para afastar intrusos e predadores – como um típico “guardião das florestas” que é.

Mas, no entanto, quando ameaçados, preferem fugir, em uma corrida desabalada e atabalhoada, até que, com muito esforço, consigam alçar voo – em um das cenas mais curiosas e engraçadas do reino animal.

As Características Reprodutivas dos Pavões

O período de reprodução dos pavões começa a partir dos 3 anos de idade (para os machos) e 2 anos de idade (para as fêmeas). A partir daí, até os 13 anos eles poderão gerar filhotes.

O cio ocorre entre setembro e janeiro, e, após o acasalamento, a fêmea poderá pôr entre 20 e 23 ovos, divididos em três posturas ao longo do ano, para serem incubados pelo período de 1 mês.

Em cativeiro, o recomendado é juntar 1 macho para cada 3 fêmeas, pois, quando chega o período de acasalamento, os machos disputam a atenção das fêmeas de forma bastante aguerrida.

Geralmente por meio de uma luta corporal, que envolve o uso das suas asas, garras, esporas e, obviamente, as suas famosas caudas, que se abrem como um leque multicolorido, cujo brilho e exuberância determinarão a escolha da fêmea.

Quanto a isso, o que se diz é que dificilmente uma fêmea consegue mostrar-se indiferente a uma exuberância que pode atingir mais de 2 metros de largura, com formas e cores que impressionam até mesmo os mais familiarizados com essa espécie.

Finda essa etapa do processo de reprodução dos pavões, é hora de atentar para uma situação bastante curiosa. É o fato de que as pavoas não são assim, digamos, os melhores exemplos de mães, já que o mais comum é que elas, não se sabe por que cargas d’água, simplesmente abandonem os seus ovos após a postura.

Caberá ao criador, portanto, recolhê-los e lançar mão de uma chocadeira elétrica (a uma temperatura entre 85 e 90°C), ou mesmo de outras aves (como as peruas, gansas, galinhas, entre outras espécies semelhantes), na proporção de até 10 ovos para cada uma delas, para serem incubados por até 30 dias.

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